Livro : A Dieta da Mente

Grãos integrais saudáveis' podem causar demência, diz neurologista

Glúten e carboidratos, mesmo quando encontrados em grãos integrais e considerados saudáveis, provocam danos à saúde. A questão não é manter o corpo de acordo com ambições estéticas. "Os grãos modernos estão destruindo, silenciosamente, o seu cérebro", escreve o neurologista David Perlmutter em "A Dieta da Mente".
Segundo Perlmutter, esses alimentos podem causar demência, déficit de atenção, epilepsia, ansiedade, enxaquecas, depressão e redução da libido, entre outros efeitos indesejáveis. "Estou me referindo a todos os grãos que tantos de nós adotamos como saudáveis, como o trigo integral, os grãos integrais, os multigrãos etc."
O neurologista defende que o destino de nossos cérebros não está na genética, mas naquilo que comemos. A alimentação é, segundo estudos, um modulador epigenético –ou seja, capaz de transformar o DNA para melhor ou para pior.
"Na verdade, além de servir como simples fontes de calorias, proteínas e gordura, a alimentação regula a expressão de muitos nosso genes. E estamos só começando a entender as consequências danosas do consumo de trigo".
Divulgação
David Perlmutter defende que os carboidratos podem destruir seu cérebro
Autor defende que os carboidratos podem destruir seu cérebro
Alguns hábitos alimentares tidos como exemplares atacam o cérebro e aceleram o processo de envelhecimento celular.
Para o autor, o público é cada vez mais enganado pela indústria que vende alimentos com comprovação "científica" de seus benefícios nutritivos, enquanto circulam na literatura médica pesquisas que contradizem tais efeitos.
"As informações que vou lhe revelar não são apenas de tirar o fôlego: são inegavelmente conclusivas", diz. "Você deve mudar de imediato a sua forma de comer. E deve olhar para si mesmo sob uma nova luz".
Nos EUA, o trigo seria responsável por mais problemas no cérebro do que todos os derrames e os acidentes automobilísticos juntos. A diabetes e as doenças cerebrais são os males mais dispendiosos para os norte-americanos.
"A Dieta da Mente", escrito em parceria com Kristin Loberg, chega ao Brasil pela Paralela, selo da editora Companhia das Letras.
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A DIETA DA MENTE
AUTOR David Perlmutter (com Kristin Loberg)
EDITORA Paralela
QUANTO R$ 27,90 (preço promocional*)
Atenção: Preço válido por tempo limitado ou enquanto durarem os estoques.
http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/2014/04/1447149-graos-integrais-saudaveis-podem-causar-demencia-diz-neurologista.shtml

Contos Infantis de Erivane De Alencar Moreno

Contos infantis criados pela amiga Erivane para ajudar crianças celíacas.
Espero que gostem e compartilhem.
Boa leitura!

Muito bacaba!!!

A Branca de Neve Celíaca




 
Era uma vez uma linda menina de pele branca , olhos negros e  lábios vermelhos como o sangue. O seu nome era Branca de Neve.
Desde pequenina a rainha, sua mãe, descobriu que ela não podia comer alimentos que continham glúten, como pães, bolachas, pizzas e outras massas que são feitas com farinha de trigo.
Mas Branca de Neve era feliz porque todas as empregadas do reino faziam delícias sem glúten como bolo de chocolate, biscoitos em formato de bichinhos e tantas outras delícias.
Ainda pequenina a mãe de Branca de Neve morreu e para que ela não crescesse sem mãe, o seu pai casou-se com uma mulher jovem e linda.
Esta madrasta de Branca de Neve tinha um espelho e todas as manhãs quando acordava ela perguntava a ele:
- Espelho, espelho meu, existe alguém mais linda do que eu?
E o espelho sempre respondia que ela era a mulher mais linda do reino.
Passado alguns anos, numa manhã a madrasta de Branca de Neve perguntou ao espelho quem era a mulher mais linda e para o seu espanto o espelho respondeu:
- Existe agora uma jovem que é a mais bela do reino e seu nome é Branca de Neve.
A rainha má ficou furiosa e criou um plano: a partir daquele dia colocaria glúten escondido na comida de Branca de Neve sem que ninguém percebesse.
Branca de Neve começou a passar mal e a ter fortes dores de barriga, a sua pele ficou cheia de carocinhos que coçavam muito e ela vivia doente. Com o passar do tempo Branca de Neve já não era a mais bela porque estava sempre com dor, vivia no banheiro e não tinha ânimo para brincar e desta forma a rainha voltou a ser a mais bela do reino.
Até que um dia, uma serva do reino contou a Branca de Neve que via a sua madrasta colocar farinha de trigo e aveia em sua comida e por esta razão ela estava passando mal. Para ajudar Branca de Neve, ela chamou o seu marido que também era servo do reino para tirar Branca de Neve do palácio e levá-la para floresta a fim de que ela pudesse se livrar da sua madrasta e de suas maldades.






Já na floresta, Branca de Neve sentiu medo por estar sozinha, mas fome ela não passou porque como as frutas, legumes e verduras são livres de glúten ela encontrou tudo isto para comer em meio a floresta. Mais tarde, resolveu colher algumas frutas para o seu lanche da tarde e sentada num galho de uma árvore ela avistou uma casinha pequenina e lá entrou.
Como não tinha ninguém e parecia que a casa estava abandonada, Branca de Neve limpou tudo e cansada, foi dormir.
Os donos daquela casinha estavam trabalhando e ao final do dia retornaram da mina onde trabalhavam. Quando chegaram em casa tiveram uma grande surpresa: tudo estava limpo e no ar havia um cheiro maravilhoso de uma sopa que estava a cozinhar no caldeirão.
Um dos anões por nome de Dunga já ia enfiar a mão na sopa para experimentar, quando Zangado o advertiu:
_ Não faça isto, e se tiver glúten?
Ao subir as escadas os sete anões entraram no quarto e viram a moça mais bela que já tinham contemplado: Branca de Neve.
Ao acordar, ela contou para os sete anões tudo o que se passava no reino e o porque fugiu de lá.
Os anões disseram que ela poderia morar com eles naquela casa, mas com uma condição: ela teria que fazer comida sem glúten para eles porque todos os sete anões eram celíacos.
Branca de Neve abriu um grande sorriso e disse:
- Não tem problema, porque eu também sou celíaca e não posso comer glúten. Eu garanto a vocês que vou preparar os mais gostosos quitutes sem glúten todos os dias e livre de contaminação.
Os anões ficaram muito felizes.



Branca de Neve voltou a comer frutas e alimentos livres de glúten e desta forma começou a ganhar peso novamente, voltou a crescer e a ter ânimo para fazer as coisas e sua pele voltou a ser maravilhosa. Ela estava feliz!
Um dos anões, o Mestre, deu conselhos a ela:
- Nunca abra  a porta para pessoas desconhecidas e nunca aceite nenhum alimento que você não saiba se tem glúten ou não.
Certo dia a madrasta ficou sabendo que Branca de Neve estava viva e resolveu tomar uma poção mágica para se transformar numa velhinha e enganar Branca de Neve.
Numa manhã, a jovem estava preparando deliciosos cupcakes sem glúten quando a sua madrasta disfarçada de uma velhinha camponesa bateu em sua porta e disse que estava passando mal.
Branca de Neve se esqueceu do conselho que o Mestre havia lhe dado e deixou-a entrar e lhe deu um copo d’água.
Como recompensa, a bruxa lhe ofereceu balas e chocolates cheios de glúten e sem perguntar nem ler a embalagem para ver se continha glúten ou não a Branca de Neve os comeu.
Após comer a sua barriga inchou e ela começou a ter fortes dores no estômago e ficou sem forças. A madrasta disfarçada aproveitou que Branca de Neve estava fraquinha e enfiou um pedaço de maçã envenenada em sua boca. Sem forças para lutar ela acabou engolindo a maçã e caiu num sono profundo.
A bruxa saiu correndo e ao tentar fugir escorregou numa pedra, caiu de um penhasco e morreu.
Ao chegar do trabalho os anões mal puderam acreditar: Branca de Neve estava morta!
Sem coragem de enterrá-la eles a colocaram num esquife de vidro e todos os dias prestavam homenagens a ela com flores e muitas lágrimas.
Os anos se passaram e certo dia um príncipe ouviu falar de uma jovem princesa celíaca que havia morrido e resolveu encontrá-la.
Ao ver Branca de Neve tão linda dentro do esquife o príncipe não resistiu e deu-lhe um beijo. Assim que a beijou, Branca de Neve despertou de seu sono profundo.
Feliz, o príncipe a pediu em casamento. Branca de Neve aceitou e  foram morar no palácio onde o príncipe fez um decreto que a partir daquele dia não haveria mais glúten em todo o reino. Os dois tiveram muitos filhos e  foram felizes para sempre!






Autora: Erivane de Alencar Moreno

Vejam mais no blog dela em contos infantis:
http://soucriancaceliaca.blogspot.com.br/search/label/Hist%C3%B3rias%20Infantis

O glúten pode causar refluxo ácido, azia e DRGE?

sexta-feira, 28 de março de 2014

Dra. Vikki Petersen

19 março, 2014


Você está entre os muitos que sofrem de DRGE?


Você tem refluxo ácido, azia ou DRGE (doença do refluxo gastroesofágico)? Se assim for, você está em muito boa companhia. Até 20% dos adultos norte-americanos sofrem com DRGE e crianças também se juntam às fileiras, com até 8% de crianças adolescentes que sofrem. Se você sofre de doença celíaca, esses números aumentam: 30% dos celíacos sofrem de DRGE e quase 40% das crianças com doença celíaca sofrem de esofagite, uma inflamação do esôfago com azia. Apesar destas condições serem mais frequentes em doentes celíacos, o sintomas não foram altamente associados ao glúten como causa raiz. E nem um grande esforço de investigação ocorreu na área.

Glúten pode ser  uma causa 

Aqui em nosso departamento de nutrição clínica na "HealthNow", vemos uma alta correlação entre os dois. Pacientes com estes sintomas freqüentemente melhoram dramaticamente e muitas vezes tem a resolução total quando introduzem uma dieta livre de glúten, se eles têm a doença celíaca ou sensibilidade ao glúten. Recentemente encontrei alguns estudos, um muito bom, que não só encontra uma forte correlação com esses sintomas e glúten, mas eles descobriram uma associação interessante que eu acho que você vai achar fascinante. Apresentado no Journal of Gastroenterology and Hepatology , o documento foi intitulado "Efeito do glúten da dieta sobre prevenção da recorrência da Doença do Refluxo Gastroesofágico, relacionados com sintomas em adultos celíacos e pacientes com doença do refluxo não erosiva ". De acordo com a maioria dos trabalhos de pesquisa, o título é grande!  Basicamente, os autores se propuseram a descobrir se o glúten tinha um papel em causar DRGE, refluxo ácido e azia.

O estudo envolveu 105 pacientes com DRGE e doença celíaca, além de um grupo controle de 30 pacientes (não-celíacos) com DRGE . Ambos os grupos foram tratados durante 8 semanas, com um inibidor da bomba de protons, um fármaco clássico para tratar os sintomas de DRGE.

Após a retirada da droga na marca de 8 semanas, os pacientes foram avaliados quanto aos seus sintomas em 6, 12, 18, ​​e 24 meses seguintes à eliminação do fármaco. É muito importante saber que para aqueles com doença celíaca, apenas os pacientes que estavam estritamente em dieta sem glúten foram autorizados a permanecer no estudo.

Sintomas melhoram permanentemente em uma dieta sem glúten


Os resultados foram os seguintes: No final da 8ª semana, sintomas de DRGE foram resolvidos em 86% dos pacientes com doença celíaca e 67% do grupo controle. Na marca de 6 meses, a recorrência dos sintomas ocorreu em 20% dos pacientes com doença celíaca (e eles foram então excluídos do futuro follow-up), mas no seguimento mais longo intervalo de 12, 18 e 24 meses, não houve nenhuma recidiva de sintomas encontrados em qualquer um dos pacientes com doença celíaca. O grupo controle, no entanto, revelou 30% de recorrência na marca de 6 meses, a escalada de 60% ​​na marca de 12 meses, mostrando um aumento de 75% aos 18 meses e que termina com um total de 85%, na marca de 24 meses.Fascinante! 80% do grupo de celíacos que mantinha uma dieta livre de glúten permaneceu sem sintomas após 2 anos, enquanto o grupo não-celíaco, que não segue uma dieta livre de glúten continuou a piorar quanto mais tempo eles estavam fora da droga, com apenas 15% deles sem sintomas. O que os investigadores pensaram sobre isso? Sua conclusão foi a seguinte:
1) Uma dieta sem glúten pode ser útil na redução dos sintomas da DRGE.
2) A eliminação do glúten da dieta poderia atuar como uma proteção contra a DRGE, já que o glúten parece precipitar os sintomas em algumas pessoas. Com base na pequena taxa de recaída de 20% versus 75% dos pacientes com doença celíaca em relação ao grupo controle, faz sentido concluir que seguir uma dieta sem glúten pode ajudar a proteger contra a DRGE.

Os pesquisadores também citaram outro estudo de base populacional por Dr. Nocon e da equipe que observou, onde o consumo de doces ou pão branco, pelo menos uma vez por dia, agiu como um fator de risco para sintomas de refluxo. Doces, na sobremesa típica dos EUA, equivale ao glúten, e, claro, o mesmo acontece com o pão branco.


Apresenta DRGE, refluxo ácido ou azia? Faça os testes de glúten!


Em resumo, estes resultados da investigação apoiam o que vemos aqui na clínica: pacientes com refluxo ácido, DRGE ou azia devem ser avaliados para a doença celíaca/sensibilidade ao glúten.


http://glutendoctors.blogspot.com.br/2014/03/does-gluten-cause-acid-reflux-heartburn.html

Dr. Vikki Petersen, DC, CCN
Founder of HealthNOW Medical Center
Co-author of “The Gluten Effect”
Author of the eBook: “Gluten Intolerance – What you don’t know may be killing you!”

References:

Journal of Gastroenterology and Hepatology,  Effect of Gluten-free Diet on Preventing Recurrence of Gastroesophageal Reflux Disease-related Symptoms in Adult Celiac Patients With Nonerosive Reflux Disease.  Paolo Usai, Roberto Manca, Rosario Cuomo, Maria Antonia Lai, Luigi Russo, Maria Francesca Boi. 2008;23(9):1368-1372.
Diseases of the Esophagus, September 2011

http://dietasemgluten.blogspot.com.br/2014/03/o-gluten-pode-causar-refluxo-acido-azia.html

Bactérias boas!! Vamos usar!!

Bactéria do intestino dá ordens ao cérebro e influencia comportamento

Micro-organismos utilizam o sistema nervoso para enviar mensagens que alteram a ansiedade e o nível de stress em camundongos

A Lactobacillus rhmnosus manda ordens ao cérebro para mudar o comportamento do hospedeiro
A Lactobacillus rhmnosus manda ordens ao cérebro para mudar o comportamento do hospedeiro (Visuals Unlimited/Corbis/Latinstock)
Bactérias do intestino não servem apenas para ajudar na digestão. Cientistas descobriram que alguns micro-organismos também enviam mensagens ao cérebro, influenciando o comportamento do hospedeiro. Os resultados foram publicados no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences.

Pesquisadores da Universidade de McMaster, no Canadá, alimentaram dois grupos de camundongos com dois tipos de sopa: uma rica em bactérias do intestino chamadasLactobacillus rhamnosus e outra sem o micro-organismo. Os animais que foram alimentados com a primeira sopa tiveram comportamento menos ansioso em relação aos camundongos que tomaram a sopa sem as bactérias.

A equipe de pesquisadores descobriu que os responsáveis pela mudança de comportamento dos micro-organismos eram as bactérias: elas enviavam "ordens" por meio de um nervo chamado pneumogástrico, que conecta o cérebro a vários órgãos internos, como os pulmões e o estômago.

Glossário


  1. Receptores químicos -— São proteínas que permitem a interação de determinadas substâncias com o interior da célula. Eles ficam nas membranas da célula e de estruturas intracelulares. Os receptores se unem a substâncias como hormônios e neurotransmissores, desencadeando uma série de reações no interior das células.
  2. Lactobacillus rhamnosus — é uma bactéria que ajuda na digestão. É usada por alguns fabricantes na composição de iogurtes.
A mudança de comportamento foi acompanhada pela alteração nos níveis de hormônios de stress e de receptorescerebrais do mensageiro químico GABA. Modificações nos níveis desse mensageiro químico influenciam o comportamento dos animais. Camundongos que tomaram a sopa rica em bactérias do intestino tinham níveis maiores do receptor no cérebro do que aqueles que tomaram a sopa sem o micro-organismo.

Os cientistas explicam que os camundongos normalmente ficam próximos às paredes quando são colocados em um labirinto. Contudo, aqueles que consumiram a sopa rica em bactérias passavam mais tempo em locais abertos. Segundo os autores, a reação dos animais sugere que eles estariam menos ansiosos do que o normal.

Além disso, os especialistas realizaram um teste de stress forçando os animais a nadar em um tanque d'água. Como já havia acontecido nos outros testes, os camundongos estressados que ingeriram a Lactobacillus rhamnosus apresentaram níveis menores de hormônios de stress.

Quando os cientistas cortaram o nervo pneumogástrico, usado para enviar as mensagens ao cérebro, o grupo de camundongos que comeu a sopa rica em bactérias passou a se comportar normalmente. Ou seja, ficaram tão estressados e ansiosos quanto os camundongos do segundo grupo.

De acordo com os especialistas, isso sugere que o nervo pneumogástrico é uma das principais vias de comunicação entre as bactérias e o cérebro, embora seja possível que as ordens também sejam enviadas por outras vias, como o sangue e outros nervos.
Os cientistas ainda não sabem que tipo de mensagens as bactérias enviam ao cérebro e se um suplemento de Lactobacillus rhmnosus seria capaz de regular o comportamento das pessoas. Também não têm conhecimento de que vantagens as bactérias teriam ao estimular esse comportamento. Os resultados não significam, pelo menos por enquanto, que as bactérias produzam as mesmas alterações em seres humanos. Essas possibilidades serão exploradas em estudos futuros.
http://veja.abril.com.br/

Alergia Alimentar oculta

Alergia alimentar oculta – procedimentos usados no diagnóstico

9 jun
Continuamos esta semana com a série sobre as alergias alimentares e a influência que podem ter nas doenças inflamatórias dolorosas crônicas. Nosso convidado, Dr. Gilberto de Paula, alergista, imunologista e nutrólogo.
DESCOBRINDO AS ALERGIAS ALIMENTARES OCULTAS
Muitos pacientes com enxaqueca clássica são portadores de alergias alimentares ocultas, que podem ser evidenciadas por meio da exclusão e do desafio de forma fácil e objetiva.
O aparelho digestivo, por ser intensamente inervado e por ter uma grande quantidade de gânglios linfáticos, tem uma atividade imunológica muito intensa, pois frequentemente é confrontado com uma grande quantidade de proteínas estranhas ao organismo, vírus, bactérias, fungos.
Os alimentos, ao serem ingeridos, precisam ser transformados em seus constituintes básicos pela digestão. Somente com uma digestão completa será evitada a apresentação de proteínas estranhas ao sangue do paciente, que irá produzir anticorpos ou irá reagir com um processo inflamatório não imunológico.
Dietas monótonas, distúrbios digestivos enzimáticos, desequilíbrios da flora intestinal, crescimento de fungos ou bactérias nocivas à saúde humana podem favorecer a sensibilização do tipo tardio ao alimento. Daí a necessidade de reordenar não somente a dieta, mas, eliminar parasitas intestinais, remover fungos e recompor a flora intestinal nos pacientes com alergia alimentar oculta.
IMUNOTERAPIA NA DESSENSIBILIZAÇÃO A SUBSTÂNCIAS OFENSIVAS AO ORGANISMO
Esta é uma forma de tratamento médico, descoberta há cem anos, que consiste na utilização da substância ofensiva ao organismo em diluições bem pequenas, tal como um remédio homeopático e que, administrada dessa forma, tem o potencial de dessensibilizar o organismo desta substância. A imunoterapia é uma forma de dessensibilização no que diz respeito a alergias inalatórias alimentares.
Existem dois tipo de imunoterapia: a incremental e a ativada. A incremental usa doses altas dos alérgenos; a ativada usa doses bem diluídas, quase homeopáticas. Os médicos ambientalistas preferem a ativada e utilizam este método para favorecer a dessenssibilização, aliada a uma dieta rotatória.
COMO ESTABELECER SE UM PACIENTE TEM UMA ALERGIA ALIMENTAR TARDIA?
Solicitamos ao paciente que realize dois procedimentos básicos.
1) Um relato de sua dieta das 24 horas por cinco dias, sem omitir nada do que foi ingerido e sempre anotando no ato da ingestão. Não é recordatório; é relato do dieta durante as 24 horas.
2) O preenchimento de um questionário de alergia alimentar. Caso ele responda a mais de três perguntas de forma afirmativa, é um provável candidato a ser portador de uma alergia alimentar oculta
Além desses dois, nos pacientes com dores generalizadas no corpo utilizamos a termografia de corpo total para verificar se existem processos inflamatórios na região do abdômen, sugestivas de uma origem inflamatória do aparelho digestivo.
A termografia é um método não radiológico, não invasivo, e indolor, que capta a radiação infravermelha emitida pelo corpo, permitindo ao médico visualizar imagens (sinais térmicos) que lhe informam a origem e localização de uma inflamação ou dor no corpo humano. Por sinal, é um exame de grande utilidade na prevenção do câncer de mama.
Criança com sensibilidade a glúten, 6 anos.Há 3 anos com dores abdominais recorrentes que a levavam a vários serviços médicos e PS.Com a retirada do glúten remissão completa da dor.Teste imunológico para glúten positivo.Anti gliadina elevado.
Adolescente com problema de comportamento e tremores essenciais,intoxicada por cobre.Alergia e adicção a açúcar.O bebedouro do colégio é velho e libera cobre.










Mulher,34 anos,dor pélvica há 5 anos durante relação sexual e ao deitar sobre o abdôme.Rx,US,RM,TC,histerosalpingografia negativos.Alergia a café,trigo e leveduras.
TERMOGRAFIA NO DIAGNÓSTICO DE ALERGIAS ALIMENTARES TARDIAS
Há um ano incluímos a termografia de corpo total como uma evidência da participação da alergia alimentar tardia no quadro clínico do paciente. Sinais de refluxo, gastropatia e colonopatia, assim como sobrecarga hepática, sugerem uma origem digestiva para a doença inflamatória dolorosa.
Esses três recursos reduzem muito a indicação inadequada de uma investigação para alergia alimentar. Dietas monótonas, positividade superior a três respostas no questionário e sinais de hiperradiação de regiões gástricas hepáticas e colônicas são sugestivos de uma origem digestiva ou correlata com processos inflamatórios crônicos e/ou dolorosos.
Vale ressaltar que a grande maioria dos pacientes suporta bem as dietas de exclusão, inclusive aqueles que são muito viciados. Menciono isto porque muitos pacientes portadores dessas alergias têm grande desejo dos alimentos que lhes fazem mal, pois têm a ilusão de que lhes faz bem.
O corpo, paradoxalmente, pode produzir moléculas antiinflamatórias em resposta à ingesta de alimentos inflamatórios, causando esse efeito ilusório e gerando a adicção ou vício alimentar. Esses pacientes, quando são convidados a fazer a dieta de exclusão, reagem com expressões, como, “E agora, o que eu vou comer?” Ou então: O quê o senhor disse? E outros muito poucos se recusam a fazer a exclusão, por várias razões: falta de tempo, falta de disciplina, por comer em locais nos quais não podem controlar sua dieta. Nesses casos os testes IGG alimentos podem ser de grande ajuda.
Descobrindo o que está lhe fazendo mal
Uma vez estabelecido que uma pessoa com uma doença inflamatória dolorosa pode ser portadora de uma alergia, sensibilidade ou intolerância alimentar, procuramos definir quais os alimentos que são ingeridos todos os dias. Leite e seus derivados, trigo e seus derivados, café, açúcar, carne de gado, carne de frango, soja, arroz, feijão e tapioca são os mais frequentemente implicados nas alergias alimentares agudas.
Testes de imagens
Na alergia alimentar pura, exames como a radiografia, tomografia e ressonância magnética nada revelam sobre a causa da doença inflamatória. A endoscopia pode revelar padrões inflamatórios do esôfago, estômago e intestino.
Já tive paciente com dor mesogástrica tipo cólica, investigada por ultrassonografia total de abdômen, radiografia de tórax abdômen e tomografia, cuja causa era um mamão ingerido todos os dias pela manhã. Após o período de exclusão, cumprido rigorosamente, os pacientes relatam bem-estar, redução ou eliminação dos sintomas, sensação dos sintomas digestivos que, em geral, acompanham os outros sintomas.
Um dos sinais mais interessantes é a perda de 1 kg a 1,5 kg que ocorre após os quatro dias de abstenção dos alimentos supostamente ofensivos. Essa perda resulta da redução do processo inflamatório do aparelho digestivo por redução do edema e inchaço que são queixas muito frequentes em mulheres portadoras de alergias alimentares ocultas.
Os alimentos causadores são aqueles usados em todos os dias, os mais usuais. Como as reações ocorrem em intervalos de tempo que variam de 3, 6, 12, 24, 36, 48 horas, existem relatos na literatura de até 72 horas – em minha prática clínica já testemunhei reações de até 36 horas. É quase impossível para o paciente e para o médico estabelecerem a relação de causa e efeito entre a ingesta do alimento e sua relação com os processos inflamatórios tardios locais ou sistêmicos sem a exclusão e o desafio.
Interessou pelo tema? Dentro das próximas semanas traremos mais informações sobre os testes e como são realizados. Enfim, se for portador/a de uma doença inflamatória dolorosa crônica, valeria a pena investigar se tem alguma alergia alimentar tardia.
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MOLÉCULA ESPECÍFICA PODE LEVAR A NOVAS TERAPIAS PARA A DOENÇA CELÍACA


Cientistas da Universidade McMaster, em Hamilton, Ontário, descobriram uma molécula que tem um papel na doença celíaca.
Os resultados do estudo, publicados no "American Journal of Gastroenterology", podem levar a novas terapias para o distúrbio autoimunológico.
Os investigadores descobriram que uma molécula, a elafina, que está presente no intestino das pessoas saudáveis, está significativamente reduzida nos portadores de doença celíaca. A inflamação induzida pela sua ausência é ainda mais amplificada por uma enzima chamada transglutaminase tecidual 2.
Eles também descobriram que a elafina, ao interagir com a transglutaminase 2, diminui a reação enzimática que aumenta a toxicidade dos peptídeos derivados do glúten. Em estudos com ratinhos, os investigadores descobriram que a administração da molécula de elafina protege o revestimento intestinal do intestino delgado, que é danificado pelo glúten.
Os resultados levantam a possibilidade de administração ou reposição da elafina como nova terapia adjunta à dieta sem glúten, disse a investigadora principal, Elena Verdu. "Isso daria mais flexibilidade à dieta de restrição por toda a vida, aumentando a qualidade de vida dos pacientes e, potencialmente, acelerando a cicatrização das lesões celíacas", acrescentou."

Doença celíaca exige mudança de hábito de toda a família