quinta-feira, 30 de maio de 2013

Intolerância a Lactose!! O que é??

Por Angela Borges,

Lactose, intolerancia a lactose, intolerância a lactose, intolerância à lactose, intolerância a lactose, alergia a lactose, leite 

sem lactose, reacoes da lactose no organismo, receitas sem lactose e lactase.

   LACTASE


Lactose, Intolerancia a Lactose, Lactaid

Colageno Clique aqui para ler matéria: "Milhões de brasileiros têm intolerância à lactose(Folha Online - 12/10/2004)Indicar Lacdose
 

Lactose, intolerancia a lactose, intolerância a lactose, intolerância à lactose, intolerância a lactose, alergia a lactose, leite sem lactose, reacoes da lactose no organismo, receitas sem lactose e lactase. Todo natural;
Lactose Indicado para quem tem Intolerância à Lactose;
intolerancia a lactose Softgels de fácil digestão;
 intolerância a lactose Concentrado, Seguro e Eficaz;
intolerância à lactose Contém enzimas digestivas lactase;
alergia a lactose Pode ser usado diariamente;
 receitas sem lactose e lactase. 
Protuto Ético;
leite sem lactose Industrializado nos EUA.


O que é INTOLERÂNCIA À LACTOSE ?


É a incapacidade de digerir a lactose, resultado da deficiência ou ausência da enzima intestinal chamada lactase. Esta enzima possibilita decompor o açúcar do leite em carboidratos mais simples, para a sua melhor absorção. Este problema ocorre em cerca de 25% dos brasileiros.
Há três tipos de intolerância à lactose, que são decorrentes de diferentes processos. São eles:
1) deficiência congênita da enzima;
2) diminuição enzimática secundária a doenças intestinais;
3) deficiência primária ou ontogenética.
 Podemos dizer que atualmente a lactase é a melhor alternativa para um bom grupo de pacientes com intolerância à lactose. Qualquer pessoa, de qualquer idade, que sofra de intolerância à lactose pode se beneficiar com a lactase
Rogério Numeriano, 44 anos, Diretor e Gestor de Pesquisa e Marketing da Vitabrasilnet
O primeiro tipo é um defeito genético muito raro, no qual a criança nasce sem a capacidade de produzir lactase. Como o leite materno possui lactose, a criança é acometida logo após o nascimento.
O segundo tipo é bastante comum em crianças no primeiro ano de vida e ocorre devido à diarréia persistente, pois há morte das células da mucosa intestinal (produtoras de lactase). Assim, o indivíduo fica com deficiência temporária de lactase até que estas células sejam repostas.
Estatisticamente, o terceiro tipo é o mais comum na população. Com o avançar da idade, existe a tendência natural à diminuição da produção da lactase. Esse fato é mais evidente em algumas raças como a negra (até 80% dos adultos têm deficiência) e menos comum em outras, como a branca (20% dos adultos).

 Causas e sintomas


Devido a essa deficiência, a lactose não digerida continua dentro do intestino e chega ao intestino grosso, onde é fermentada por bactérias, produzindo ácido láctico e gases (gás carbônico e o hidrogênio, que é usado nos testes de determinação de intolerância à lactose). A presença de lactose e destes compostos nas fezes no intestino grosso aumenta a pressão osmótica (retenção de água no intestino), causando diarréia ácida e gasosa, flatulência excessiva (excesso de gases), cólicas e aumento do volume abdominal.
Os sintomas mais comuns são náusea, dores abdominais, diarréia ácida e abundante, gases e desconforto. A severidade dos sintomas depende da quantidade ingerida e da quantidade de lactose que cada pessoa pode tolerar. Em muitos casos pode ocorrer somente dor e/ou distensão abdominal, sem diarréia. Os sintomas podem levar de alguns minutos até muitas horas para aparecer. A peristalse, ou seja o movimento muscular que empurra o alimento ao longo do estômago pode influenciar o tempo para o aparecimento dos sintomas. Apesar de os problemas não serem perigosos, eles podem ser bastante desconfortáveis.
 Tratamento

Não há tratamento para aumentar a capacidade de produzir lactase, mas com o avanço da tecnologia nutricional a novidade agora está na técnica de suplementação da enzima digestiva sem a necessidade de se controlar a dieta. A solução é o uso de produtos avançados, como por exemplo a  Enzima Lactase, que suplementam a deficiência da enzima lactase do organismo. 
Podemos dizer que a lactase é a melhor alternativa para um bom grupo de pacientes com intolerância a lactose. Qualquer pessoa, de qualquer idade, que sofra de intolerância à lactose pode se beneficiar com a lactase.
Agora, a maioria dos jovens e adultos não precisam mais evitar a lactose completamente. As pessoas com intolerância à lactose não necessitam mais ter uma dieta extremamente rigorosa, basta apenas que se tenha uma suplementação adequada da enzima lactase. As pessoas podem agora usar a Enzima Lactase e voltar a ter uma dieta totalmente normal.

 Sobre Enzima Lactase


A Enzima Lactase é uma suplementação natural da enzima digestiva lactase, a Enzima Lactase faz com que todos os laticínios sejam digeridos facilmente por você. Se você tem intolerância à lactose, Enzima Lactase é a solução.

Enzima Lactase é um suplemento nutricional que faz os alimentos lácteos serem bem digeridos.

Se você faz parte do grupo de milhões das pessoas em todo o mundo que sofrem dos sintomas da intolerância ao leite, como gases, flatulências, estômago empachado ou diarréia - quando você ingere algum laticínio - como queijos, sorvetes e bolos, então a Enzima Lactase é ideal para você.

Enzima Lactase contém uma enzima natural, chamada lactase que ajuda seu corpo a quebrar e a digerir a lactose existente nos alimentos derivados do leite. Lactose é um tipo de açúcar encontrado em todo tipo de leite animal.
 Como ADMINISTRÁ-LO ?

A Enzima Lactase não é uma medicação, mas uma enzima (lactase) que faz parte do nosso organismo ou deveria fazer. É considerado um suplemento alimentar, que supre o organismo de algo que lhe falta. Esta enzima por ser natural não possui efeitos colaterais, nem induz a dependência, além de não perder a eficácia ao longo do uso, podendo assim ser prescrito por médicos e/ou nutricionistas.
Você pode começar tomando 1 comprimido de Enzima Lactase toda vez que for se alimentar com algo que contenha lactose para medir seu nível de intolerância à lactose. Caso sinta ainda os desconfortos da intolerância você mesmo pode ir aumentando a quantidade comprimidos até determinar a dosagem ideal para você.
Na grande maioria dos casos, não será necessário tomar mais do que 3 comprimidos por vez, pois cada tablete mastigável Enzima Lactase é muito concentrado em enzimas lactase (1.750 FCC units), mas como a Enzima Lactase é um suplemento totalmente natural você poderá usar a quantidade que for necessária para você.
Você pode usar Enzima Lactase diariamente junto com todas as suas refeições. Enzima Lactase é totalmente natural.
Converse com o seu nutricionista ou médico especializado sobre este suplemento alimentar, ele é o profissional mais indicado para aconselhar o uso correto do produto.

Este artigo tem somente o propósito informativo e não tem a intenção de substituir uma orientação profissional. O uso de VITAMINAS, MINERAIS e SUPLEMENTOS ALIMENTARES pode trazer excelentes resultados para você, mas antes de utilizar qualquer produto para a saúde recomendamos consultar um NUTRICIONISTA, MÉDICO (ortomolecular) ou outro especialista para sua avaliação e acompanhamento.

Convivendo com a intolerância ao leite

Ela pode se manifestar em qualquer idade. Dieta restrita não é a única solução

Lívia Machado, iG São Paulo | 11/07/2010 11:55

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É possível pensar em um cardápio saboroso sem leite? Para algumas pessoas, retirar o chocolate, o queijo e os demais derivados da alimentação não só é viável, como necessário.
A intolerância à lactose, segundo especialistas, é comum e um tanto imprevisível. Restringir a alimentação é uma das alternativas para conviver com a disfunção, mas não a única.

Foto: Getty Images
Leite e seus derivados não precisam ser banidos do cardápio de quem deixou de produzir lactase
Segundo Hélio Schainberg, alergista e imunologista do Hospital Albert Einstein de São Paulo, a intolerância ocorre quando o organismo deixa de produzir uma enzima chamada lactase, responsável por quebrar a molécula dupla de açúcar, formada pela glicose e galactose, no leite. Quando esse processo não ocorre, o açúcar cai diretamente no estômago e solicita a entrada de água no intestino, provocando os sintomas tradicionais da reação: cólica e diarreia.
Eliminar o leite e todos os seus derivados é a solução imediata e mais barata, mas não a única. Para contornar a ausência da enzima natural, Schainberg conta que prescreve a lactase via oral, que deve ser ingerida sempre antes da alimentação que contenha leite.
“A dosagem varia de acordo com o nível de intolerância. Faço testes com meus pacientes, vou aumentando a dose quando necessário, até achar a recomendação ideal.”
O médico comenta que nos Eestados Unidos esse medicamento é bem comum e pode ser facilmente encontrado em drogarias. No Brasil, ainda é preciso encontrar uma farmácia de manipulação que o fabrique. Segundo pesquisa feita pelo Delas em algumas farmácias de manipulação em São Paulo, 60 cápsulas de 150 mg do remédio custam, em média, 40 reais.
Os motivos para o organismo subitamente deixar de produzir a enzima são múltiplos e imprevisíveis. O imunologista revela que tal rejeição pode ocorrer tanto na infância como na fase adulta, provocada por motivação genética ou problemas gástricos.“Não desenvolvemos essa intolerância. Não há na literatura médica nada que anteveja o problema, não sabemos quando ou se ele pode ocorrer. Em certo momento da vida, o organismo pode parar de produzir a lactase. Tal rejeição por ser conseqüência de um problema gástrico ou genético.”
A intolerância ao leite, porém, revela o imunologista, só ganha contornos maiores em função da demora do diagnóstico. Os dois sintomas tradicionais (diarreia e cólica) são autoexplicativos para quem já sabe que tem a disfunção. Entretanto, quando a doença ainda não é conhecida, a diarreia freqüente pode gerar desidratação e carência vitamínicas.
Leite na bula
Quem tem intolerância à lactose deve criar o hábito de ler a bula dos medicamentos. Hélio Schainberg alerta que muitos remédios de uso comum, livres de prescrição, têm na composição a presença de lactose, usada para complementação de volume do comprimido.
“É preciso estar atento, ler a bula. Um simples remédio para dor de cabeça, gripe, pode ser composto de lactose” alerta.
Nesses casos, a dieta restrita nem sempre será eficaz para evitar as cólicas e a diarreia. Uma forma de blindar o organismo é fazer o uso da enzima oral. “Eu procuro receitar a lactase em comprimido para proteger e não restringir a alimentação dos pacientes. Não tem contra-indicação, mas o tratamento é opcional.”
Cuidados com a soja
Em recém-nascidos a intolerância ao leite pode ser transitória. Por ter um trato gastro-intestinal ainda imaturo, os bebes não conseguem produzir a quantidade correta de lactase para a quebra do açúcar. Esse processo, revela o imunologista do Hospital Albert Einstein, é reversível. “É preciso esperar que o organismo amadureça e aprenda a produzir corretamente.”
Nessa fase, a recomendação do médico é retirar o leite da alimentação da criança e evitar o consumo de leite de soja, principalmente em meninos. Schainberg acredita que a presença de estrógeno fitoterápico – hormônio feminino – na soja possa provocar a inibição das glândulas masculinas.
“A soja tem sido usada por muitas mulheres como reposição hormonal estrogênica. Tenho meus receios. O consumo excessivo pode trazer malefícios. Não sabemos qual a quantidade desse hormônio fitoterápico na soja. Recomendo cuidados, acho sempre bom evitar."
Alergia X intolerância
A alergia ao leite é uma reação exagerada de hipersensibilidade, bem mais incomum. A reação pode se manifestar na pele, nas vias respiratórias ou provocar cólicas e diarreia. Não há causas definidas, tampouco motivos delimitados pela medicina.
“Todo mundo tem sua alergia. É da natureza humana reagir contra químicos, inclusive nocivos. Maior parte das pessoas se adapta bem à agressão natural que sofre o tempo todo. Algumas não", explica Hélio Schainberg.
Segundo o médico, a reação pode ocorrer em função de três proteínas presentes no alimento: alfa 1 lactoglobulina, beta 2 lactoalbumina e caseína. O paciente pode ter reação às três, a duas ou somente a uma delas. "O diagnóstico é complicado, exige paciência, história clínica e análise profunda."
No Brasil, as medicações preventivas ainda não são comercializadas, mas no mercado americano existem remédios que podem diminuir a intensidade do problema. “Não há trabalhos ainda que faça a alergia regredir ou curar. Em crises graves, fazemos o uso de cortisona para cortar os efeitos dos traumas provocados, mas neste caso o único tratamento é a retirada do alimento.”

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Diagnóstico Precoce da DC na Itália

Doença celíaca: um novo teste para o diagnóstico precoce pode ser feito na Itália

Autor Dr. Francesco Quatraro
Escrito em 25/05/2013, clicado 2889 vezes.
Em um futuro próximo, graças à investigação "made in Italy", com uma amostra de sangue simples, será possível fazer um diagnóstico precoce da doença celíaca em fase pré-clínica, mesmo antes dos exames de sangue de detecção atuais (AtTG, EMA, AGA) são positivos .
O teste poderia rapidamente tornar-se um kit de diagnóstico comercial.
A doença celíaca (DC) é uma doença inflamatória que afeta o intestino delgado, caracterizada pela intolerância permanente ao glúten, resultando sofrer um percentual variável entre 1-3% da população da Europa e da América do Norte.
Doença Celíaca
De acordo com a AIC (Associação dos Celíacos do italiano) celíaca italiano poderia ser em torno de 600 mil, mas ainda seriam diagnosticados em apenas um caso a cada 7 pessoas com a doença celíaca. Atualmente, 135.800 casos foram diagnosticados (relatório do Ministério da Saúde de 2011), o aumento anual é de 19%.
É uma doença de base multifatorial, desencadeada por fatores ambientais em indivíduos geneticamente suscetíveis. Entre os factores ambientais podem desempenhar um papel na base dos infeccioso.
É também notar uma forte associação entre a doença celíaca e diabetes tipo 1 (diabetes tipo 1 ou DM1), no qual clones de autoreactive CD4 progressivamente destrói as células beta, indovate em ilhotas de Langerhans do pâncreas endócrino.
Mimetismo MolecularPesquisadores italianos, Gaslini Instituto de Genoa, já havia demonstrado, em trabalhos científicos anteriores que a infecção por rotavírus pode estar envolvida na patogênese da doença celíaca através de um mecanismo de mimetismo molecular (MM), uma das estratégias de camuflagem usadas por microorganismos para escapar dos ataques do organismo hospedeiro.
No presente trabalho, em colaboração com outros pesquisadores da Universidade de Verona, publicado em Pesquisa imunológica, foram acompanhados 357 crianças com DM1, 32 deles desenvolveram MC (AtTG e EMA positivo e positiva resposta de biópsias duodenais) , em 26 deles, foi detectada a presença de um subconjunto de anticorpos anti-transglutaminase IgA que reconhecem a proteína viral VP7 de rotavírus.
No estudo analisou-se se estes anticorpos podem prever a ocorrência de MC em crianças com diabetes tipo 1.
Além disso, para continuar a analisar a relação entre a infecção por Rotavírus e patogénese das MC, hnno investigadores analisaram o efeito de anti-rotavírus VP7 em uma linha de células epiteliais que T84 (derivado de carcinomas do cólon).
RotavirusFoi descoberto que os anti-rotavírus VP7 estão presentes na grande maioria (81%) dos indivíduos com DM1 e MC, mas também são detectáveis ​​em 27% das crianças DM1 sem MC. Além disso, verificou-se que os anticorpos anti-rotavírus VP7 já estão presentes, mesmo antes do início do ciclo, em seguida, antes do aparecimento de anticorpos anti-tTG e anticorpos anti-endomísio (EMA).
É também mostrado que os anticorpos purificados anti-rotavírus VP7 modular genes que estão envolvidos na apoptose, inflamação, e alterações na integridade da barreira epitelial intestinal, todas as características típicas do MC.
Estes novos dados reforçam ainda mais o envolvimento de rotavírus na patogênese da MC e dar-lhe um papel preditivo para anti-rotavírus VP7.
Neste estudo, os autores dizem, é, portanto, um passo importante para o diagnóstico precoce da doença celíaca, que pode ser particularmente útil em casos de doença celíaca com sintomas extra-intestinais atípicas ou em casos de doença celíaca em silêncio.

Fonte:  Immunol. Res 10 de abril de 2013
Um subconjunto de anticorpos anti-rotavírus dirigidos contra a proteína viral VP7 prediz o aparecimento da doença celíaca e induz as características típicas da doença na linha de células epiteliais intestinais T84.
Dolcino M, G Zanoni, Bason C, Tinazzi E, E Bucha, Valletta E, Contreas G, Lunardi C, Puccetti A.
Istituto Giannina Gaslini, Genoa, Itália
http://www.medicitalia.it/news/3421-celiachia_il_nuovo_test_per_la_diagnosi_precoce_potrebbe_essere_made_in_italy.html

domingo, 26 de maio de 2013

Dermatite Herpetiforme desde 1947.

Vejam que interessante!! Desde 1947 os médicos já se falavam de Dermatite Herpetiforme.

domingo, 19 de maio de 2013

Glúten Escondido


Sensibilidade ao glúten na ausência de doença celíaca



Imran Aziz, Marios Hadjivassiliou, David S Sanders

Pacientes que apresentam sintomas relacionados ao glúten na ausência de marcadores da doença são um dilema diagnóstico para gastrenterologistas, clínicos gerais e nutricionistas.
A doença celíaca é um distúrbio inflamatório crônico do intestino delgado que afeta 1% da população.A condição pode ser definida como um estado de resposta imunológica intensificada ao glúten ingerido (de trigo, cevada e centeio) em indivíduos geneticamente suscetíveis.2 O padrão-ouro do diagnóstico da doença celíaca é a demonstração de atrofia de vilosidades em biópsias duodenais, com sorologia celíaca (anticorpos antiendomísio e antitransglutaminase tecidual) tendo um papel de apoio.2,3 O pilar do tratamento da doença celíaca é a adesão vitalícia a uma rigorosa dieta livre de glúten, que leva a melhorias no desfecho clínico, no bem-estar psicológico e na qualidade de vida para a maioria dos pacientes.2

No entanto, o número de pacientes que consome uma dieta livre de glúten parece, em grande parte, fora de proporção em relação ao número projetado de pacientes com doença celíaca. Comerciantes estimam que 15-25% dos consumidores norte-americanos querem alimentos livres de glúten,4,5 embora dados recentemente publicados dos Estados Unidos e da Nova Zelândia sugiram que isso possa ser uma superestimativa.6,7 Não obstante, esse agora é um “grande negócio”, e a Reuters projeta um aumento nos lucros do mercado de alimentos livres de glúten nos Estados Unidos de US$1,31 bilhão (£0,8 bilhão) em 2011 para US$1,68 bilhão até 2015.8 Paralelamente, um crescente problema encontrado na prática clínica é o diagnóstico e o manejo de pacientes que reclamam de sintomas relacionados ao glúten na ausência de marcadores diagnósticos de doença celíaca, como sorologia celíaca negativa e biópsias duodenais normais. Esses pacientes representam um dilema diagnóstico para gastrenterologistas, clínicos gerais e nutricionistas e, no passado, foram descritos como pertencentes a uma “terra de ninguém” devido à incerteza do diagnóstico.9

Quais são as evidências da incerteza?
Uma pesquisa no PubMed (“coeliac disease”) produziu mais de 18.000 citações, com apenas 170 citações do PubMed a trabalhos sobre sensibilidade ao glúten na ausência de doença celíaca. Limitamos nossa busca a revisões sistemáticas, séries de casos, estudos de caso-controle e ensaios clínicos controlados randomizados realizados em adultos.

Sintomas relacionados ao glúten em pacientes sem doença celíaca
Existem dados observacionais de pacientes que relatam sintomas relacionados ao glúten, mas sem evidências de doença celíaca. Por exemplo, em uma série prospectiva de 94 adultos que relataram sintomas abdominais após a ingestão de cereal, 63% dos participantes do estudo não apresentavam doença celíaca ou alergia a cereais nos exames histológicos ou imunológicos.10 Apesar disso, esses indivíduos beneficiaram-se sintomaticamente de uma dieta livre de glúten, embora a dieta não tenha sido testada em um grupo separado de 30 controles. Historicamente, também tem sido observado que parece haver um aumento na prevalência de anticorpos antigliadina naqueles que reclamam de sintomas relacionados ao glúten (40%)10 e em pacientes com síndrome do intestino irritável (17%)11em comparação a controles saudáveis (12%),apesar da exclusão de doença celíaca através de biópsias duodenais normais e testes negativos para anticorpos antiendomísio e antitransglutaminase tecidual.

Um grande estudo cruzado, duplo-cego e controlado por placebo demonstrou recentemente a existência de sensibilidade ao trigo em pacientes sem doença celíaca: 920 pacientes com sintomas de síndrome do intestino irritável foram submetidos a uma dieta de eliminação padrão de quatro semanas (trigo, leite de vaca, ovos, tomate, chocolate e qualquer outra hipersensibilidade alimentar conhecida) e então a um desafio cruzado com um período de washout de uma semana.12 Um terço dos pacientes (n=276) apresentou sensibilidade clínica e estatisticamente significativa ao trigo e não ao placebo, com piora da dor abdominal, distensão abdominal e consistência das fezes. As evidências, portanto, sugerem que, mesmo na ausência de doença celíaca, produtos à base de glúten podem induzir sintomas abdominais que se apresentam como síndrome do intestino irritável.

O reconhecimento de que as reações ao glúten não se limitam à doença celíaca levou ao desenvolvimento de um documento de consenso em 2012 entre um grupo de 15 especialistas internacionais. Sugeriu-se uma nova nomenclatura e classificação, com três condições induzidas pelo glúten – doença celíaca, alergia ao trigo e sensibilidade ao glúten não celíaca.13 A definição de doença celíaca é mencionada acima. A alergia ao trigo é definida como uma reação imunológica adversa às proteínas do trigo mediada por IgE – pode apresentar-se com sintomas respiratórios (“asma do padeiro” ou rinite, mais comum em adultos), alergia alimentar (sintomas gastrintestinais, urticária, angioedema ou dermatite atópica; principalmente em crianças) e urticária de contato. Os testes para alergia ao trigo incluem dosagem sérica de IgE ou testes cutâneos para o trigo. A sensibilidade ao glúten não celíaca é uma forma de intolerância ao glúten quando a doença celíaca e a alergia ao trigo foram excluídas.13

A prevalência de sensibilidade ao glúten não celíaca foi relatada em 6% com base na experiência da clínica Maryland (onde, entre 2004 e 2010, 5.896 pacientes consultaram, sendo que 347 atenderam aos critérios para sensibilidade ao glúten não celíaca).13 Contudo, a verdadeira prevalência na população geral é desconhecida. Além disso, não existem biomarcadores específicos para identificar a sensibilidade ao glúten não celíaca, e o desfecho a longo prazo para esses pacientes não é conhecido.

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Sensibilidade ao glúten não celíaca é uma expressão genérica e pode incorporar uma grande variedade de possíveis aspectos clínicos.14 Dados da clínica Maryland (n=347)13 e uma avaliação de 78 pacientes italianos com sensibilidade ao glúten não celíaca15 mostram que os indivíduos podem associar a ingestão de glúten a sintomas intestinais como desconforto abdominal, distensão abdominal, dor e diarreia (também consistentes com a síndrome do intestino irritável) ou a uma variedade de sintomas extraintestinais, como dores de cabeça, “mente nebulosa”, depressão, fadiga, dores musculoesqueléticas e erupções cutâneas. Algumas investigações têm sugerido que, embora os pacientes com doença celíaca demonstrem uma resposta imune inata (inespecífica) e outra adaptativa (específica, mediada por células T e anticorpos) à exposição ao glúten, aqueles com sensibilidade ao glúten não celíaca parecem demonstrar apenas uma resposta inata.16,17 A tabela resume o espectro de distúrbios relacionados ao glúten.

Glúten versus outros componentes do trigo
Também há incerteza sobre se é a retirada do glúten especificamente que beneficia os pacientes, ou se outro componente do trigo é o culpado. A opinião de especialistas8,18 e um ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo com repetição do desafio,19 sugerem que os frutanos fermentáveis (carboidratos presentes no trigo) podem provocar sintomas gastrintestinais em pacientes com síndrome do intestino irritável. Assim, a retirada do glúten pode, inadvertidamente, estar reduzindo a ingestão de frutanos, que interagem com a microbiota intestinal, havendo produção de gases e fermentação.8,18,19 As evidências atuais que indicam a retirada de oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis (FODMAPs) fermentáveis para síndrome do intestino irritável podem sobrepor-se a uma dieta livre de glúten.20,21

Recentemente, um ensaio clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, com repetição do desafio avaliou 34 pacientes com síndrome do intestino irritável nos quais a doença celíaca foi excluída e que haviam tido seus sintomas controlados com uma dieta livre de glúten. Em um período de seis semanas, um número significativamente maior do grupo exposto a produtos contendo glúten, mas especificamente preparados livres de FODMAPs (e, portanto, de frutanos) relatou uma deterioração clinicamente significativa dos sintomas, incluindo dor abdominal, distensão abdominal, satisfação com a consistência das fezes e cansaço.22 Os indivíduos não apresentaram evidências de inflamação ou danos intestinais ao serem desafiados com glúten e, assim, nenhuma pista sobre o mecanismo fisiopatológico envolvido foi obtida. Embora o número de participantes nesse estudo fosse pequeno, os resultados sugerem que o glúten propriamente pode induzir sintomas gastrintestinais em indivíduos com sensibilidade ao glúten não celíaca. Estudos multicêntricos maiores ajudariam a substanciar esses achados e talvez delinear melhor a sensibilidade dos pacientes ao glúten e aos frutanos.
 
RECOMENDAÇÕES PARA PESQUISAS FUTURAS
• Prevalência na população e história natural dos distúrbios relacionados ao glúten.
• Identificação de biomarcadores sorológicos da sensibilidade ao glúten não celíaca.
• Comparação de sintomas e qualidade de vida entre pacientes com doença celíaca e pacientes com sensibilidade ao glúten não celíaca.
• Complicações de longo prazo associadas à sensibilidade ao glúten não celíaca que sejam comparáveis à doença celíaca.

As pesquisas em andamento fornecerão evidências relevantes?
Uma busca no metaRegister of Controlled Trials (www.controlled-trials.com/mrct/) e no banco de dados ClinicalTrials.gov dos Estados Unidos (www.clinicaltrials.gov/) encontrou um estudo relevante – um ensaio clínico multicêntrico que está recrutando voluntários sensíveis ao glúten sem doença celíaca. Os pacientes receberão uma dieta livre de glúten por duas semanas e então serão randomizados (duplo-cego) a uma dieta por duas semanas com glúten ou placebo, seguida por uma dieta livre de glúten por mais duas semanas. Os desfechos primários são os escores de sintomas globais, enquanto os desfechos secundários são os possíveis marcadores que possam diferenciar a sensibilidade ao glúten não celíaca da doença celíaca (sorológicos, função de barreira do intestino, imunológicos e expressão de proteínas constitutivas de junções oclusivas). As recomendações para pesquisas futuras estão relacionadas no quadro ao lado.

O que devemos fazer à luz da incerteza?
Com o aumento do consumo mundial da “dieta mediterrânea”, os médicos estão cada vez mais expostos a pacientes com distúrbios relacionados ao glúten. Para pacientes que relatam intolerância ao trigo ou sensibilidade ao glúten, exclua doença celíaca (com anticorpos antiendomísio e/ou antitransglutaminase tecidual e biópsias duodenais em uma dieta contendo glúten) e alergia ao trigo (dosagem sérica de IgE ou teste cutâneo para trigo). Os pacientes com resultados negativos devem ser diagnosticados com sensibilidade ao glúten não celíaca. Eles se beneficiam sintomaticamente com uma dieta livre de glúten, mas devem ser informados de que a sensibilidade ao glúten não celíaca é uma entidade clínica reconhecida há pouco tempo, cujo curso natural e cuja fisiopatologia ainda não são totalmente compreendidos.
  • Imran Aziz,1 Marios Hadjivassiliou,2 David S Sanders1
1 Departamento de Gastrenterologia, Royal Hallamshire Hospital, Sheffield S10 2JF, Reino Unido
Departamento de Neurologia, Royal Hallamshire Hospital, Sheffield
Correspondência para: Aziz imran.aziz@sth.nhs.uk

Colaboradores: todos os autores redigiram o texto e aprovaram a versão final. DSS é o avalista do artigo.
Conflitos de interesse: todos os autores preencheram o formulário unificado de conflitos de interesse emwww.icmje.org/coi_disclosure.pdf (disponível após solicitação do autor correspondente) e declaram que: não receberam nenhum apoio financeiro para o trabalho submetido; DSS recebeu uma bolsa de estudos de Dr. Schär (um fabricante de alimentos livre de glúten) para realizar pesquisas sobre a sensibilidade ao glúten; os autores não mantêm outras relações ou exercem atividade que possam ter influenciado o trabalho submetido.
Procedência: contribuição espontânea.
Revisão por pares: externa.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Harvard retira laticínios do Prato de Dieta Saudável



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Harvard School of Public Health enviou uma mensagem forte e directa ao USDA (Departamento da Agricultura dos Estados Unidos) e aos alegados especialistas do mundo inteiro com o lançamento do seu guia Healthy Eating Plate (Dieta Saudável) em resposta ao novo guia de saúde e nutricionismo da USDA que veio substituir a pirâmide dos alimentos.

Os especialistas de nutrição e investigadores de Harvard que o guia alimentar da universidade está baseado numa nutrição sã investigada ao pormenor e mais importante ainda, livre da pressão de lobbies e grupos industriais. A maior evidência disso é a total ausência de lacticínios no seu novo guia para uma dieta saudável devido ao facto de «um consumo alto destes alimentos [lacticínios] aumentar significativamente o cancro da próstata e dos ovários».
Os investigadores da Harvard referiram ainda que os altos níveis de gordura saturada na maioria dos lacticínios e os componentes químicos da sua produção os tornam um alimento a evitar devendo ser substituídos por  legumes verdes (nomeadamente couve, repolho, bróculos, etc), soja enriquecida e grãos de várias espécies para se obter o cálcio necessário e de qualidade.

Recentemente tivemos um polémico artigo sobre a necessidade de evitar o leite que movimentou a opinião pública dividindo-a entre puristas de ambos os lados e leitores que pretendem receber informação que lhes é negada. Esta intervenção importante de Harvard vem confirmar o artigo e trazer a opinião iluminada de uma das mais respeitadas universidades investigadoras do mundo.

Os nossos parabéns pela coragem de Harvard em provar que se deve aumentar o consumo de vegetais e frutas em detrimento de alimentos manipulados pelas grandes corporações que nos querem fazer acreditar que são essenciais à vida. Não se trata de propaganda vegan até porque o mesmo estudo guia de nutrição salientam a necessidade de ingestão de proteínas da carne branca e de peixe, feijão e nozes.
Trata-se de vencer a pressão dos lobbies das grandes empresas que controlam há demasiados anos o destino da saúde american e mundial através de instituições alegadamente isentas como a USDA, mostrando-lhes o que de facto é a saúde.
Fonte: Harvard (links no texto)

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Depoimento de uma Celíaca!


Estou muito feliz porque por um simples gesto de indicação e boa vontade conseguimos salvar até uma vida!! Um trabalho de solidariedade fantástico onde todos tem apenas um objetivo!! Ajudar o próximo!!Como infelizmente não podemos esperar isto de uma grande parte de médicos nós vamos a luta pela nossa saúde!! Este é o trabalho deste grande grupo de Celíacos Viva sem Glúten do Facebook!!! 
Vejam o depoimento de uma das colaboradoras do grupo!
Obrigada Lucélia Serafim pelo depoimento!

QUERO COMPARTILHAR COM VOCES: HOJE COMPLETA 50 DIAS DE DIETA SEM GLUTEN E LACTOSE, E USANDO COSMETICOS SEM GLUTEN... JÁ TIVE MELHORA DE MUITOS SINTOMAS COMO: FALTA DE COORDENAÇÃO MOTORA, CONFUSÃO MENTAL, DELIRIOS A NOITE, DORMENCIAS, FORMIGAMENTOS, COCEIRA NA PELE E COURO CABELUDO, QUEDA DE CABELOS EXCESSIVA, EMAGRECIMENTO ABSURDO, DERMATITE NOS COTOVELOS, DESIDRATAÇÃO, IRRITAÇÃO NOS OLHOS, EDEMA FACIAL, RUBOR FACIAL, RENITE ALERGICA, FALTA DE AR, MAL HALITO, GARGANTA INFLAMADA, ZUMBIDO NO OUVIDO, FALTA DE CONCENTRAÇÃO, CHORO FACIL, HIPOGLICEMIA POS PRANDIAL, DIARREIA, ESTEATORREIA, COLICAS ABDOMINAIS FORTISSIMAS, SONO INCONTROLAVEL , OUTRAS VEZES INSONIA, ANSIEDADE, SUORES NOTURNOS, DORES NAS JUNTAS, INCHAÇO NOS TORNOZELOS, LABIOS RESSECADOS, GENGIVA FERIDA E COM EDEMA, LINGUA FERIDA,VISTAS EMBAÇÃDAS... E A INFLAMAÇÃO INTESTINAL, JÁ ESTA MAIS CONTROLADA(TENHO O JEJUNO FERIDO EM 20CM)...MESMO COM A SOROLOGIA NEGATIVA , E A BIOPSIA COM FERIDAS E INFILTRADOS ... AGORA NAO TENHO MAIS FUVIDAS QUE O QUE ESTAVA ME PREJUDICANDO , E ME FEITO PERDER 37 KG EM MENOS DE UM ANO É REALMENTE O GLUTEN... QUERO AGRADECER MUITO A ESTE GRUPO, POIS FALO A TODOS QUE ELE SALVOU A MINHA VIDA, TENHO APRENDIDO MUITO AQUI... NA VERDADE TUDO QUE SEI APRENDI AQUI, INFELIZMENTE NÃO ENCONTREI NENHUM MEDICO QUE ENTENDA DE FATO A DOENÇA CELIACA OU INTOLERANCIA AO GLUTEN. UMA MEDICA SUSPEITOU, MAS QUANDO A SOROLOGIA DEU NEGATIVA, ELE DESCARTOU A INTOLERANCIA AO GLUTEN, MAS PELO MENOS ELA LEVANTOU A SUSPEITA E DE LÁ PRA CÁ ENTREI NO GRUPO, MAS DEMOREI MUITO A ACEITAR DE FATO O PROBLEMA, E OS MEDICOS MANDAVAM EU VOLTAR CONSUMIR GLUTEN FALANDO QUE É BOABAGEM MINHA, E DESTA FORMA FUI PIORANDO MUITO NESTE TEMPO. NO DIA SEGUINTE AO GLUTEN FICO FRACA, GASES, "ZONZA", MAS A REAÇÃO PIOR VEM DEPOIS DE UNS 4 DIAS , E INFLAMA O MEU INTESTINO... E DEPOIS DE TIRAR O GLUTEN AINDA PASSO MAL POR DIAS, SEMANAS...ESQUECI DE FALAR, SEMPRE TIVE PROBLEMAS COM PRODUTOS DE FARINHA DE TRIGO, MAS COMO RETIREI A VESICULA BILIAR COM 17 ANOS, OS MEDICOS ME DIZIAM QUE ERA PELA FALTA DA VESICULA, NUNCA GOSTAVA DE PAES, BOLOS, BOLACHAS, E COMO SEMPRE MOREI NA FAZENDA COMIA MAIS PÃO DE QUEIJO, PETAS, BISCOITOS, ANO PASSADO ME CASEI EM JULHO , E COMO QUERIA EMAGRECERANTES DO CASAMENTO,FUI A UMA NUTRICIONISTA, E COMECEI UMA DIETA COM PÃES INTEGRAIS, AVEIA, BOLACHA INTEGRAL, BARRA DE CEREAIS, FRUTAS, LEGUMES... E FOI A PARTIR DAÍ QUE ADOECI MUITO... E O RESTANTE DA HISTORIA JÁ CONTEI ACIMA...ESTOU COM MUITA ESPERANÇA DE RETOMAR , OU MELHOR TER A SAUDE E DISPOSIÇÃO QUE NUNCA TIVE NA VIDA, POIS SEMPRE TIVE PROBLEMAS COMO GASTRITE, REUMATISMO NO SANGUE, PNEUMONIAS REPETIDAS, ASMA, BRONQUITES, E ALERGIAS DIVERSAS... E UM CANSAÇO ENORME...AGORA SEI DE ONDE VINHA TANTOS PROBLEMAS... OBRIGADA PELA ATENÇÃO...

sábado, 11 de maio de 2013

Problemas de Pele?

Por Jorge Soares Rezende
O GLÚTEN PODE ESTAR ARRUINANDO SUA PELE??

Celiac.com 2013/05/10 - Muitas pessoas lutam diariamente com problemas de pele. Todo mundo quer a pele clara, saudável, radiante, mas poucos estão dispostos a ir a milha extra para alcançar este objectivo. Fora das pessoas que combinam uma dieta saudável com produtos de cuidados da pele para a pele mais clara, ainda há alguns que simplesmente não pode obtê-lo a esclarecer.

Photo: CC--kthrn Estudos recentes estão mostrando que muitos problemas de pele, como manchas, eczemas ou acne estão sendo causados por uma alergia alimentar, e no topo alérgeno em questão? Glúten!

O glúten pode ser encontrada em cerca de oitenta por cento das proteínas que contêm os grãos. Pode ser encontrada em todos os alimentos de dia, como pizza, massas, cereais, e até mesmo cerveja. Felizmente, no mundo moderno de hoje temos muitos alimentos alternativos, que são rotulados sem glúten. Apenas uma fração da nossa população sofre uma alergia ao glúten grave conhecida como doença celíaca. Muitos outros são apenas intolerante ou sensível.

A conexão entre o glúten e nossa pele é que é resposta alérgica. Sempre que nossos corpos têm algum tipo de alergia a resposta natural é sempre a inflamação. A inflamação pode manifestar-se de várias maneiras na pele. Alguns exemplos de resposta alérgica são a acne, o eczema, ou dermatite . Junto com a alergia de pele, as pessoas com sensibilidade ao glúten pode experimentar alguns dos muitos problemas digestivos que impedem o nosso corpo de absorver nutrientes essenciais.

Pode ser difícil de diagnosticar uma alergia ao glúten e muitas pessoas têm de remover o glúten de sua dieta para ver se sua condição melhore. Se eles fizerem isso melhorar, elas devem continuar a viver um estilo de vida sem glúten para manter a pele saudável e radiante. Cada vez mais os supermercados estão começando a transportar produtos sem glúten, tornando-se um pouco mais fácil para as pessoas com intolerância ao glúten. Então, talvez, se você não consegue descobrir por que sua pele olha do jeito que parece, talvez seja hora de tentar uma dieta de eliminação de glúten!

http://www.celiac.com/articles/23265/1/Could-Gluten-be-Ruining-Your-Skin/Page1.html

terça-feira, 7 de maio de 2013

Como o glúten provoca doença celíaca



por JORDAN REASONER
http://scdlifestyle.com/2012/02/how-gluten-causes-celiac-disease/



Quando eu era criança, eu tinha medo de fantasmas.

Eu costumava deitar na cama paralisado de medo, pensando que estavam escondidos em cada canto escuro do meu quarto. Eu conseguia vencer o medo por dormir com as luzes acesas.

Nós, seres humanos tememos o que não sabemos ... e eu estava na maior parte do tempo apenas com medo do escuro.

As coisas não foram muito diferente quando eu fui diagnosticado com doença celíaca em 2007. Eu sabia que precisava fazer uma mudança  drástica na minha vida, mas eu me senti paralisado de medo. Era hora de encarar a minha doença ... ou deixá-la ficar escondida no escuro.

Eu escolhi  acender as luzes para aprender como glúten causou minha doença.

E neste artigo, vou compartilhar com você ...

Doença Celíaca desencadeia uma guerra dentro do seu corpo

A doença celíaca é uma doença autoimune. Doenças autoimunes "resultam de resposta imunitária inadequada do organismo contra substâncias e tecidos normalmente presentes no corpo." 

Eu realmente gosto dessa palavra " inadequada "... Concordo que é inapropriado que meu sistema imunológico, preparado para me proteger do mundo exterior, na verdade confunde alguma parte do meu corpo com um patógeno do mal e ataca meu tecido saudável.

Em condições normais, o sistema imunológico é projetado para nos proteger de bandidos (chamados antígenos), como toxinas, bactérias, vírus, células cancerígenas, etc. Quando esses antígenos entram em contato com o nosso corpo, o sistema imunológico está equipado para fazer a guerra e defender nosso território.

Em pessoas com doença auto-imune, o sistema imunológico fica "confuso" sobre o que é um antígeno e o que é o nosso próprio tecido corporal saudável, reconhecendo-o como uma ameaça e destruindo-o ... é um caso trágico de erro de identidade.

Então, quando as pessoas com doença celíaca ingerem alimentos que contenham glúten, o seu sistema imunitário é exclusivamente programado para reconhecer isso como uma ameaça e reagir, danificando o tecido que reveste o intestino delgado, chamado de vilosidades. É quando as coisas ficam "inapropriadas." O sistema imunológico pensa que está fazendo um bom trabalho mantendo-nos seguros, mas está destruindo nosso revestimento do intestino saudável em uma guerra nuclear.

Vilosidades minúsculas que revestem o intestino sentem o peso do ataque. Durante a operação normal, essas vilosidades minúsculas são responsáveis ​​pela absorção de nutrientes da nossa alimentação. Mas ao longo do tempo, esses longos dedos - como estruturas - são destruídos ao ponto de ficarem achatados.

A destruição das vilosidades é parecida com esta imagem:




Será que essas vilosidades achatadas podem absorver nutrientes? 
Que tal protegê-lo dos bandidos?

Porque, como se vê, você é oco por dentro

É isso mesmo ... desde a boca até o ânus - nós, os seres humanos, temos um longo tubo oco que o nosso corpo considera ser parte do "ambiente externo". E quando comemos alimentos, que estão realmente passando através de nosso corpo pelo  "lado de fora",  nós absorvemos todas as coisas boas e deixamos as coisas ruins passar para fora do outro lado.

O intestino na verdade desempenha um papel crítico na proteção do nosso corpo a partir do ambiente externo. É um funcionamento semelhante à nossa pele ... mas no interior do corpo. Como o alimento reparte-se através do processo de digestão no intestino, a barreira das pequenas vilosidades intestinais  absorvem os bons nutrientes através das células (transcelular) e nos protegem de alimentos não digeridos, toxinas e lixo alimentar. É como a nossa pele trabalha com a luz ultravioleta do sol e ao mesmo tempo nos protege do ambiente externo.

O processo de absorção:


Fonte da imagem: "Surpresas da Doença Celíaca - Dr Alessio Fasano"

Mas a doença celíaca não é uma circunstância normal. E o glúten é a principal razão para começar a desvendar as coisas com esta doença ...

O que há de tão ruim com o glúten?

As plantas são muito mais diabólicas do que eu imaginava. Você sabia que elas carregam armas de destruição em massa?

Estou falando sério ... plantas estão preocupadas com a sua sobrevivência como nós também. Elas não querem morrer, é por isso que elas têm mecanismos de defesa para protegê-las, como produtos químicos tóxicos que devem dissuadir qualquer ser vivo de comê-las.

Praticamente todos os grãos de cereais contêm  "prolaminas" tóxicas, que são as proteínas, extremamente difíceis para os humanos conseguiem digerir.  O intestino humano não está preparado para quebrar prolaminas em pequenas partes, o suficiente para absorver todos os nutrientes delas.   Estas prolaminas tóxicas dão à planta um mecanismo de proteção para a sua sobrevivência (uma vez que não podem levantar-se e fugir).

Trigo contém a proteína glúten, que abriga uma das piores prolaminas ofensoras, chamada gliadina. Pesquisadores estão mostrando que muitas partes diferentes de glúten são problemáticas, mas a gliadina tem os efeitos  tóxicos mais poderosos sobre a barreira intestinal e prejudicam severamente o revestimento do intestino ... mesmo em pessoas saudáveis. Como se vê, esses efeitos tóxicos são exponencialmente piores para as pessoas com a genética para a sensibilidade ao glúten e doença celíaca.

Vamos dar uma olhada sobre como a gliadina faz o corpo declarar guerra contra si mesmo ...

Gliadina provoca inflamação do intestino

Como eu disse, proteínas do glúten são realmente difíceis de digerir para os seres humanos saudáveis ​​(e muitos outros animais). É a predisposição genética celíaca que cria as condições necessárias para uma guerra total no intestino. Vamos dizer que você come seu pão favorito no café da manhã. Seu estômago vai reduzir o tamanho e estrutura do alimento, transformando-o em quimo, e enviá-lo junto ao intestino delgado para quebrá-lo ainda e colher os nutrientes.

No caso de proteínas do glúten (como a gliadina), elas precisam ser "quebradas" pelo corpo antes que elas sejam úteis, o que é difícil para nós, seres humanos. Com essas partículas de gliadina saltitando no intestino delgado, elas começam a causar danos (lembre-se, eles são tóxicos).

Basta ter partículas de gliadina não digeridas no intestino delgado para provocar a libertação de IL-8, provocando a inflamação da parte inicial do intestino. Estes são os primeiros tiros disparados nesta guerra sobre o tecido do intestino ...

IL-8 ativa a parte Th1 do sistema imunológico (também chamado de "sistema imune inato") e que é a primeira camada de defesa. Ela fornece um ataque como "primeira resposta" imediata à invasão de antígenos, estimulando a inflamação.

Eu gosto de pensar nisso como o corpo enviando de soldados de terra para se engajar na batalha e estabelecer um perímetro contra o inimigo invasor. O processo de lutar de volta com a inflamação começa a danificar as células que revestem o intestino delgado (enterócitos).

Mas o que acontece a seguir é um jogo...

A Gliadina foge, passando pela  barreira intestinal

Se não é o suficiente que a gliadina provoque inflamação do intestino, a gliadina também encontra uma maneira de superar nossas defesas e deslizar para trás das linhas inimigas. Lembre-se que o intestino está alinhado com células projetadas para permitir que os mocinhos entrem, mantendo os bandidos do lado de fora. Na doença celíaca acontece uma avaria grave  neste sistema de defesa quando gliadina engana o seu caminho, passando através da parede do intestino.

Pense no  revestimento do seu intestino como um muro de malha, com portas especiais para percorrer se você tem o código secreto. Os bons nutrientes e outras partículas menores podem deslizar para a direita através da tela na parede sem nenhum problema. Mas proteínas maiores não digeridas como gliadina (e outros bandidos) não podem atravessar a parede.

As portas ao longo da parede de malha são chamadas de junções, e elas são a porta de entrada entre as células do intestino (enterócitos). Estas junções são controladas por um complexo processo de sinais para manter intacto o equilíbrio de proteção e qualquer coisa que passe através destas portas se diz que  passa entre as células (paracelular). Os investigadores identificaram uma proteína chamada zonulina em seres humanos. A Zonulina é um desses sinais delicados que controlam a abertura e fechamento dessas junções  e que é em grande parte responsável por evitar a absorção de antigénios paracelulares.

Como gliadina e zonulina interagem?

Como se vê, a gliadina é programada com um código secreto que faz com que os níveis de zonulina aumentem em pessoas com a pré-disposição genética para doença celíaca. Como os níveis de zonulina sobem, as junções que protegem a integridade da barreira intestinal começam a funcionar de forma anormal, abrindo de forma mais ampla a barreira de proteção da parede do intestino. Agora, o revestimento do intestino começa a permitir que partículas grandes que não devem estar lá entrem no corpo. 

E gliadina pode fugir  do seu caminho virando  para a direita ...

Aqui está o que aparece na superfície do intestino delgado:

http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19634568

Quando alguém com doença celíaca ingere glúten, a gliadina não só desencadeia a inflamação do intestino, mas tem um código secreto que estimula zonulina para abrir a parede do intestino, permitindo esgueirar-se através das portas e começar a se infiltrar no corpo. Neste ponto, a gliadina pode começar a se acumular por baixo da parede do intestino, montando suas forças por trás das linhas inimigas.

Gliadina provoca permeabilidade intestinal

Recorde que o sistema imunitário já foi atingido pela gliadina fora da parede do intestino por um processo inflamatório inicial. Agora a gliadina se acumula por baixo da parede do intestino, estimulando os enterócitos para liberarem  IL-15, provocando a  piora da inflamação dentro da parede do intestino.

Eu gosto de pensar que a liberação de IL-15 é como a chamada no sistema imunológico das Forças Especiais ... o envio de linfócitos intraepiteliais (IEL) para a cena. Estes poderosos IEL começam a danificar os enterócitos por meio de um grau mais grave de inflamação e de uma contínua  guerra sangrenta.

Mas isso não é tudo ...

Os IEL não podem acabar com o acúmulo de gliadina atrás das linhas inimigas e o processo inflamatório continua a piorar. O sistema imunológico envia soldados de elite com armas ainda maiores chamadas de "mediadores inflamatórios", tais como TNF e IFN, que contribuem para o dano de mais enterócitos.

As células são danificadas mais severamente, aumenta a  permeabilidade intestinal...e logo você fica com Síndrome do Intestino Irritável. 

Agora a gliadina (e tudo mais), pode passar livremente através da parede do intestino e fazer o que quiser... 

O processo parece com isto:


Até agora, o sistema imunológico tem lutado contra a gliadina, usando Th1 ou  armas "inatas" do sistema imunológico. Como a gliadina continua a se acumular atrás da parede do intestino, ela vai começar a formar ligações cruzadas com uma enzima chamada transglutaminase tecidular (tTG), que fica liberada para reparar  os  enterócitos danificados. A reticulação desencadeia uma cascata de reação cruzada Th2, com mais uma guerra sobre os enterócitos.

A presença do novo composto "gliadina / tTG" no corpo gira sobre o Th2 ou "sistema imunitário adaptativo", que eu comparo como se fossem agentes secretos bons em rastrear, localizar e destruir o inimigo.

O sistema imune adaptativo é uma poderosa resposta imune que tem a capacidade de coordenar os ataques muito mais sofisticado, utilizando anticorpos.  Anticorpos podem reconhecer e memorizar patógenos específicos para montar ataques mais fortes a cada vez que  encontrá-los.

Quanto maior o vazamento do intestino, mais a "gliadina / tTG" torna-se presente, e mais forte será a reação cruzada imunológica. Autoimunidade acontece quando os atiradores "gliadina / anticorpos tTG"  erradamente atacam os  enterócitos, onde a tTG é produzida.

Assim, em poucas palavras: os soldados de terra estão lutando com a  gliadina fora da parede intestinal gerando inflamação; as forças especiais e de elite estão lutando com a gliadina no interior da parede do intestino gerando inflamação, e os anticorpos "atiradores" estão procurando os antígenos "gliadina / tTG" gerando inflamação ... todos os três processos conduzem à destruição dos enterócitos que revestem a parede do intestino. Com o tempo, esses ataques ficam ruins o suficiente para que eles destruam completamente as microvilosidades da mucosa intestinal, como uma cidade devastada pela guerra.

Todo o processo deixa aquelas vilosidades digitiformes totalmente planas ...

Seu corpo está em chamas

A doença celíaca se torna um ciclo vicioso autoimune quando o glúten continua na dieta: o intestino continua permeável e a gliadina vai provocando inflamação num corpo em chamas.

E a pior parte?

O sistema imunológico está em alerta vermelho, travando uma guerra nuclear com todas as armas que tem. Isto pode causar doença celíaca e  levar ao aparecimento de  mais doenças autoimunes.

Na superfície, o processo aponta o dedo ao glúten, ou, mais especificamente, à gliadina. Não faria sentido que uma estrita dieta sem glúten  poderia terminar todo o processo e quebrar o ciclo de autoimunidade. Mas  existe uma pesquisa recente que mostra que apenas cerca de 40% dos pacientes celíacos cicatrizaram completamente seu intestino delgado em uma dieta livre de glúten.

Eu aprendi essa lição da maneira mais difícil ...

Apenas  uma dieta livre de glúten não é a história toda ... e se livrar do glúten por si só não apaga o fogo.




Sobre o autor:
Jordan Reasoner é um engenheiro de saúde. Ele foi diagnosticado com a doença celíaca, em 2007, e quase perdeu a esperança quando uma dieta livre de glúten não funcionou. Desde então, ele transformou sua saúde usando a dieta SCD (Dieta dos Carboidratos Específicos) e começou "SCDLifestyle.com"  para ajudar os outros  a curar naturalmente  problemas de estômago.