domingo, 2 de outubro de 2011

Portadores de intolerância ao glúten exigem melhora no diagnóstico

publicado em 13/08/2010 às 11h56.
Doença pode levar à morte se não for tratada corretamente
Da Agência Brasil
Trigo

O Rio de Janeiro sedia, a partir desta sexta-feira (13), o 9º Encontro Nacional da Acelbras (Associações de Celíacos do Brasil). Os celíacos são pessoas portadoras de uma intolerância permanente ao glúten - proteína presente na maioria dos alimentos industrializados feitos a partir de trigo, aveia, centeio e cevada, inclusive o malte. A doença pode surgir em qualquer idade.
De acordo com estudo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), para cada grupo de 214 brasileiros, um é celíaco. A doença pode provocar repetidas internações e levar a pessoa à morte, se não for diagnosticada a tempo e de forma correta. A presidente da Fenacelbra (Federação das Associações de Celíacos do Brasil), Nildes de Oliveira Andrade, diz que os celíacos precisam exercer seus direitos.
– Temos um leque de doenças associadas que as pessoas poderiam não estar sofrendo, se tivessem uma investigação precisa. A osteoporose é uma delas.

Segundo ela, outros sintomas associados são anemia ferropriva, diarreia constante, baixa estatura e esterilidade.
– A consequência maior de um diagnóstico tardio é o câncer de todo o trato digestivo.

Os celíacos brasileiros já conseguiram, entretanto, um avanço. Desde setembro do ano passado, o SUS (Sistema Único de Saúde) já conta com um protocolo clínico para a realização de exames que permitem o diagnóstico da doença.
Esse protocolo deve estar disponível em todas as unidades de pronto-atendimento do SUS nos municípios do país, ressaltou Nildes.
– Já é um avanço a gente ter esse diagnóstico, mas o difícil é a sociedade saber que tem esse serviço disponível.
Falta, segundo ela, maior divulgação e pesquisa em outras áreas, como o câncer de mama e sua relação com a doença celíaca.
O evento acontece até próximo domingo (15) e conta com apoio do Ministério da Saúde. A programação conta com palestras de representantes do Conselho Nacional de Saúde, do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde e do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional do Rio de Janeiro.
 Mais de 16 mil celíacos associados estão cadastrados na Fenacelbra, revelou a presidente da entidade.