MANUAL DO CELÍACO


Manual do Celíaco    
Elaboramos esse material para ajudar aos celíacos e seus familiares a evitar situações de risco.
Mesmo fazendo uma dieta sem glúten, muitas vezes ingerimos glúten sem saber. É o problema da contaminação por glúten. E ela  pode acontecer de várias formas. 

Por isso preste atenção:

1- Cuidado com o óleo : nunca use o óleo onde se fritou alimentos empanados com farinha de rosca , de trigo ou outra farinha que contenha glúten, para preparar alimentos sem glúten para o celíaco. Não coma batatas fritas em lanchonetes e restaurantes onde servem "nuggets" ou outros salgadinhos que contém glúten, pois geralmente são fritos no mesmo óleo e vasilhame .Muitas vezes os restaurantes reutilizam este óleo contaminado  para refogar as preparações.Informe-se.

2- Não asse no mesmo forno, ao mesmo tempo, alimentos com e sem glúten (lasanha e frango, por exemplo).

3- Não esquente o pão de um celíaco na mesma torradeira / tostadeira em que costumar torrar os pães comuns, pois as migalhas destes, mesmo torradas, podem contaminar o pão sem glúten.

4-Lave bem os potes onde guardar biscoitos sem glúten caso anteriormente tenham acondicionado biscoitos com glúten. Passar apenas um pano não descontamina.

5-Tenha muito cuidado com vasilhas e talheres mal lavados.

6-O pó de Café pode estar misturado com Cevada, para aumentar a quantidade na embalagem. Evite tomar café onde você não saiba a marca do produto.

7-Caramelos e balas podem ter sido  envoltos em farinha de trigo para não grudarem no papel de embalagem. Esta informação não se encontra no rótulo dos produtos.

8- Separe na geladeira potes de manteiga/margarina,  requeijão ou geléia para as pessoas que comem glúten daqueles dos que não comem, pois os farelos de biscoitos, bolos  ou pães podem contaminar os alimentos. Tome cuidado com migalhas que podem cair sobre alimentos sem glúten  e não misture os talheres para servir alimentos com e sem glúten.

9- Não permaneça no mesmo ambiente quando alguém manipular farinhas proibidas, pois o pó se espalha e pode provocar lesões na pele em pessoas muito sensíveis ao glúten.

10- Não coma pão de queijo ou qualquer outro produto fabricado nas padarias comuns, pois mesmo não tendo glúten entre seus ingredientes, pode haver contaminação tanto na hora de fazer quanto de assar ou servir, já que todos os outros alimentos preparados ali tem a farinha de trigo como base.

11- Ao comer em restaurantes faça a opção pelos alimentos mais simples e sem molhos, como saladas , arroz e carnes grelhadas, mas converse antes com o garçom e explique sua condição celíaca: muitas vezes o feijão é engrossado com farinha de trigo e  as carnes, mesmo as grelhadas, podem ter levado "amaciante", que muitas vezes contém glúten ( como é o caso da marca Maggi )ou  às vezes são passadas na farinha de trigo também ou preparadas em grelhas onde  passaram produtos com glúten.

12- Em restaurantes de comida japonesa ou chinesa observe a marca do shoyu, pois alguns contém glúten. Alguns preparados de frutos do mar -  Kani -  também contém glúten e podem ser encontrados nos enroladinhos de arroz (sushi). A omelete japonesa (tamagoyaki) leva shoyu em sua preparação. Nos cones de alga ( TEMAKI ) também pode haver contaminação, por causa do kani, shoyu, da omelete ou de peixes empanados fritos que são colocados nos recheios.

13- Leve sempre na bolsa ou no bolso algum alimento de emergência ( frutas / biscoitos / suco em caixinhas) para não ser preciso arriscar sua saúde comendo alimentos contaminados.

14- Quando for a uma festa  de pessoas pouco íntimas ou cerimoniosas, coma em casa antes de sair, evitando constrangimentos ou  passar "fome" sem necessidade. 

15- No caso de crianças celíacas, converse com quem vai dar a festa antes, para saber o cardápio. Se for possível sugira que seja servido alimentos como gelatina ou pipoca. Se não der, alimente a criança antes da festa, para que ela possa permanecer entre os amigos sem estar faminta.

16- Cuidado com o Brigadeiro, pois pode ter sido feito com TODDY ou NESCAU (ou outros achocolatados com extrato de malte ). Às vezes os doces são  engrossados com farinha de trigo. O chocolate granulado também pode conter glúten. 

17- Atenção com o que a criança brinca na escola: massinhas de modelar , receitas caseiras de tintas, aulas de culinária podem expô-la ao glúten. Converse com a Direção e a equipe pedagógica sobre a Doença Celíaca e peça ajuda para que a criança possa permanecer segura no ambiente escolar.
Leia mais sobre a massa de modelar : clique aqui

18-Luvas cirúrgicas ( usadas por dentistas, médicos ou mesmo em casa ) e preservativos podem conter farinha de trigo nas embalagens.Cuidado!

19- Leia sempre os ingredientes dos rótulos, pois muitas fábricas ainda estão se adaptando à Lei 10.674 ( que obriga os fabricantes a escrever se contém ou não contém glúten )  e às vezes podemos encontrar erros nas informações.

20- Muitos produtos industrializados já tem a inscrição "Não contém glúten". Infelizmente algumas fábricas desconhecem ou não  se importam com o problema da contaminação e continuam vendendo seus produtos, sem uma devida análise da total inexistência de glúten.  Às vezes a contaminação pode acontecer durante a plantação e/ou colheita , na armazenagem, no transporte  , no processo de fabricação e embalagem. 
Um exemplo são os chocolates de uma tradicional fábrica suiça que domina o mercado em nosso país, uma vez que todos ( com glúten e sem glúten ) são embalados nas mesmas máquinas e neste processo pode haver contaminação. Ao invés de separar o empacotamento para não haver contaminação, a  Empresa  optou por colocar a inscrição " Contém glúten" em todos eles. 

21- Sempre entre em contato com o serviço de atendimento ao consumidor (SAC)  das empresas quando tiver dúvidas ou for  introduzir produtos novos na alimentação do celíaco.
Lembre-se: NA DÚVIDA, NÃO CONSUMA !

22- Certos ingredientes podem estar contaminados ou  ser fontes "escondidas"  de glúten: amido de milho modificado, amido modificado, proteína vegetal texturizada ou hidrolizada, vinagre de malte, extrato protéico vegetal, molho de soja, dextrina ou malto-dextrina (pode ser derivada de trigo e sofrer separação industrial não completa da proteína ),levedura, fécula, sêmola, carnes processadas, espessantes, molhos roux, etc. 

23- Fique atento a qualquer manifestação diferente quando introduzir algum alimento novo à sua dieta . Pode ocorrer maior sensibilidade à outros ingredientes diferentes do glúten.

24- A Hóstia, significado do Corpo de Cristo na religião católica traz farinha de trigo em sua composição. Peça a seu médico ou nutricionista para elaborar um parecer ao responsável da Paróquia, no qual deve ser solicitada a realização da Comunhão através da ingestão de vinho. O celíaco NÃO pode comungar com a Hóstia.

25- Os medicamentos sob a forma de comprimidos ou cápsulas podem apresentar trigo em sua composição; converse com seu médico para substituí-los pela apresentação líquida.

26- Não coloque lado a lado, em recipientes com divisão interna, patês, condimentos e pastas com e sem glúten.

27- Não ofereça ao celíaco "somente a carne" do hamburger, "somente o queijo" da pizza ; não sirva a ele "só os legumes e carnes" de uma sopa feita com macarrão que contém glúten - a contaminação com o glúten já ocorreu.

28- Comida que vá ao forno (exemplo: bacalhau com creme de leite): normalmente coloca-se pão ralado para dar um aspecto dourado de uma forma mais rápida (substituir por um molho branco caseiro, de maisena.- demora mais tempo mas tem o mesmo efeito)
29- Bolos feitos em casa  sem glúten: as formas também devem ser untadas e polvilhadas com farinha sem glúten, maisena, fubá, creme de arroz; !
30- Maionese feita em casa: cuidado com o que se adiciona. Em Portugal existe o hábito de colocar um pouco de pasta de mostarda industrial, que contém glúten.
31- Nas cantinas normalmente dizem que a sopa não tem farinha. Mas ao perguntar pelos ingredientes respondem  que levou uma "massinha de letras" ou sêmola, por isso pergunte sempre quais são os ingredientes de cada prato.
 

32 - Em açougues verifique se eles manipulam farinha de rosca e temperos prontos para preparar carnes empanadas ou hamburgues ou ainda bifes "a role", etc. Caso isso aconteça é muito provável que a contaminação cruzada por glúten exista. Dê preferência a açougues que manipulem as carnes apenas para cortar e pesar.
Por esses e muitos outros motivos, os celíacos e seus familiares precisam estar  sempre atentos aos rótulos e às  informações sobre produtos lançados no mercado. 

ACELBRA vem trabalhando arduamente no sentido de fazer valer as leis nacionais que protegem os celíacos e de conscientizar a Indústria Nacional sobre a necessidade de produzir alimentos seguros para essa parcela da população.

 Por isso, participe ativamente da Acelbra de seu Estado, colaborando nesse movimento de melhoria da qualidade de vida dos celíacos brasileiros.
Equipe ACELBRA-RJ

 Para baixar o GUIA ORIENTADOR PARA CELÍACOS, publicado em 2010 pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor / Ministério da Justiça em parceria com a FENACELBRA ( Federação NAcional das Associações de CElíacos do Brasil ), clique aqui.

http://www.riosemgluten.com

Saiba mais sobre o Colesterol!


O Mito do Colesterol e as Doenças Cardíacas....



Qual é o tratamento médico padrão para alguém com um problema cardiovascular? 

Primeiramente, checar a pressão arterial, e se estiver alta, iniciar o tratamento com anti-hipertensivos. Depois, dosar o colesterol no sangue, e se estiver elevado iniciar o uso de uma classe especial de medicamentos para baixá-lo – as estatinas – e adotar uma dieta com quantidades reduzidas de gordura, com margarina, leite desnatado e outros produtos light. Com um pouco de sorte, talvez lhe sejam recomendados exercícios físicos.

Apesar de padrão, exceto pelos exercícios, essas recomendações talvez tenham o efeito contrário ao que se espera. Prescritas por médicos do mundo todo como fundamentais para baixar o colesterol sanguíneo as estatinas provocam graves efeitos colaterais, dentre elas, dor muscular (a queixa mais comum), fadiga e fraqueza generalizada principalmente nos braços e pernas. Isto ocorre devido à destruição da célula muscular, processo chamado de rabdomiólise, mas não somente os músculos periféricos são atingidos: trabalhos mais recentes mostram que as estatinas pioram o quadro clínico da insuficiência cardíaca congestiva, uma condição em que o músculo cardíaco se torna fraco para bombear o sangue efetivamente. Além disso, em médio e longo prazo, podem causar dano neurológico (polineuropatia), induzir à depressão, piorar a memória, provocar pancreatite e aumentar a incidência de câncer.

Esses graves efeitos colaterais são explicados pelo próprio mecanismo de ação das estatinas, que têm poderoso efeito redutor no colesterol por inibir a ação de uma enzima, a HMG-CoA redutase(hidroximetilglutarato coenzima-A redutase). O processo de formação do colesterol começa quando três moléculas de acetil coenzima-A (AcetilCoA) se combinam para formar o ácido hidroximetilglutárico (HMG), que por sua vez requer a ação da enzima HMG-CoA redutase, que, por fim, produz o mevalonato. É a partir do mevalonato que ocorre uma série de reações químicas com a formação de uma família inteira de substâncias intermediárias, muitas (se não todas) com importantes funções bioquímicas. Por isso, quando usamos as estatinas, impedimos não só a formação do colesterol, mas de duas outras moléculas fundamentais: coenzima Q10 e dolicol.


Ocorre que a coenzima Q10 (CoQ10) ou ubiquinona é um composto bioquímico necessário para transferir energia dos alimentos para as células, isto é, o que nos mantém saudáveis e vivos. Era desconhecida há cinquenta anos, mas hoje alguns especialistas a chamam de "vitamina 10", por ser substância imprescindível para o funcionamento celular. Aumenta a capacidade das células de utilizar o oxigênio, otimiza a produção de energia e previne o dano causado pelos elétrons dos radicais livres. O coração demanda grandes quantidades de CoQ10, presente também em todas as membranas celulares e é fundamental para manter a condução do impulso nervoso e a integridade muscular. Além disso, a CoQ10 tem grande importância na formação do colágeno e da elastina.


O dolicol também desempenha papel de extrema importância, pois, nas células, orienta a fabricação de várias proteínas a partir das informações contidas no DNA, assegurando que as células respondam corretamente as instruções geneticamente programadas.


O potente efeito redutor do colesterol das estatinas é devido a essa ação na chamada cadeia do mevalonato, mas pode conduzir a um caos imprevisível ao nível celular. Considere os resultados de pediatras da Universidade da Califórnia, em San Diego, que publicaram a descrição de uma criança com um defeito hereditário da mevalonato-quinase, a enzima que catalisa o próximo passo após a HMG-CoA redutase. A criança nasceu com catarata, era mentalmente retardada, microcefálica, (cabeça muito pequena), pequena para a idade, profundamente anêmica, acidótica e febril. De maneira previsível, seu colesterol era constantemente baixo, entre 70 e 79mg/dl. Ela morreu aos 24 meses. Este caso, apesar de representar um extremo de inibição do colesterol, ilumina as possíveis consequências de utilizar estatinas em doses elevadas ou por prolongado período de tempo.


Quanto aos resultados práticos, os trabalhos mostram que, de fato, as estatinas podem prevenir algumas doenças do coração em curto prazo, mas não pela inibição da produção do colesterol, e sim pelo bloqueio da criação do mevalonato, que parece fazer as células do músculo liso dos vasos sanguíneos menos ativas e deixam as plaquetas menos capazes de produzir tromboxane. O entupimento das artérias (aterosclerose) começa com o crescimento de células do músculo liso dentro da parede dos vasos e o tromboxane é necessário para o sangue coagular. Já os resultados, quando analisados em médio e longo prazo, são pífios. 


Veja abaixo o resultado de alguns dos principais estudos sobre as estatinas:


1. MIRACL, 2001. Verificou os efeitos de altas doses de Lipitor em 3.086 pacientes após angina ou infarto agudo. O resultado mostrou redução de reinfartos que requeressem hospitalização nas 16 primeiras semanas, mas não houve qualquer diferença nos reinfartos após esse período e nem na mortalidade.


2. ALLHAT, 2002. Das 5.170 pessoas que receberam estatinas, 28% reduziram o LDL colesterol significativamente, enquanto no grupo controle (5.185 pessoas), sem estatinas, 11% tiveram redução similar; mas ambos os grupos mostraram as mesmas taxas de morte e infarto.


3. PROSPER, 2002. Estudou o efeito da pravastatina em grupos de idosos: 56% sem evidência de doença coronariana e 44% com sintomas coronarianos. Não houve alteração no índice de mortalidade em ambos os grupos, mas no grupo em tratamento aumentou a incidência de câncer.


4. J-LIT, 2002. Este estudo japonês envolveu 47.294 pacientes tomando sinvastatina durante 6 anos. Os resultados não mostraram correlação alguma entre o montante da redução de LDL e a taxa de mortalidade. Alguns deles não tiveram redução nos níveis de LDL enquanto outros tiveram queda moderada e outros tiveram reduções mais largas no LDL, mas os grupos que obtiveram os níveis mínimos de colesterol (entre 160 e 170mg/dL) tiveram acima do dobro das taxas de mortalidade daqueles com 220 a 260mg/dL).


5. ASCOT-LLA, 2003. Avaliou o efeito da atorvastatina versus placebo em mulheres hipertensas e com outros fatores de risco coronariano. O estudo foi inicialmente desenhado para 5 anos, mas foi interrompido em 3,3 anos devido aos graves efeitos colaterais. No período estudado, a diminuição da taxa de infarto foi de 1,2%; não houve diferença significativa em relação à mortalidade.


6. Beth Israel Medical Center, EUA, 2003. Examinou a placa coronariana em 182 pacientes que tomavam estatinas, um grupo em altas doses e outro em doses usuais. Apesar da redução do LDL, ao contrário do que se esperava, houve um aumento da ordem de 9,2% na placa em ambos os grupos.


7. REVERSAL, 2004. Estudo na Cleveland Clinic, EUA, mostrou que os pacientes que receberam atorvastatina tinham diminuição no tamanho da placa da ordem de 0,4% a partir de 18 meses.


Um trabalho em especial chama a atenção, pois traz em si o conceito de como a indústria farmacêutica trata as estatísticas a seu favor. O PROVE-IT (PRvaastatin Or AtorVastatin Evaluation in Infection Study) 2004 introduziu o conceito de que quanto mais baixo o colesterol, melhor, e foi a partir dele que os médicos passaram a adotar a conduta de aumentar a dose de estatinas para quem já as usava e se sentiram à vontade para fazer a prevenção nas pessoas sem qualquer história prévia de doença coronariana. 


Na verdade, qual foi o resultado deste estudo para gerar tamanho alvoroço? O estudo comparou duas drogas – Lipitor (Pfizer) e Pravacol (Bristol Meyers-Squibb); este último financiou a pesquisa. Metade dos 4.162 pacientes com infarto prévio ou angina instável tomou Lipitor e metade tomou Pravacol. Os que tomaram Lipitor tiveram redução maior do LDL (32%) e 16% em todas as causas de mortalidade; esses 16% foram uma redução do risco relativo/projetado e não do risco real. Na verdade, a redução absoluta da taxa de mortalidade em ambos os grupos foi de 1% - uma queda de 3,2% para 2,2% em dois anos. Ou seja, a redução do risco absoluto de morte foi exatamente este: 0,5% ao ano. Ao mesmo tempo, não se falou que 33% dos pacientes tiveram que descontinuar o tratamento devido aos efeitos colaterais.


No melhor estudo pró-estatina até hoje publicado, o WOSCOP Clinical Trial, a redução do LDL significou uma redução da taxa de mortalidade de 0,6% em 5 anos, ou seja, 165 pessoas saudáveis deveriam ser tratadas por 5 anos para se estender a vida de apenas 1 pessoa por outros 5 anos.


E, por causa destes estudos “favoráveis”, as estatinas são a classe de medicamentos mais vendida no mundo, com faturamento anual superior a 20 bilhões de dólares. E é por causa destes resultados financeiros que se maquia a estatística. Imagine duas drogas, uma que reduz o risco de câncer em 50% e outra que elimina o câncer de uma em cem pessoas. Qual você escolheria? A maioria das pessoas escolheria a primeira, mas a questão é que ambas se referem à mesma droga. São apenas duas diferentes maneiras de olhar a mesma estatística. Uma é chamada de risco relativo, enquanto a outra, risco absoluto.


Isto funciona da seguinte maneira: vamos imaginar que num estudo envolvendo 100 mulheres, esperaríamos que, estatisticamente, duas teriam câncer de mama durante o estudo, mas quando 100 mulheres tomam uma medicação anticâncer, somente uma desenvolve câncer, o que significa a redução do câncer de mama de uma mulher em cem. Assim, a indústria farmacêutica propaga o estonteante resultado de redução do câncer em 50%, pois 1 é 50% de 2. E esse resultado é propagandeado pela imprensa, pelos jornais médicos, pelos departamentos de marketing das empresas farmacêuticas e, por fim, pelos médicos. E ao mesmo tempo, os efeitos colaterais são minimizados, pois, enquanto esta medicação pode ajudar uma pessoa em cem, seus efeitos colaterais criam riscos para todas as cem pessoas que a tomam.


Para entender a relação desses dados sobre o colesterol, peço-lhe uma reflexão sobre como as estatísticas de câncer são manipuladas. A indústria do câncer se ocupa há anos de nos fazer crer que a cura do câncer avança de maneira constante, mas isso é puro marketing. A área em que estamos mais avançados é a do diagnóstico e, ainda assim, em menor porcentagem, nos tipos considerados menos importantes. Os avanços foram praticamente nulos na cura dos tipos mais graves. A esses resultados se contrapõem os dados estatísticos de muitos fármacos em ensaios clínicos e explico por quê.


Alguns estudiosos dizem que uma das maneiras mais usadas é a manipulação estatística. Escolhem-se pessoas dos grupos a serem utilizados no estudo: as de melhor prognóstico e saúde recebem o fármaco e as de menor possibilidade terapêutica recebem o placebo. Assim, o resultado publicado nas revistas médicas não se reproduz na prática. O epidemiologista alemão Dieter Hoetzel, do Centro Clínico da Universidade de Munique (Alemanha), concluiu, em 2005, que nos últimos 25 anos não houve progresso na sobrevivência aos cânceres metastáticos de intestino, mama, pulmão e próstata, responsáveis por 80% das mortes. A dura realidade é os pacientes de câncer morrerem hoje tão rapidamente quanto há 25 anos.


Dito isso, podemos compreender por que, mesmo com todos os esforços da indústria farmacêutica para ligar o colesterol às doenças cardíacas durante os últimos 50 anos, as evidências mostrarem que esta relação não é verdadeira. Um novo estudo da Pfizer foi interrompido em dezembro de 2006, depois de acompanhar 15.000 pacientes tomando um novo medicamento, o torcetrapib: esta droga, ao invés de reduzir, aumentou a taxa de mortes. Este remédio aumentava a taxa do "bom" colesterol (HDL) e, apesar disso, as placas de ateroma continuavam se depositando na parede das artérias, a taxa de infartos se mantinha a mesma e o índice de mortes aumentava.


Não há qualquer surpresa nisso. É exatamente o que os estudos têm mostrado nos últimos anos: baixar o colesterol não salva vidas. Ao contrário, vários estudos com grandes grupos populacionais mostram que baixar o colesterol aos níveis recomendados está relacionado a um aumento no risco de morrer, principalmente por câncer.


Dr. Ron Rosendale, um crítico da demonização do colesterol (para ele o Darth Vader da medicina), há mais de 10 anos diz categoricamente: “O colesterol não é o principal responsável pelas doenças do coração ou por qualquer doença. De fato, o colesterol é transportado aos tecidos como parte da resposta inflamatória para reparar os tecidos lesionados. A causa real está na reação bioquímica de glicação (ou glicosilação) que os açúcares como a glicose e a frutose infligem aos tecidos, incluindo o revestimento interno das artérias, provocando inflamação crônica e o depósito da placa de ateroma (aterosclerose)”.


Não Existe Bom e Mau Colesterol


A primeira teoria foi a de que as gorduras no sangue eram as culpadas e a responsabilidade caiu sobre os triglicerídeos, mas o que são os triglicerídeos? Apenas a terminologia médica para gordura. Alguém com níveis altos de triglicerídeos tem um monte de gordura circulando no sangue. Quando medidos pela manhã, em jejum, se estiverem altos, mostram que se está fabricando muito e consumindo (queimando) pouco; mostram que você não está sendo hábil em gastá-los. E isto nos leva a um problema maior: a inabilidade em queimar gordura está por trás das doenças crônicas ligadas ao envelhecimento. E os principais hormônios responsáveis pelo que conhecemos como envelhecimento e pelo controle de nossa habilidade em queimar e estocar gordura são a insulina e a leptina.


O passo seguinte foi colocar a culpa no colesterol, mas eliminá-lo da dieta deu pouco resultado; ele em si não é o problema. A próxima teoria começou a estudar o seu metabolismo: é produzido no fígado para ser liberado na bile e fazer parte da digestão, ajudando a digerir gorduras, e deve ser novamente absorvido pela corrente sanguínea para voltar ao fígado. Descobriu-se que certas proteínas transportadoras são as responsáveis por carregar o colesterol pelo sangue. As lipoproteínas de baixa densidade (ou LDL, do inglês low-density lipoprotein) são as responsáveis pelo transporte do colesterol para as células, enquanto as lipoproteínas de alta densidade (HDL,do inglês high-density lipoprotein) são responsáveis pelo seu transporte de volta para o fígado. Assim, se você tem um baixo índice de LDL e alto índice de HDL essa é uma boa notícia. O TheJournal of the American Medical Association(JAMA) publicou um trabalho em 2007 mostrando que níveis de HDL abaixo de 35mg/dL estavam associados com uma incidência oito vezes maior de doenças cardíacas comparadas àqueles com mais de 65 mg/dL. Além disso, cada 1mg/dL de aumento no HDL resultou em risco 6% menor de morte por um infarto.


Note que LDL e HDL são lipoproteínas – gorduras combinadas com proteínas. Não existe bom ou mau colesterol; colesterol é apenas colesterol. Ele se combina com outras gorduras e proteínas para ser carregado através da corrente sanguínea, uma vez que gordura e o sangue aquoso não se misturam muito bem. Lembre-se da experiência escolar de tentar misturar óleo e água.


LDL e HDL são moléculas proteicas e estão longe de ser apenas colesterol. De fato, existem vários tipos destas partículas de proteína e gordura. Partículas de LDL se apresentam de muitos tamanhos e as partículas maiores não são o problema. Somente as chamadas partículas pequenas e densas são problemas potenciais, pois podem se aglomerar nas pequenas lesões da parede das artérias, sofrerem oxidação e então provocar inflamação. Também algumas partículas de HDL são melhores que outras. Saber, portanto, qual o nível do colesterol total nos diz muito pouco. Na realidade, colesterol elevado é o sintoma que indica que outros problemas existem.


Não confunda, assim, causa com efeito. Pode até haver uma pequena correlação entre colesterol e doenças cardíacas, entretanto, isto não significa que o colesterol é a causa. Certamente, cabelos brancos estão relacionados ao envelhecimento; entretanto, quem afirmaria que são eles que nos fazem envelhecer? Usar uma tintura para escurecer os cabelos não torna ninguém realmente mais jovem; tentar reduzir o colesterol funciona da mesma maneira.


Está ficando cada vez mais claro que o colesterol oxidado (danificado), qualquer que seja o tipo de lipoproteína em que se encontre (LDL ou HDL), é mais propenso a entupir as artérias. Normalmente, o colesterol é protegido da oxidação por nutrientes antioxidantes. Achados mais recentes indicam que o “problema” gordura pode na verdade ser a lipoproteína A ouLp(a), uma combinação especial de gordura e proteína que é usada para reparar vasos sanguíneos danificados ou com vazamento, mas acabam por se constituir em risco de doença cardíaca por construir depósitos na parede das artérias.


Colesterol é o Herói, não o Vilão


É preciso entender definitivamente: o colesterol é um componente vital da membrana de cada célula. Isto também quer dizer que ele sozinho não pode ser mau. Senão, como explicar que o leite materno é rico em colesterol? Na verdade, não podemos viver sem ele.


O colesterol é responsável pela integridade estrutural da membrana celular, é precursor dos hormônios esteroides (estrogênio, testosterona e cortisona) e da vitamina D, participa da produção dos sais biliares, é antioxidante e protege a mucosa intestinal. Além disso, torna os receptores serotonínicos mais sensíveis à serotonina; por isso, quem toma estatinas tem maior propensão à depressão – e acaba incluindo mais um medicamento no orçamento da farmácia: o antidepressivo.


Por ser tão importante, desenvolvemos um poderoso mecanismo para a produção de colesterol. Tanto isso é verdade que somente 30% dele provêm da nossa dieta; os outros 70% são produzidos por vários tecidos do corpo, principalmente pelo fígado, apesar de parte do colesterol liberado pela bile voltar à corrente sanguínea depois de absorvido no intestino.


E além de produzir o colesterol, nosso organismo desenvolveu mecanismos para conservá-lo e impedir a sua eliminação desnecessária. Lembre-se de que o HDL é responsável por levar o colesterol de volta ao fígado, para que seja reciclado, liberado novamente e levado aos tecidos e células que necessitam dele.


É o colesterol que impede que a membrana celular se rompa; podemos considerá-lo uma “cola celular”, um ingrediente necessário para a reparação celular. Por isso, em vez de combater o colesterol, temos que aprender a protegê-lo, porque o dano na parede das artérias que provoca a inflamação, oxida o colesterol e provoca deposição de lipoproteínas na parede das artérias.


A Inflamação


Pense no que aconteceu na última vez em que cortou o dedo. Algumas células se romperam e, numa fração de segundos, substâncias químicas que estavam dentro dessas células extravasaram e entraram em contato com os receptores que informam sobre estímulos nocivos, os nociceptores. Essa é a principal razão pela qual se sente dor. Ao mesmo tempo, outras substâncias químicas iniciam o que chamamos de reação inflamatória.


A inflamação é o que permitiu que seu pequeno corte fosse curado e o impediu de sangrar até morrer. Os vasos sanguíneos cortados se contraem, impedindo que se perca muito sangue, o sangue se torna mais espesso para fluir mais lentamente e “tampar” – coagular – as lesões. Células do sistema imunológico são alertadas e seguem para a área lesionada para impedir que intrusos, como vírus e bactérias, invadam seu corpo. Outras células são estimuladas a se multiplicarem para reparar e repor as células lesionadas. Ao final de alguns dias, seu dedo estará pronto para voltar a trabalhar, e se o corte for suficientemente extenso, é provável que você exiba uma cicatriz; é a maneira de seu corpo lhe dizer para tomar mais cuidado da próxima vez.


Esses mesmos eventos acontecem na parede das artérias. Quando algum dano ocorre, substâncias químicas são liberadas para iniciar o processo inflamatório. Vasos se constringem, o fluxo torna-se mais lento, o sangue se torna mais propenso a coagular, leucócitos chegam para combater potenciais invasores, outras células de defesa chegam para “limpar” e “comer” as células mortas e outras são estimuladas a se reproduzirem. E no final, dentro das artérias, formam-se cicatrizes: as placas. O depósito de gordura ocorre nessas placas.


E como entra o colesterol neste processo? O colesterol está sendo distribuído pelo sangue aos tecidos inflamados para auxiliar na reparação ao dano tecidual e mantê-lo vivo. Se o dano for extenso, é necessário distribuir colesterol extra pela corrente sanguínea. Se medida, a taxa de colesterol no sangue se mostrará elevada. Por isso, simplesmente reduzir o colesterol e esquecer o porquê de ele estar aumentado não parece a melhor conduta. O colesterol aumenta quando há uma inflamação, se esta é crônica ele está cronicamente aumentado. Isto merece atenção especial.


Várias são as causas coisas da inflamação crônica; a mais importante delas é o metabolismo dos açúcares e sua influência sobre a insulina e a leptina.


Centenas de excelentes artigos científicos mostram a ligação entre a resistência insulínica (e mais recentemente a resistência leptínica) e as doenças cardíacas. A insulina e a leptina são, pelo menos parcialmente, responsáveis pelas anormalidades no metabolismo do colesterol.


A ligação entre o metabolismo do colesterol e o metabolismo dos açúcares se manifesta nas condições metabólicas chamadas resistência insulínica eresistência leptínica. A resistência à insulina e à leptina resultam no aumento do número de pequenas partículas densas de colesterol LDL que se concentram nas junções do endotélio, a parede interna das artérias, oxidam e endurecem, provocando uma reação inflamatória local e a formação de placas de gordura.


Por esse conceito, o colesterol não é a causa da doença cardíaca, mas sim o metabolismo inadequado do colesterol. Remover o colesterol não removerá a causa da doença, que está na comunicação metabólica inadequada provocada pela insulina e pela leptina.


Autor: Dr. Carlos Braghini 
http://www.ecologiacelular.com.br/


O texto acima foi cedido gentilmente pelo autor Dr. Carlos Braghini e faz parte do livro Ecologia Celular – O Papel da Alimentação e do Meio Ambiente no Envelhecimento e na Longevidade. O livro foi lançado em 2008 e tem conteúdo de valor inestimável para quem deseja melhorar sua saúde através de mudanças na sua relação com o alimento e com o ambiente.

Sucos prontos benéficos para a saúde!


Sucos: Cranberry , Aloe Vera e uva integral

Nos dias corridos de hoje, consumimos muitos produtos prontos e com isso deixamos de lado nutrientes que fazem toda a diferença no nosso organismo e absorvemos várias toxinas. Vejo isso na prática, quando indico um suco natural de manhã, percebo a resistência, principalmente em relação ao tempo.
Vejamos: É só você olhar no seu armário ou no seu carrinho de compras... tem muita caixinha??? muito saquinho??? Se a resposta for sim, está na hora de avaliar sua saúde e de sua família.
E pior,  muitas pessoas consomem sucos artificiais (de caixinha) achando que estão fazendo uma boa escolha....Na verdade, menos de 5% é suco (leia-se nectar) e sempre carregados de corantes, estabilizantes, conservantes e sódio.

Vejamos alguns exemplos do que esses componentes podem causar:

insônia
dor de estômago
falta de concentração
fadiga crônica
dor de cabeça (muitas vezes diariamente)
irritabilidade em crianças
hiperatividade (defict de atenção)
coceiras

Muitas vezes nos acostumamos com esses sintomas, mas não é normal sentí-los. Isso sinaliza que alguma coisa está errada no organismo.
Então a melhor solução é tentar consumir pelo menos 1 copo de suco natural por dia. Natural, natural mesmo!!!! Não natural da caixinha!!!! muito menos pó!!!!! Quando falo natural é aquele que só tem como conservante, antioxidantes naturais nos ingredientes, que preservam o alimento, como a vitamina C, chamada de ácido ascórbico. É só ler no rótulo!
Os únicos sucos artificiais que indico são:

Suco de Cranberry

Suco de Aloe Vera

Suco de Uva integral orgânico, sem açúcar, sem conservantes

O Suco de Cranberry é excelente para tratar e previnir infecções urinárias. E também, essa frutinha (da família das amoras) é riquíssima em antioxidantes.
Ele é vendido já pronto para o consumo (na versão normal e light) em casas de produtos naturais ou grandes supermercados.


O Suco de Aloe Vera é uma delícia e você também compra o suco pronto para o consumo.

Ele é digestivo, trata úlceras e gastrite, funciona como antiinflamatório nas doenças intestinais como síndrome do intestino irritável, celíacos, intolerantes a lacotese e etc, além disso, melhora a saúde da pele e dos cabelos pois funciona como antioxidantes.

O Suco de Uva integral é um dos meus preferidos. Ele é delicioso e acompanha muito bem as refeições num dia especial.
Ele também é rico em antocianinas que é um polifenól que ajuda no controle da glicemia, ou seja, ele é bom para diabéticos (neste caso oriento diluí-lo em água), hipoglicemia.    Suco de Uva Integral Salton 500ml - 100% Natural cx 12 un


E para quem está preocupado com a quantidade de açúcar que tem em 1 copo de suco de uva, vai uma dica: coloque 1 colh de sobremesa de qualquer fibra (linhaça, amaranto, flocos de quinua) e tudo resolvido!

Alimentos que não pode faltar na mesa dos Celíacos e Alérgicos!


Por Tati Fischer
Sempre que retiro o glúten e/ou o leite da dieta dos meus pacientes as primeiras dúvidas que surgem são “Mas o que eu vou comer agora?” ou “Como posso substituir esses ingredientes?”. Por isso elaborei, especialmente para os leitores do Sem Glúten Sem Lactose, uma lista de ingredientes indispensáveis na cozinha de quem tem restrição ao glúten e ao leite, com informações de como podem ser utilizados e quais os benefícios de consumí-los:
quinoaQuinoa
Pode ser utilizada na forma de flocos substituindo a aveia (para celíacos), consumindo com frutas ou em vitaminas, por exemplo. A farinha se utiliza no preparo de tortas e bolos e os grãos podem ser cozidos e consumidos como arroz ou temperados como salada. Os grãos também são utilizados no preparo de leite vegetal. Propriedades: possui alto valor protéico (14%) e é fonte de vitamina B1, B2, B3, vitamina C, vitamina E, magnésio, potássio, ferro, zinco, manganês e fibras.

Pode ser utilizado da mesma forma que a quinoa. O amaranto, assim como a quinoa, são alimentos selecionados pela NASA para a alimentação dos astronautas devido ao seu alto valor nutricional. Propriedades: alto valor protéico (15%) e é rico em cálcio, ferro, zinco, magnésio, fósforo, vitamina A e C e fibras.


gergelimGergelim
O gergelim na forma de pasta (tahine) é uma ótima opção para ser utilizado com pães. Se misturado com shoyo e limão fica um delicioso patê, mas também pode ser consumido puro ou adoçado.Propriedades: rico em cálcio, proteínas, gorduras monoinsaturadas, fibras, fósforo, ferro e vitaminas do complexo B. Também melhora o trânsito intestinal e auxilia no controle da glicemia (açúcar no sangue).

Linhaça
A farinha da linhaça pode ser utilizada em preparações como pães e bolos ajudando a dar liga nas massas sem glúten ou como salpicado sobre os alimentos. Propriedades: rica em fibras e ômega 3, é antioxidante, reduz triglicerídeos e pressão arterial, previne agregação plaquetária e tem efeito laxante.

bananafarinha de bananaBanana verde (biomassa ou farinha)
Pode-se incluir a biomassa em praticamente qualquer alimento, como vitaminas, sorvetes, pães, bolos, tortas, molhos, sopas, cremes, etc. A farinha é bastante utilizada no preparo de pães, bolos, tortas e panquecas, por exemplo. A banana verde não deixa odor e nem sabor residual e ainda ajuda a enriquecer as preparações.Propriedades: possui 74% de amido resistente em sua composição, por isso age como um prebiótico, ou seja, alimenta as bactérias boas do intestino, além de promover controle da glicemia (açúcar no sangue), redução de colesterol, regulação intestinal e prevenção de câncer de células intestinais.

farinha de arrozFarinha de arroz
Normalmente utilizada em substituição à farinha de trigo. Se utilizada na forma integral ajuda a melhor a qualidade nutricional do alimento. Propriedades: fibras, ferro, vitaminas do complexo B.


tofuTofú (Queijo de Soja)
Ótima opção para substituir queijo, requeijão, creme de leite, etc. Pode ser consumido puro, temperado em forma de patê, com doce, grelhado ou misturado em preparações. Propriedades: rico em proteínas, cálcio, fósforo e magnésio. Por ser um alimento fermentado, possui uma digestibilidade melhor do que outros produtos a base de soja, como o leite de soja, a PTS ou até mesmo o grão.

leite de cereaisLeite de cereais e/ou oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes)
Ótima opção para substituir o leite de vaca. O ideal é fazer vitaminas com frutas ou utilizar em receitasPropriedades: as oleaginosas contêm grandes quantidades de gorduras mono e poliinsaturadas, que são benéficas para o organismo, além disso, contém fitoquímicos e antioxidantes.


tuberculosTubérculos (batata, batata doce, mandioca, mandioquinha, taiá, cará, inhame)
Podem ser usados para incrementar massas como pães e tortas ou consumidos puros. Podem ser utilizados cozidos ou na forma de farinha, polvilho ou fécula. Propriedades: o inhame pode melhorar o status hormonal de mulheres na menopausa, tem efeito antioxidante, reduz o colesterol e pode até auxiliar na perda de peso. A batata doce, além de ser rica em vitaminas, minerais e antioxidantes, ainda auxilia no controle de desordens diabéticas. A mandioca contém fibras, Vitamina C, cálcio, ferro e fósforo. Todos os tubérculos possuem uma boa quantidade de amido, vitaminas, minerais e são pobres em gordura.

*A autora é nutricionista e pós-graduanda em Nutrição Clínica Funcional

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Benefícios do Gergelim e seu leite !


Benefícios do Gergelim...



Do latim Sesamum indicum L. o gergelim é uma semente originária do Oriente que pode ser encontrada em grãos, com ou sem casca, inteiro ou moído, e também como óleo, manteiga ou pasta.

Há milênios esta semente já vem sendo utilizada com o intuito de proteger o cérebro, fortalecer o coração e os ossos e muito mais.

Encontramos no mercado três tipos de semente, o amarelo, o marrom e o preto. Ambos são ricos em proteínas, fibras, ferro, vitamina E (considerada um rejuvenescedor e retardante do envelhecimento), B1 e B2, fósforo, magnésio, selênio, zinco, cálcio e manganês. Porém o preto é mais rico em cálcio e vitamina A, que são melhores absorvidos se triturados antes do consumo.

Essa pequena sementinha conta ainda com antioxidantes, fitoesteróis e ácidos graxos essências (ômega 3 e 6) que bloqueiam a produção do colesterol LDL (ruim) e aminoácidos que juntos melhoram a memória, por facilitarem a transmissão de impulsos nervosos. Estudos apontam ainda, sua eficácia na prevenção e tratamento do diabetes.

Por isso, é largamente utilizada entre os vegetarianos e macrobióticos, que tem o gergelim como excelente fonte de ácidos graxos e aminoácidos essenciais.

O gergelim possui ainda, quantidade significativa de lecitina, um componente essencial no tecido nervoso que influencia na função das glândulas sexuais e facilita a dissolução de gorduras em meio aquoso, mantendo dissolvidos os lipídios (especialmente o colesterol) evitando que ele se deposite nas paredes das artérias.

Além de, atuar na estimulação do sistema imune, na prevenção de osteoporose e câncer, devido suas grandes quantidades de cálcio e antioxidantes (sesamina).

A sua grande quantidade de cálcio (90mg por colher de sopa para sementes integrais (não descascadas) e 10mg para sementes descascadas), além de auxiliar na manutenção de massa óssea, ajuda no controle de massa corporal gorda, tanto na quebra de gordura (lipólise), quanto na redução do armazenamento de tecido adiposo (lipogênese).

Estudos vem demonstrando também sua eficácia na modulação hormonal em mulheres na menopausa. Isso se da pela presença de lignanas quesão convertidas na microbiota intestinal, em enterolactona e enterodiol que possuem efeito estrogênico.

Na medicina chinesa e ayurvédica, é utilizado para aumento da energia vital, tratamento da fadiga, aumento da tonicidade e firmeza muscular.

Amplamente utilizado também na regulação das funções intestinais por ter propriedades laxativas suaves.

Na estética seu óleo é utilizado na hidratação e proteção da pele contra os raios solares.

Vale lembrar também, que estes devem ser armazenados, fora do alcance da luz e em local seco e arejado, para evitar o emboloramento.

Algumas de suas aplicações na culinária são:

Sementes ao natural: no preparo de pães, biscoitos, bolos, doces, tortas;

Sementes torradas: em saladas verdes (como as folhosas, brócolis e couve-flor), de frutas ou de batata, queijo fresco, ensopado de peixe ou frango e sopas;

Pasta e óleos: em pratos árabes, turcos e judeus, como o tahine, Halawi w o halvah.

O tahine é uma espécie de manteiga árabe feita a partir da farinha da semente de gergelim, tostada e moída e possui grande quantidade de vitaminas, proteínas e cálcio.

O Halawi, doce muito apreciado, é uma composição de tahine misturado com mel, açúcar e suco de limão.

O halvah, é um prato tipicamente turco, que resulta da mistura de queijo com gergelim torrado e prensado com cobertura de açúcar ou mel.

Ainda proveniente do gergelim pode-se obter:

Óleo de Gergelim: apresenta sabor doce, característica refrescante, ligeiramente frio. Tem ação principal no intestino grosso. Cumpre funções como umedecer a secura, favorecer o peristaltismo intestinal, neutralizar toxinas, pois conserva as propriedades dos grãos de gergelim. É ideal para ajudar na absorção das vitaminas lipossolúveis dos vegetais.

Queigelim: o resíduo que fica pode ser aproveitado para fazer uma pasta vegetal, misturando-o aos temperos preferidos, como cebolinha, missô, shoyu, salsinha, etc. Ou então: deixe o gergelim de molho por 8 horas; lave bem e escorra; bata no liquidificador com um pouco de sal e limão, depois adicione orégano.

Gersal: (gergelim + sal) é um tipo de tempero feito a base de gergelim preto + sal marinho tostados, muito utilizado em saladas, sopas, arroz e cremes. Esta mistura ajuda a diminuir a acidez do sangue, proporciona uma melhora nos reflexos e na atividade cerebral e até mesmo a fortalecer a pele.

Ele pode ainda ser utilizado para empanar alimentos que podem ser dourados em frigideira ou forno.

Para quem procura uma dieta equilibrada e/ou o bom funcionamento intestinal, o gergelim é um grande aliado. Pois possui grande quantidade de fibras, o que ajuda a manter a saciedade por mais tempo e auxilia na regulação do transito intestinalRecomendo: Você pode utilizar o tahine junto a uma fatia de pão integral pela manhã.

No que diz respeito às calorias, devemos ter um pouco de cautela, já que 50% de sua composição é gordura. O que eleva bastante seu valor calórico. 100g tem cerca de 584Kcal, 1 colher de sopa cheia (8g) 46,72Kcal. Sendo assim, acrescente 1 colher de sopa ao prato de comida, sopas ou vitaminas ou, utilize como um tempero para saladas e legumes e até mesmo saboreie a sua versão torrada pura.

Dica: Para torrar o gergelim basta colocar os grão de gergelim bege/branco em uma panela sem óleo, na chama superior do fogão.


LEITE DE GERGELIM

Modo de preparo: Um copo de sementes de gergelim dá quatro copos de leite. Deixe as sementes de molho por oito horas e bata com quatro copos de água. O resíduo do gergelim batido pode virar um delicioso "queijelim". Acrescente azeite, sal, orégano e misture bem até atingir a consistência de corte.

Referências Bibliográficas:
NAVES, Andréia. Nutrição Clinica Funcional: modulação hormonal. São Paulo: Valéria Paschoal, 2010.
Saúde abril:
Vida integral:
Nutrição em foco: