"Somos todos alérgicos ao glúten"





As pesquisas vêm confirmando que somos todos, em algum grau, alérgicos ao glúten. Ou seja, todos somos um pouco celíacos, sendo as crianças, por seu sistema digestivo estar em pleno desenvolvimento, as mais vulneráveis.
As alergias alimentares acometem mais crianças do que adultos
e estudos sugerem 
que de 5 a 25% dos brasileiros
apresentam alguma alergia alimentar. 
O glúten é uma proteína amorfa que se encontra na semente de muitos cereais (trigo, aveia, centeio, cevada, malte...) combinada com o amido.
O glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos. A elevada viscosidade do glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado prejudicando a absorção dos nutrientes dos alimentos. É como se fosse uma cola nas paredes dos intestinos  impedindo a absorção de nutrientes.
Mais presente no trigo, representa quase 80% das proteínas do trigo e é composta de gliadina e glutenina.

Doença celíaca é uma intolerância permanente ao glúten. Geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e o terceiro ano de vida, na introdução de alimentação à base de papinhas engrossadas com cereais proibidos, assim como bolachas, pães, sopinhas de macarrão, etc., podendo surgir em qualquer idade, inclusive já na fase adulta.
Celiácos: são algumas pessoas que já possuem graves problemas por faltas de vitaminas passam a absorver menos ainda ao consumirem alimentos que contém glúten. Mas o glúten altera o processo de absorção de todas as pessoas.
Hoje já existe um consenso de que o glúten é um agente alergênico em crianças e adultos, ou seja, existem mais pessoas com a doença celíaca do que as registradas. A presença massiva de alimentos industrializados processados com trigo, aveia e açúcar é tão cotidiana que as pessoas estão perdendo a referência do que é saúde, harmonia metabólica e vitalidade.

Grandes consumidores de cereais, base da alimentação moderna, um grande problema se instala, porque o glúten não deveria fazer parte da dieta do ser humano. Mas como dar pão de trigo para um ser humano sem dar glúten?
Mucosa do Intestino Delgado com Vilosidades Normais
Mucosa do Intestino Delgado com Vilosidades Atrofiadas
Simples? Uma proposta interessante é germinando grão integral do trigo. (e demais cereais que o contém). No processo de germinar, a molécula do glúten se rompe e transforma-se em moléculas protéicas menores, menos agressivas à demanda digestiva.
Porém, ainda não existem estudos que comprovem qual o melhor procedimento para que 100% do glúten seja eliminado ou transformado. Alguns experts em alimentação crua e viva afirmam que apenas 20% do glúten é eliminado, sendo recomendado somente para quem deseja reduzir a quantidade de glutén da alimentação, porém não indicado para os celíacos, que não podem consumir qualquer alimento que contenha, ainda que traços, de glúten.
O fato é que no processo de germinação de qualquer grão de cereal, uma transformação alquímica ocorre e, as macro-moléculas do glúten são quebradas (pré-digeridas) e passam a ser moléculas menores, com menor poder agressivo e de causar  problemas de absorção nutricional e alergias.
O problema é que não é todo o glúten que se transforma, então este pão não está totalmente recomendado para pessoas que tem intolerância permanente ao glúten.
No caso de uma criança ou adulto que não seja alérgico  - de forma evidente - ao glúten, mas que preventivamente não desejamos se desenvolva, o ideal é o consumo dos cereais germinados e incrementados outros ingredientes como cenoura, sementes oleaginosas e outras combinações deliciosas.
No caso, pode-se preparar pães, que não são crús pois são desidratados ao sol ou em desidratadores (40-45 graus), mas também não são torrados, o que é excelente, pois evita a formação de acrilamida, uma substância que se forma a partir do cozimento do amido em altas temperaturas. Estudos relacionam esta substância como altamente cancerígenas.

Conceição Trucom é química, cientista, palestrante e escritora sobre temas voltados para a alimentação natural, bem-estar e qualidade de vida.  
Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações, citada a autora e a fonte www.docelimao.com.br
Recomenda-se a leitura na íntegra dos livros Alimentação Desintoxicante (Editora Alaúde) e Mente e Cérebro Poderosos (Editora Pensamento-Cultrix), o que possibilitará a prática desta dos exercícios e filosofia de vida com consciência e responsabilidade.
http://www.docelimao.com.br/site/soja/1090-gluten-somos-todos-alergicos

“Nenhum humano é capaz de digerir glúten”

Por Pedro Correia Training

Na sua mais recente conferência, na Gluten Summit, o Dr. Alessio Fasano afirmou que “nenhum humano é capaz de digerir glúten” e como tal “não são apenas os doentes celíacos que têm que ter cuidado com o glúten.”

O Dr. Alessio Fasano, gastroenterologista pediátrico e famoso investigador, é mundialmente reconhecido pela sua investigação pioneira na doença celíaca e intolerância ao glúten, uma proteína presente em muitos dos cereais e alimentos a que estamos expostos diariamente.

Hoje em dia sabemos que o consumo de alimentos com glúten está associado ao desenvolvimento de muitas das doenças crónicas atuais da nossa sociedade e de várias doenças auto-imunes.

Alguns alimentos com glúten que a maioria das pessoas compra no supermercado e que podem ter consequências graves na nossa saúde no médio / longo prazo são: cereais, massa, couscous, pão, bolachas, croissants, farinha de trigo, bolos, cerveja e qualquer ingrediente feito a partir da farinha de trigo integral.




A doença que não vende remédio

Artigo excelente e certísssimo!!
Parabéns a Débora Fajardo!!Jornalista!


A doença que não vende remédio

  • 13/11/2013, 00:06
  • DÉBORA FAJARDO, JORNALISTA
Todo mundo sabe dos efeitos danosos do cigarro, do álcool e das drogas em geral. Mas há uma doença escondida cuja causa e efeitos pouca gente conhece. Pelo menos no Brasil. É provocada pelo glúten e seus efeitos são terríveis para quem tem Doença por Sensibilidade ao Glúten (DSG). A mais conhecida das DSGs é a doença celíaca, mas há também a dermatite herpetiforme e outras mais raras. Os médicos envolvidos com essa questão alertam que elas são pouco ensinadas nas escolas de Medicina brasileiras e nem todos os médicos sabem diagnosticá-las. O glúten é uma proteína presente em cinco cereais: trigo, aveia, centeio, cevada e malte – que é um subproduto da cevada.
Todos os anos vemos campanhas para a prevenção do AVC, diabete, câncer, controle da pressão arterial. Mas da doença celíaca ninguém fala. É inevitável questionar o motivo de tamanho descaso, especialmente por parte das autoridades de saúde. A DSG não tem cura e não é tratada com remédios. O tratamento para o celíaco é ficar longe do glúten, não consumi-lo.
Não é preciso ter inteligência de Einstein para saber que, se não vende remédio, nenhum laboratório da poderosa indústria farmacêutica irá pesquisá-la. A doença celíaca não gira a roda da economia, não impulsiona o comércio de medicamentos, não gera impostos.
Em países desenvolvidos os celíacos já alcançaram avanços consideráveis, principalmente na Europa. Na Itália, os refeitórios públicos, como escolas e hospitais, são obrigados a oferecer a opção sem glúten. Alguns governos concedem incentivos fiscais para quem precisa dessa alimentação, já que os produtos sem glúten em geral são mais caros. Na Inglaterra, as gôndolas dos supermercados oferecem uma profusão de opções sem glúten, que não devem nada em sabor e qualidade aos produtos tradicionais feitos com trigo. Por aqui, as ofertas ainda são raras e caras.
O pior de tudo é que a maioria dos celíacos brasileiros nem imagina que a doença existe. Ela pode se manifestar com sintomas clássicos, com sintomas raros e até sem sintomas. O prejuízo é o mesmo, com ou sem sintomas. As doenças decorrentes podem ser várias, caso o celíaco continue a ingerir glúten: diabete, câncer, doenças nos rins e na tireoide, entre outras.
Como é uma doença pouco conhecida e difícil de ser diagnosticada, alguns pacientes vão peregrinando de especialista em especialista, sem descobrir ao certo o que têm. Alguns chegam a ser encaminhados a psiquiatras, sugerindo-se que estão com “depressão”, já que não se encontra a causa real do seu problema. No Brasil, a prevalência da doença é no Sul e no Sudeste, regiões colonizadas por europeus do norte, onde há maior incidência.
É importante destacar que toda pessoa tem o direito de fazer o exame para saber se é celíaca em hospitais públicos, garantido pelo Protocolo do SUS. Se tiver dificuldades, pode fazer uma reclamação/denúncia no telefone 136, do Ministério da Saúde.
Com relação ao descaso com que é tratada a doença celíaca no Brasil, torna-se oportuno citar a frase certeira da jornalista e escritora Sônia Hirsch: “A saúde é subversiva porque não dá lucro a ninguém!”
http://www.gazetadopovo.com.br/m/conteudo.phtml?tl=1&id=1424864&tit=A-doenca-que-nao-vende-remedio

Doença Celíaca na pele ( DH )

Vocês conhecem a Doença Celíaca na Pele?

Ela se chama Dermatite Herpetiforme.
Veja imagens dela tando da forma branda como da forma mais grave!!
Eu tinha muito nos cotovelos somente!!!
São 96 imagens ! 


http://www.dermnet.com/images/Dermatitis-Herpetiformis/picture/13586?imgNumber=82

Compartilhado de Flávia Anastácio de Paula.