sábado, 26 de novembro de 2016

Manual de sobrevivência do Celíaco- Livro Digital

Vejam que bacana que vi na página do facebook do Meu Mundo sem Glúten!

Oiiii gente!

Como prometido estou liberando hoje o link para vocês baixarem o livro digital: O Manual de Sobrevivência do Celíaco :)

Neste livro eu falo sobre a Doença Celíaca e a importância de manter uma dieta livre do Glúten. Também dou algumas opções de farinhas que podemos utilizar na culinária sem glúten, para aquelas pessoas que amam pães e massas <3

Link para baixar >> http://meumundosemgluten.com.br/ebook

Espero que façam bom proveito do material!

Qualquer dúvida pode mandar um e-mail para mim que na medida do possível eu vou respondendo: samara@meumundosemgluten.com.br

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Como a Disbiose intestinal afeta sua vida e como tratá-la – Leak Gut


A alimentação pode ser considerada como um dos fatores comportamentais que mais influencia a qualidade de vida das pessoas. Nossa conduta adequada diante da alimentação fez-se necessária, pois os hábitos alimentares e o estilo de vida, nos últimos 40 anos, passaram por diversas modificações, sobrecarregando os diferentes sistemas do organismo. A ingestão do alimento não garante que seus nutrientes estarão biodisponíveis para serem utilizados pelas células. Neste contexto, o intestinos são órgãos de vital importância no nosso corpo. Funcionam como filtros, capazes de permitir ou barrar a entrada de nutrientes necessários ao organismo e de substâncias prejudiciais para a nossa saúde. É preciso nutrir o organismo adequadamente, isto é, ter uma ingestão adequada de alimentos, em quantidade e qualidade, afim de que nosso organismo receba todos os nutrientes essenciais ao seu bom funcionamento e ainda garantir que estes alimentos sejam bem digeridos, absorvidos e utilizados. Este processo é fundamental para determinar o melhor estado físico, mental e emocional. O trato gastrintestinal (TGI) abriga um superorganismo chamado microbiota intestinal (flora intestinal), que é conhecida por desempenhar um papel crucial na digestão e também no desenvolvimento de diversas doenças. O trato gastrintestinal humano contém mais de 10 trilhões de bactérias, abrangendo mais de 500 espécies diferentes. Uma das principais funções da mucosa intestinal é sua atividade de barreira, que impede as moléculas ou microrganismos antigênicos ou patógenos de entrarem na circulação sistêmica. O intestino humano representa o maior órgão linfoide do corpo, desta forma ele é responsável por diversas reações imunológicas, devido a presença de anticorpos, como a imunoglobulina A secretora e outras várias células imunocompetentes. A integridade intestinal está ligada a um equilíbrio das bactérias intestinais e à nutrição saudável de enterócitos e colonócitos, que são células da mucosa intestinal. permeabilidade intestinal Disbiose e sistema imunitário A presença destas bactérias é essencial para o metabolismo, a proteção contra agentes patogênicos e de maturação do sistema imunitário. Em contrapartida, o sistema imunitário determina a composição da microbiota. Composição microbiana alterada pela disbiose tem sido correlacionada com numerosas doenças em seres humanos, devido à redução da imunidade de acordo com artigo publicado no American Jourmal of Transplantation, por pesquisadores do Departamento de Medicina, da Universidade de Chicago. Outro grupo de pesquisadores, da Escola de Medicina da Universidade de Keio em Tókio, relataram que as composição da microbiota intestinal desregulada ou disbiose, pode ser associada com as causas fundamentais da Doença Inflamatória do Intestino (DII) e que a depressão no sistema imunitário intrínseco é um efeito, não uma causa, da DII. Se as paredes intestinais estiverem prejudicadas pode ocorrer um desequilíbrio entre as bactérias protetoras e agressoras do intestino, originando a disbiose intestinal, um distúrbio que pode acarretar , desconforto abdominal , inchaço abdominal , sobrepeso, desnutrição e até o surgimento de outras doenças mais graves, devido a alterações do sistema imunológico, como: câncer esofagite infecções urinárias doenças auto imunes com tioidite Haschimoto , Lupus, artrite reumatóide, depressão, ansiedade, síndrome do Pânico e outros transtornos psíquicos tendo em vista que 90% da serotonina e 50% da dopamina do organismo são produzidas pelo intestino e se comunica com o cérebro pelo sistema nervoso entérico. Entre as possíveis causas da disbiose estão: uso indiscriminado de antibióticos, que matam tanto as bactérias boas assim como as nocivas uso de antiinflamatórios hormonais e não-hormonais abuso de laxantes, o consumo excessivo de alimentos processados em detrimento de alimentos crus a idade o estresse disponibilidade de material fermentável o pH intestinal estado imunitário do hospedeiro. Alérgenos alimentares Uso crônico de inibidores da bomba de prótons – alteram o pH do estaomago o qual tem que ser ácido. Exemplo: omeprazol Açucares , frutose em excesso e farinha de trigo Pode ainda estar associada a outros fatores alimentares, dieta com excesso de proteína, gordura ou carboidrato (uma grande ingestão de carboidrato leva a maior fermentação pelas bactérias no intestino grosso), ou com baixo teor de fibras ou ainda carência de vitaminas. A disbiose inibe a formação de vitaminas produzidas no intestino, como a B12 e permite o crescimento de fungos e bactérias capazes de afetar o funcionamento do organismo, alterando a microbiota intestinal. bacs Disbiose e humor A saúde mental está intimamente ligada à saúde física. A depressão por exemplo, é altamente prevalente em todo o mundo e uma importante causa de incapacidade individual. A depressão pode ter várias causas, podendo ser uma delas a disbiose, de acordo com os cientistas. Em um artigo publicado na Inflammopharmacology no mês passado, pesquisadores do Medlab, em Sydney, Australia afirmam que a microbiota no trato gastrintestinal está implícita como participante importante na melhoria das condições adversas de humor, através das diversas atividades metabólicas exercidas por bactérias benéficas vivas (probióticos) como tratamento adjuvante destas desordens. Tratamento da disbiose O tratamento da disbiose abrange duas linhas, uma dietética, por meio da ingestão de alimentos funcionais, que beneficiam a constituição da microbiota intestinal, e outra usando medicamentos. Os alimentos funcionais que estão relacionados à melhora e à manutenção da microbiota são os probióticos, os prebióticos e os simbióticos. Evidências têm demonstrado que os alimentos probióticos e prebióticos modulam positivamente a composição e a atividade da microbiota intestinal, com consequentes efeitos benéficos sobre a saúde, como o restabelecimento do equilíbrio destes microrganismos, estímulo ao sistema imune, com fortes indícios de que inibam, ainda, atividade carcinogênica. Os Probióticos Se constituem de produtos lácteos, fermentados ou não, que apresentam em sua composição microrganismos vivos que promovem o equilíbrio da microbiota intestinal de indivíduos que os consomem. Esses microrganismos geralmente são provenientes de mono ou múltiplas culturas, representadas principalmente por Lactobacillus, Bifidobacterium, Enterococcus e Streptococcus. Os probióticos atuam no organismo principalmente ao inibir a colonização intestinal por bactérias patogênicas, podendo reduzi-las por produção de substâncias bactericidas, competição por nutrientes e por adesão à mucosa. Ao citar os mecanismos de ação das bactérias probióticas, pode-se destacar também, o estímulo ao sistema imune, que ocorre por meio do aumento dos níveis de anticorpos e ativação dos macrófagos, proliferação de células T e produção de interferon. Os produtos com probióticos, que resistem ao processo de digestão e chegam intactos ao intestino, onde atuam de maneira positiva podem ajudar a reduzir os gases, intestino preguiçoso ou diarreia. Consumidos com regularidade e em doses adequadas, eles ainda reforçam o sistema imunitário, aumentam a absorção do cálcio, reduzem o colesterol ruim e protegem o estômago.Entre os efeitos benéficos que os probióticos proporcionam constam o antagonismo aos agentes patogênicos intestinais, o efeito de barreira da microbiota e a modulação das funções imunes. Estas bactérias estabilizam a microbiota intestinal normal, sendo fundamental para o bom funcionamento do sistema imunológico, melhorando as funções metabólicas do organismo e prevenindo o surgimento de doenças. Estudos indicam que eles ainda podem além de beneficiar o sistema imunitário, aliviar dores musculares, problemas de estômago, doenças crônicas, entre outros. Especialistas ainda recomendam seu consumo para auxiliar o processo de absorção de nutrientes. O iogurte NATURAL ou a COALHADA é uma excelente fonte de prébioticos pro conta da fermentação do leite. Além disso, nutrientes importantes para a saúde, como potássio, fósforo, vitaminas A, B6 e B12, riboflavina, ácido fólico e niacina. Ele possui 10 vezes mais ácido fólico do que o leite utilizado em sua elaboração, por conta da atividade das bactérias envolvidas na fermentação. É bom porque… em 100 g de iogurte integral temos 99 UI de vitamina A, a mesma quantidade que pode ser encontrada em três bananas. Em 100 g do iogurte integral há 95 mg de fósforo. Para ter a mesma quantidade desse mineral, vamos precisar de dois tomates grandes. É interessante que você converse com seu médico sobre o uso de probióticos ao usar algum antibiótico. Os antibióticos, além de matarem as bactérias que estão causando infecções no seu corpo, acabam também matando as bactérias benéficas que vivem no seu intestino, deixando o seu corpo mais susceptível a ataques de organismos como o fungo da Candida, que pode crescer nos intestinos, boca, vagina, pulmões, ou debaixo das unhas. Um bom suplemento de probióticos nesse caso ajudará com a recuperação da flora intestinal. DISBIOSE Intestino – Nosso segundo cérebro Sabemos o básico para manter um cérebro jovem e saudável: se alimentar corretamente, exercícios e ter uma boa noite de sono. Porém, a saúde do cerebral também é influenciada por uma fonte inesperada – o nosso segundo cérebro ou melhor, nosso intestino. Dentro das muralhas do nosso sistema digestivo temos bactérias que podem ajudar a moldar a nossa estrutura cerebral e influenciar nosso humor, comportamento e saúde mental, tais como a probabilidade de desenvolver doenças antes consideradas de origem cerebral. O intestino é capaz de comunicar com o cérebro através do nervo vago. Conhecido como o eixo intestino-cérebro, noventa por cento das fibras do Vago transportam informações do intestino para o cérebro. Esta comunicação acontece através de moléculas que são produzidas por bactérias do intestino que caso fiquem em desequilíbrio, isto é predomínio de más bactérias em relação as boas ou melhor, disbiose, aumentam a chance de distúrbios psiquiátricos e neurológicos, tais como o autismo, a ansiedade, depressão, Alzheimer e doença de Parkinson. Fiquem de olho, se atentem mais no que estão colocando no seu intestino. pro e pre Os Prebióticos São utilizados, diferentemente de probióticos, para designar ingredientes alimentares não digeríveis que beneficiam o hospedeiro por estimular seletivamente o crescimento e/ou a atividade de um número limitado de espécies bacterianas no cólon, sendo capaz de alterar a microbiota intestinal para uma microbiota bacteriana saudável. São carboidratos complexos (considerados fibras), resistentes às ações das enzimas salivares e intestinais, não sendo digeridos e absorvidos no trato gastrintestinal e são fermentados por certas bactérias do cólon. Em consequência, estimulam o crescimento de bifidobactérias e lactobacilos, modificando favoravelmente a composição da microbiota intestinal e/ou estimulando a atividade metabólica destas bactérias. Os prebióticos alteram o trânsito intestinal, reduzindo metabólitos tóxicos, e previnem a diarreia e a obstipação intestinal. Os principais prebióticos são os frutooligossacarídeos (FOS) e a inulina. A eficácia clínica dos FOS vem sendo demonstrada em vários estudos. Os FOS estimulam seletivamente o crescimento de bactérias benéficas, inclusive Lactobacillus e Bifidobacterium, reduzindo as bactérias patogênicas, tais como Salmonella e Clostridium no trato gastrintestinal. A inulina, ao alcançar o cólon, mostra um efeito estimulante preferencial nos números de bifidobactérias. A combinação dos prebióticos com os probióticos forma os simbióticos, constituindo assim um fator multiplicativo no qual a ação é realizada com maior eficiência. Essa junção geralmente contém um componente prebiótico que favorece o efeito do probiótico associado. Entre os alimentos simbióticos pode-se exemplificar os que são compostos por: Bifidobactérias com galactooligossacarídeo e com frutooligossacarídeo e o Lactobacillus com lactitol. Os simbióticos podem melhorar a implantação e a sobrevivência de microrganismos ofertados, além de promover o equilíbrio dos microrganismos que compõem a microbiota, levando a efeitos benéficos para o organismo hospedeiro. Na medida em que os simbióticos melhoram o bolo fecal, há diminuição da absorção de glicose e aumento da eliminação de colesterol, ajudando a evitar doenças coronarianas. Os simbióticos também regeneram a mucosa intestinal, o que pode evitar a formação do câncer, e diminuir a incidência de infecções sistêmicas.

Veja mais em : http://www.robertofrancodoamaral.com.br/blog/alimentacao/importancia-dos-prebioticos-probioticos-e-simbioticos-na-disbiose-intestinal

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Dúvidas? Dra Juliana Crucinsky responde.

Algumas dúvidas que sempre surgem sobre Doença Celíaca e transtornos relacionados ao glúten!

A nutricionista Juliana Crucinsky responde!



Tentando resumir as principais dúvidas da semana (e de sempre) num único post, pra facilitar a pesquisa:
1) Para saber se tem DC é necessário fazer os exames (IgA total + IgA antitransglutaminase e endoscopia com biópsia de duodeno) ANTES de excluir o glúten! Comer 1 dia ou 2 antes do exame não serve pra nada.. só pra te fazer passal mal a toa.
2) Colonoscopia serve pra muita coisa, mas pra pesquisar DC não serve pra nada!
3) pessoas que estão há mais de 1mes sem glúten, precisam fazer o "desafio do glúten" ou seja, voltar a consumi-lo diariamente por pelo menos 2 meses.
4) alergia ao trigo/cereais é diferente de DC e pode matar por asfixia! Os exames são baseados nas IgEs para trigo e outros cereais, avaliados no sangue ou na pele.
5) Pessoas com alergia ao trigo não devem fazer o desafio do glúten sem estrita supervisão de um bom médico, pq os riscos de anafilaxia e sufocamento são grandes.
6) Exames negativos para DC e para alergia ao trigo + sintomas associados ao consumo destes alimentos indica que trata-se de SGNC!
7) Dermatite herpetiforme É doença celíaca, mesmo que os exames negativem e mesmo q não haja nenhum sintoma digestivo!
8) Para todos os casos acima, o tratamento é o mesmo: dieta sem glúten e sem contaminação por toda a vida!
9) Em tempo: "intolerância ao glúten" é um termo genérico q vem sendo usado (de forma incorreta) pra dizer que a pessoa tem algum problema com o glúten. Mas não é diagnóstico clínico, intolerância ao glúten não significa nada! Ou se tem doença celíaca ou alergia ao trigo ou ataxia do glúten ou sensibilidade ao glúten não celíaca.

Mais informações podem ver em sua página do facebook: https://www.facebook.com/NutricionistaJulianaCrucinsky/?fref=ts

domingo, 25 de setembro de 2016

Carta simples e objetiva que todo celíaco precisava.

Vejam que maravilha de carta que uma nutricionista de Lages - SC , escreveu para uma paciente Celíaca
Que sirva de exemplo para todas!

Para quebrar as barreiras do preconceito e a ignorância das pessoas, que não entendem nada de DC e contaminação cruzada e acham que sabem tudo, uma carta simples e objetiva, feita pela minha nutricionista que arrasou e deu um show de conhecimento em poucas linhas! 

Compartilhado do facebook: https://www.facebook.com/doencaceliaca/?fref=nf&pnref=story

                                                             Confissões de uma Celíaca







sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Revista da Proacel ! Maravilhosa!

Amei esta revista da Proacel
Para quem não sabe é um programa de orientação alimentar para celíacos. Esta revista foi premiada durante o Coine 2016.

Vejam : 


Em Power Point

https://www.joomag.com/en/newsstand/revista-proacel-n%C2%BA5-setembro-outubro/0768805001474036265?ref=ib


Se inscrevam que sempre terão uma revista nova atualizada para lerem!
Eu já me inscrevi! 

https://www.joomag.com/en/newsstand/revista-proacel-n%C2%BA5-setembro-outubro/0768805001474036265?ref=ib

Página Facebook: https://www.facebook.com/proacel.ufpa

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Produtos Mar&Mel sem glúten! Recomendo!

Apaixonada com os produtos e também com a motivação que levou a amiga Marijandy Soldeira a entrar neste ramo de negócios! 
Para quem não sabe quem tem qualquer doença associada ao glúten , dermatites e outras alergias não devem usar produtos com glúten.

Vejam seu depoimento:
Nunca consegui falar sobre a Mar&Mel Cosméticos sem antes explicar o porquê ela nasceu. E até hoje, uma das melhores formas que encontrei para fazer essa descrição foi contar para meu filho, Ian, a importância dele na criação dessa empresa...
As necessidades de um filho podem modificar a vida e os caminhos de uma mãe. Foi assim que aconteceu comigo. O julgamento das pessoas e a ignorância delas sobre um assunto nos fere ainda mais! As pessoas não entendem e não se empenham em querer entender quando o assunto envolve as alergias alimentares e as dermatites. Além de não respeitarem, muitas acabam dando alguma coisa para o seu filho que tem o componente alérgico, e diz: “É só uma bolacha, não vai fazer mal”, ou um sabonete ou shampoo, mas não sabem as reações e o mal que podem causar com isso. Eu sofri sozinha com esse desprezo, e ao contrário do que muitos pensam, os cuidados com a pele e com aquilo que se come é muito maior. E como é difícil isso! Olhar todos os rótulos, analisar se o componente que causa alergia está presente, fora que era muito difícil encontrar produtos livres desses componentes.
Porém, a pele do meu filho era o que chamava mais a minha atenção. Um banho gostosinho e relaxante se transformava em um momento de intenso sofrimento e frustração. Repetidamente umas bolinhas vermelhas que se transformavam em feridas apareciam na pele do corpo e na cabeça dele e coçavam muito e nada fazia aquilo desaparecer, uma tal de dermatite atópica associada a alergia alimentar.
A preocupação, o desespero e a angústia tomaram conta de mim. Uma procura insana por produtos que ajudassem a tirar esse sofrimento do meu filho começou em minha vida e para minha angústia nada resolvia. Visitamos vários médicos, trocamos de shampoos, condicionadores e cremes muitas vezes, fizemos produtos manipulados e nada...
Mas eu não poderia deixar isso me parar, eu precisava encontrar uma solução, precisava conseguir achar uma forma de acabar com esse sofrimento. E assim começou uma busca incessante por informações sobre isso.
E durante essa busca encontrei a inspiração e o conhecimento necessário para conseguir confeccionar produtos anti-alérgicos que levaram embora a vermelhidão, as coceiras e as feridas que deixavam meu filho tão angustiado.
No começo desse ano(2016) eu descobri que tenho intolerância a lactose e intolerância ao gluten não celíaca. Tenho os sintomas(gastrointestinais, dermatite, enxaqueca, prisão de ventre, etc) de uma pessoa que tem a doença celíaca então faço a dieta alimentar rigorosamente.
E percebendo a dificuldade com produtos cosméticos para mim também, resolvi confeccionar uma Linha de produtos antialérgicos e seguros para me ajudar e ajudar outras pessoas. Já estou usando e posso dizer que os resultados estão incríveis.... minha dermatite está indo embora. Essa Linha de produtos está em pré lançamento, se você se interessou entre em contato comigo via whatss 19-998912578 ou via inbox. Nossas outras linhas de produtos já estão disponíveis em nossa loja virtual :

www.maremelcosmeticos.com.br . Obrigada ❤

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Tirando suas dúvidas com a nutricionista Dra Juliana Crucinsky

Pra quem não conseguiu assistir ao vivo, o link do webinar sobre glúten já está disponível!
http://eadplus.com.br/…/webinar-gluten-por-que-tao-polemico/
Veja nesta entrevista o por quê de o glúten ser tão polêmico. Entenda melhor sobre o glúten e suas patologias envolvidas: doença celíaca, sensibilidade ao glúten não celiaca, alergia ao trigo.
EADPLUS.COM.BR

domingo, 31 de julho de 2016

Biologia da sensibilidade ao trigo




Pesquisadores de Columbia encontram explicações biológicas para sensibilidade ao trigo

Título original:
Columbia Researchers Find Biological Explanation for Wheat Sensitivity

Fragilidade da barreira intestinal, ativação do sistema imune podem explicar os sintomas de pessoas sem doença celíaca.

NEW YORK, NY (26 de Julho, 2016) -Um novo estudo pode explicar porque as pessoas que não têm a doença celíaca ou alergia ao trigo, no entanto, experimentam uma variedade de sintomas gastrointestinais e extra-intestinais após a ingestão de trigo e cereais relacionados. Os resultados sugerem que estes indivíduos possuem uma barreira intestinal enfraquecida, o que leva a uma resposta imunitária inflamatória em todo o organismo.

As conclusões do estudo, que foi conduzido por pesquisadores da Columbia University Medical Center (CUMC), foram relatados na revista Gut.

"Nosso estudo mostra que os sintomas relatados pelos indivíduos com esta condição não são fantasiosos, como algumas pessoas têm sugerido," disse o co-autor do estudo Peter H. Green, MD, Phyllis e Ivan Seidenberg, professores de Medicina na CUMC e diretores do centro de doença celíaca. "Isto demonstra que existe uma base biológica para estes sintomas em um número significativo destes pacientes."

A doença celíaca é uma doença auto-imune em que o sistema imunitário ataca erroneamente a camada que forra o intestino delgado após alguém - que é geneticamente susceptível à doença - ingerir glúten de trigo, centeio, ou cevada. Isto leva a uma variedade de sintomas gastrointestinais, incluindo a dor abdominal, diarreia, e inchaço.

Os pesquisadores têm se esforçado para determinar por que algumas pessoas, que não têm no sangue e nos tecido os característicos marcadores genéticos da doença celíaca, passam a ter experiência de sintomas gastrointestinais semelhantes ao celíacos, bem como certos sintomas extra-intestinais, tais como fadiga, dificuldades cognitivas, ou perturbação do humor, após a ingestão de alimentos que contêm trigo, centeio, ou cevada. Uma explicação para esta condição, conhecido como Sensibilidade Não Celíaca ao Trigo (em inglês: NCWS), é que a exposição aos grãos ofensivos de algum modo desencadeia a ativação imunitária sistêmica aguda, em vez de uma resposta imune intestinal estritamente localizada. Uma vez que não há biomarcadores para NCWS, números precisos para a sua prevalência não estão disponíveis, mas estima-se que afeta cerca de 1 por cento da população, ou cerca de 3 milhões de americanos, mais ou menos na mesma prevalência da doença celíaca.

No novo estudo, a equipe da CUMC examinou 80 indivíduos com essa sensibilidade NCWS, 40 indivíduos com doença celíaca e 40 controles saudáveis. Apesar da extensão de danos intestinais associados com a doença celíaca, os marcadores de sangue de ativação imunitária sistêmica inata não foram elevados no grupo de doença celíaca. Isto sugere que a resposta imune do intestino em pacientes com doença celíaca é capaz de neutralizar micróbios ou componentes microbianos que podem passar através da barreira intestinal danificada, impedindo assim uma resposta inflamatória sistêmica contra moléculas altamente imuno-estimuladoras.

Com o grupo NCWS isso foi marcadamente distinto. Eles não têm as células T citotóxicas intestinais vistas em pacientes com doença celíaca, apesar deles possuírem um marcador de danos celulares intestinais que são correlacionados com marcadores sorológicos de ativação imune sistêmica aguda. Os resultados sugerem que a ativação imunitária sistêmica identificada na NCWS está associada ao aumento da translocação de componentes microbianos e dietéticos a partir do intestino para a circulação, em parte devido a lesão da célula intestinal e do enfraquecimento da barreira intestinal.

"Um modelo de ativação imune sistêmica seria consistente com o início geralmente rápido dos sintomas relatados nas pessoas com sensibilidade ao trigo não-celíaca", disse o líder do estudo Armin Alaedini, PhD, professor assistente de medicina na Universidade de Columbia. Ele também tem cargo no Instituto de Nutrição Humana de Columbia (Institute of Human Nutrition ) e é um membro do Centro de Doença Celíaca Center (Celiac Disease Center).

Os pacientes NCWS que seguiram uma dieta que excluía trigo e cereais relacionados por seis meses foram capazes de normalizar os níveis de ativação imune e marcadores intestinais de dano celular, foi o que os pesquisadores também descobriram. Estas alterações foram associadas com melhora significativa em ambos os sintomas intestinais e não-intestinais, como relatado pelos pacientes em questionários detalhados.

Dr. Alaedini acrescentou: "Os dados sugerem que, no futuro, poderemos ser capazes de usar uma combinação de biomarcadores para identificar pacientes com sensibilidade não-celíaca ao trigo, e controlar a sua resposta ao tratamento."

O estudo envolveu uma colaboração internacional entre pesquisadores CUMC e da Universidade de Bolonha, na Itália. "Estes resultados mudam o paradigma em nosso reconhecimento e compreensão da sensibilidade ao trigo não-celíaca e provavelmente vai ter implicações importantes para o diagnóstico e tratamento", disse o co-autor Umberto Volta, MD, professor de medicina interna na Universidade de Bolonha. "Considerando o grande número de pessoas afetadas pela patologia e seu significativo impacto negativo para a saúde nos pacientes, esta é uma área importante de pesquisa que merece muito mais atenção e financiamento."

Em estudos futuros do quadro de NCWS, Dr. Alaedini e sua equipe tem plano de investigar os mecanismos responsáveis ​​pelo desencadeamento do dano intestinal e da violação da barreira epitelial e melhor caracterizar as respostas das células imunes.

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Sobre o estudo:

O estudo é intitulado, , “Intestinal cell damage and systemic immune activation in individuals reporting sensitivity to wheat in the absence of celiac disease.” Os outros contribuintes são Melanie Uhde (CUMC), Mary Ajamian (CUMC), Giacomo Caio (Universidade de Bolonha, Bolonha, Itália), Roberto de Giorgio (Universidade de Bolonha, Bolonha, Itália), Alyssa Indart (CUMC) e Elizabeth C. Verna (CUMC).

This study was supported by grants from the National Center for Advancing Translational Sciences, National Institutes of Health (UL1 TR000040), and the Stanley Medical Research Institute.

Os autores relatam que não há conflitos financeiros ou outros de interesse.

LINK DO ORIGINAL aqui
http://lipidofobia.blogspot.com.br/

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Um Pouco Sobre a História do Tratamento dos Celíacos

(Parte 1)

 Há muito tempo, todos as pessoas eram totalmente sem glúten e viviam tranquilamente. Até que um dia, o homem descobriu a agricultura e começou a se dedicar a plantação de trigo.

Anos se passaram, e cada vez mais o trigo recebe novas utilidades, como a leveza, textura, elasticidade e viscosidade na criação de pães, massas e outros produtos. E depois disso, o que aconteceu?A quase dois mil anos, Aretaus, notório médico da Capadócia, reportou o que seria o primeiro caso de doença celíaca, quando descreveu seu paciente com “koilakos”, “sofrimento no intestino”.

  • Em 1888, Samuel Gee, conhecido médico britânico, publicou a primeira descrição clínica sobre a doença celíaca, no qual ele a relatava como uma síndrome de mal-absorção causada através da ingestão de algum alimento ainda não identificado, e que pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, porém é mais apta de se desenvolver em crianças. Samuel Gee estava realmente correto na maior parte de seus pensamentos, entretanto, ele se equivocou ao acreditar em que a resposta para o tratamento fosse a ingestão de pães cortados em pedaços mais finos e tostados nas laterais.

  •  Em 1941, Willem-Karel Dicke, um pediatra holandês, se tornou o pioneiro da dieta sem glúten ao publicar um artigo sobre o assunto. Ele percebeu que o trigo era a adversidade que algumas pessoas estavam enfrentando, já que após a Segunda Guerra Mundial, a farinha de trigo foi reintroduzida na dieta dos habitantes, elevando o número de casos com DC (durante este período de guerra, o amido de batata era mais acessível do que a farinha de trigo).

    A banana foi a base da dieta sem glúten no início do tratamento dos celíacos (influenciado por Sidney Haas que a havia desenvolvido em 1920). Importante enfatizar que nessa época não havia o conceito do glúten. Assim, todas as comidas para o tratamento da DC continham banana, já que era o único alimento que eles estavam convictos em que o trigo não estava presente. Após meses de melhora, o paciente era introduzido a outras frutas, vegetais, leite, etc. Entretanto, Dr. Dicke acreditava que a doença celíaca podia ser superada. Por essa razão, quando o paciente se mostrava mais saudável, os médicos o liberavam da dieta restritiva. Dicke também se equivocou ao descrever a doença celíaca como um problema gastrointestinal e que se desenvolvia somente em crianças da Europa, de olhos cerúleos e cabelo loiros, e todas caucasianas.

    historia do gluten.jpg   sciart.eu

    Fontes:

    Fasano, Alessio, and Susie Flaherty. Gluten Freedom: The Nation’s Leading Expert Offers the Essential Guide to a Healthy, Gluten-free Lifestyle. New York: Wiley General Trade, n.d. Print.

    “Samuel Gee.” – Wikipédia, a Enciclopédia Livre. N.p., 14 July 2016. Web. 23 July 2016.

    Berge-Henegouwen, G. P Van. “Pioneer in the Gluten Free Diet: Willem-Karel Dicke 1905-1962, over 50 Years of Gluten Free Diet.”Gut. U.S. National Library of Medicine, Nov. 1993. Web. 23 July 2016.

 (Parte 2)

Anos após a descrição de Dr. Dicke relatando casos de doença celíaca (DC) que ocorreram somente em partes da Europa, cientistas começaram a se perguntar sobre esta distribuição peculiar e acreditar em algumas teorias com diversas falhas.

  • Em 1996, Dr. Carlo Catassi, renomado gastroenterologista, fez um estudo começando na Itália, mostrando que 1 em cada 184 pessoas em que foram colhidas amostras de sangue tinham a doença celíaca, e que a maioria daqueles assintomáticos (lembrando que alguns dos sintomas da doença celíaca podem ser diarreia, dor no abdômen, fadiga e fezes anormais), não eram diagnosticados caso o médico não fosse atrás da causa como o glúten. Com esses resultados, a pesquisa foi amplificada e outros países como Líbia, Egito, Norte da África, Índia e China apresentaram casos de pacientes desenvolvendo a DC.

    Foi possível ver o crescente de países com cada vez mais pessoas com a doença celíaca, já que tempos atrás suas dietas eram a base de alimentos naturalmente sem glúten, como por exemplo, o arroz presente na cultura chinesa, e que atualmente foi substituído por diversos outros alimentos industrializados contendo trigo, centeio, cevada, triticale (cereal híbrido resultado da mistura do trigo e centeio), etc.

  • Os Estados Unidos, estranhamente, não apresentavam casos de pessoas com a DC, sendo muito raro um paciente que a desenvolve-se. Assim, em 2004, Alessio Fasano, gastroenterologista muito conhecido por seu envolvimento na doença celíaca e autor do livro “Gluten Freedom“, realizou uma pesquisa envolvendo 13.000 pessoas, e os resultados foram inesperados. 1 em cada 133 pessoas nos EUA possuem a doença celíaca, semelhante aos números de outros países. 

    Fontes:

    Fasano, Alessio, and Susie Flaherty. Gluten Freedom: The Nation’s Leading Expert Offers the Essential Guide to a Healthy, Gluten-free Lifestyle. New York: Wiley General Trade, n.d. Print.

  • https://totalmentesemgluten.wordpress.com

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Doença celíaca - não é necessário ter atrofia das vilosidades para o diagnóstico

4/12/2013
Dra Vikki Petersen

Tradução: Raquel Benati

Palavras do Criador da Escala MARSH (de Classificação da Biópsia intestinal) 



Imagine ser o "pai" da escala de biópsia intestinal e ter sua opinião ignorada. Seria um pouco frustrante, para não mencionar o coração, quando o trabalho de toda a sua vida foi dedicado a ajudar as pessoas com doença celíaca e sensibilidade ao glúten .

Uma recente entrevista com o Dr. Michael Marsh, o fundador da Escala Marsh de Classificação da biópsia intestinal, revelou que ele está em total desacordo com a norma utilizada por gastroenterologistas para determinar se um paciente deve ser diagnosticado com doença celíaca e começar uma dieta livre de glúten.

Em uma discussão fascinante liderada pelo Dr. Thom O'Bryan, no Evento "the Gluten eSummit", o Dr. Marsh revelou que ele criou o seu sistema de classificação em 1982 e, em 1992, falou formalmente em uma conferência internacional, tornando-se bastante claro que não ser feita recomendação de uma dieta sem glúten para um paciente com exame de sangue positivo, mas com uma biópsia negativa, é uma situação médica que envolve questões legais. O que significa que o médico que se recusa a recomendar uma dieta sem glúten pode ser responsabilizado pelo paciente se ele mais tarde desenvolver deficiências nutricionais graves, osteoporose ou o câncer, para citar alguns dos muitos cenários negativos possíveis.

Dr. Marsh afirmou que ele já havia conhecido indivíduos na faixa dos 20 anos que eram celíacos, mas não tinham iniciado uma dieta livre de glúten e já, em sua tenra idade, tinham desenvolvido câncer.

Ele passou a citar o trabalho de outros pesquisadores:
• Dr. Kaukinen da Finlândia, que encontrou anticorpos (reações do sistema imunológico) ao glúten num total de sete anos antes de atrofia das vilosidades.

• Dr. Ludvigsson, que descobriu aumento da mortalidade naqueles que mostram inflamação intestinal, apesar de nenhuma mudança no revestimento intestinal (uma taxa de mortalidade que excedeu as pessoas com dano intestinal).

Todos estes investigadores provaram o que tradicionalmente, gastroenterologistas atuais parecem não admitir e que é o fato da espera da destruição completa do revestimento no intestino delgado para um diagnóstico de doença celíaca ser perigoso e imprudente para o paciente.


Será que o seu médico pode ter se equivocado com uma
 Interpretação defeituosa do seus testes de sorologia e biopsia?



Já lhe disseram que você não tem que parar de comer glúten, embora o resultado do exame de sangue tenha dito o contrário, porque o resultado de sua biópsia era normal ou não estava em Marsh 3 (ou seja, total atrofia das vilosidades)? Se assim for, o que foi dito estava equivocado. E isso foi afirmado pelo próprio  fundador da Escala de Marsh!

Dr. Marsh sente que todas as fases encontradas em uma biópsia devem ser levadas a sério. E ele recomenda um outro tipo de biópsia, especialmente se você já fez alguma. Sua pesquisa é na área de biópsias retais que requerem pouco ou nenhum tempo de licença no seu trabalho ou pausa das atividades diárias.


30% da população deve fazer dieta sem glúten

Quando perguntado qual o percentual da população que é classidicado nas fases "de risco" de Marsh 1, 2 ou 3, o Dr. Marsh declarou um total de 30%! 

1% tem Marsh 3, atrofia completa das vilosidades, mas 29%, em sua opinião, tem  Marsh 1 ou 2 (o que significa atrofia parcial) e, portanto, onde é necessário  seguir uma dieta livre de glúten.

O médico também colocou forte ênfase em destacar que a doença celíaca e sensibilidade ao glúten não é domínio único do intestino delgado, mas na verdade também são grandes doenças intestinais. Isso foi ótimo ouvir de uma fonte tão estimada, pois muitas vezes eu sou reprovada quando falo que temos um excelente sucesso no tratamento da doença de Crohn ou colite por, em grande parte, remoção do glúten da dieta do paciente. Disseram que tal tratamento "não faz sentido quando o glúten não afeta o intestino grosso, mas apenas o intestino delgado". Não sendo uma "pesquisadora", tudo que eu pude fazer foi manter nossa forma de tratamento e confiar na experiência clínica dos médicos aqui no HealthNow, e vemos excelentes resultados. É bom ter o apoio do Dr. Michael Marsh nessa área. Ele deixou bem claro que o glúten afeta o sistema imunológico mesentérico e que é encontradao no intestino - delgado e grosso.


É bom para beber cerveja? Sim?

Será que dieta sem glúten significa não beber cerveja? Você está pensando "é claro"! Eu também, no entanto, o Dr. Marsh sempre permitiu que seus pacientes celíacos bebam cerveja Inglesa. Apesar de ser quente na temperatura, a cerveja Inglesa é diferente da cerveja norte-americana? Eu realmente não tenho idéia, mas o Dr. Marsh foi bastante inflexível sobre o fato de que ele nunca viu quaisquer reações negativas em seus pacientes celíacos que bebem cerveja. Por favor, não pergunte a minha opinião sobre isto ainda - Eu vou ter que fazer alguma ponderação!

O seu teste de sangue é confiável?

Por fim, o Dr. Marsh falou fortemente contra o exame de sangue antitransglutaminase - tTG - outro "padrão ouro" de testes celíacos. Enquanto o teste é 97 a 99% sensível e específico dentro de um paciente que tem uma biópsia positiva escala Marsh 3, quando se trata de pessoas com atrofia parcial, o teste rapidamente recebe uma nota negativa em apenas 27 a 33% de precisão.

É por isso que eu utilizo o Lab Cyrex - Eu não tenho nenhuma ligação pessoal com este laboratório, eu só recomendo isso porque é o teste mais abrangente disponível atualmente. Dá dez vezes as informações de testes tradicionais e olha para múltiplas reações potenciais do sistema imunológico contra o glúten. Nós todos queremos a precisão e o diagnóstico precoce -  até o momento este é o melhor teste que eu conheço e é, portanto, o que nós usamos aqui na nossa nutrição clínica e departamento médico.

A linha inferior é que a doença celíaca e sensibilidade ao glúten estão matando as pessoas - e não as pessoas que conhecem e diligentemente seguem sua dieta, mas as pessoas que não sabem ou as pessoas que suspeitam mas são erroneamente orientadas pelo seu médico de que elas estão "bem", quando elas não estão.

Nós precisamos compartilhar esta informação !

Vamos espalhar a palavra! Mostre este post para o seu médico. Vamos começar um diálogo e, talvez, fazer algumas incursões no diagnóstico adequado e precoce dessas condições importantes.

Artigo original:
http://www.healthnowmedical.com/blog/2013/12/04/celiac-disease-villous-atrophy-isnt-required-for-diagnosis/

Dra Vikki Petersen, DC, CCN Founder of HealthNOW Medical Center Co-author of “The Gluten Effect” Author of the eBook: “Gluten Intolerance – What you don’t know may be killing you!” - See more at: http://www.healthnowmedical.com/blog/2013/12/04/celiac-disease-villous-atrophy-isnt-required-for-diagnosis/#sthash.fTZULu5v.dpuf

http://dietasemgluten.blogspot.com.br/2013/12/doenca-celiaca-ter-atrofia-das.html

quarta-feira, 6 de julho de 2016

EQUÍVOCOS NO DIAGNÓSTICO DA DOENÇA CELÍACA

Dr Hugo Werneck - Gastroenterologista-SP
página Facebook: Consultório/Doença Celíaca



A seguir eu vou enumerar e explicar algumas situações que dificultam ou induzem ao diagnóstico de forma equivocada. São dez situações que vou apresentar uma por vez para não alongar demais o texto.

Situação 1- Pacientes que iniciaram a dieta sem glúten antes de fazer os exames.

É uma situação bastante comum no consultório do gastroenterologista. O paciente inicia a restrição ao glúten por conselho de amigos ou porque leu em algum artigo que o glúten é a grande causa dos seus problemas. Infelizmente, isso dificulta muito o diagnóstico, pois após alguns meses não existe mais anticorpos circulantes (anti-transglutaminase e/ou anti-endomísio). A partir daí os resultados dos exames se tornam incertos e duvidosos. Neste caso, deve-se voltar à dieta livre (com glúten) por três meses para depois fazer os exames. Muitas pessoas se recusam a enfrentar esse desafio com receio de apresentarem problemas. Consequentemente, nunca saberemos se tais pacientes são celíacos de verdade.


Situação 2- “Rotular” um paciente como celíaco baseando-se apenas na melhora dos sintomas após a retirada do glúten da dieta.

O diagnóstico preciso depende da positividade dos exames sorológicos específicos (anticorpos anti-transglutaminase e/ou anti-endomísio) e da presença de atrofia da mucosa duodenal. A melhora clínica e laboratorial é apenas um dos aspectos da resposta à dieta sem glúten.

Situação 3- Coletar número insuficiente de biópsias da mucosa duodenal para estudo histológico.

Os congressos de consenso sobre doença celíaca já estabeleceram o número mínimo de quatro fragmentos de mucosa duodenal para análise microscópica. A razão para a coleta múltipla é o padrão nem sempre homogêneo do acometimento duodenal, podendo haver tecido normal intercalado com tecido comprometido.

Situação 4- Diagnosticar doença celíaca com base em alterações histológicas mínimas.

O que caracteriza a doença celíaca é a atrofia vilositária; portanto, classe 3 da classificação de Marsh-Oberhüber. A presença de linfocitose intraepitelial e/ou hiperplasia de criptas é insuficiente para fechar o diagnóstico.

Situação 5- Diagnosticar doença celíaca com base em achados histológicos (atrofia vilositária) com sorologia negativa.

Nesta situação o teste genético (HLA-DQ2 e HLA-DQ8) é obrigatório. Resultado negativo exclui o diagnóstico. Se positivo, a confirmação diagnóstica é feita após a normalização da mucosa depois de 12/24 meses de dieta sem glúten. Algumas condições, além da doença celíaca, podem causar atrofia da mucosa duodenal como a giardíase ou o uso de certos medicamentos como o olmesartan e o valsartan (para hipertesnsão arterial).

Situação 6- Descartar doença celíaca em pacientes extremamente sintomáticos que têm sorologia negativa, sem realizar biópsia duodenal.

Embora os testes sorológicos (anti-endomísio e anti-transglutaminase) sejam muito sensíveis (até 85%) para diagnosticar a doença, cerca de 2% dos pacientes celíacos são soronegativos. A probabilidade é pequena, mas pode acontecer.

Situação 7- Fazer o diagnóstico de doença celíaca com base apenas na positividade do HLA-DQ2 ou HLA-DQ8.

Embora a presença do HLA-DQ2 ou HLA-DQ8 seja um pré-requisito para a manifestação da doença celíaca, devemos lembrar que 30% da população em geral é portadora desses marcadores genéticos. De todos esses portadores apenas 3% vão desenvolver a doença.

Situação 8- Não incluir a dosagem de IgA total na investigação da doença celíaca.

Cerca de 7% dos pacientes com deficiência de IgA (IgA < 5mg/dl) têm doença celíaca, o que significa que a pesquisa de anticorpos anti-endomísio e anti-transglutaminase IgA será negativa (falso negativo). Neste caso, o diagnóstico poderá ser descartado de forma equivocada. Nos pacientes com deficiência de IgA, o teste sorológico deve ser feito com IgG (outro tipo de imunoglobulina).

Situação 9- Basear o diagnóstico de doença celíaca em testes obsoletos.

Está provado que os anticorpos anti-gliadina (IgA e IgG) têm menores especificidade e sensibilidade do que os anticorpos anti-endomísio e anti-transglutaminase. Por conta disso, o anticorpo anti-gliadina não é mais usado para o diagnóstico ou acompanhamento da doença celíaca.

Situação 10- Pedir exames de controle pouco tempo após iniciar a dieta sem glúten.

Não é exatamente um equívoco no diagnóstico, mas no acompanhamento da doença celíaca. Vale tanto para o exame sorológico como para a biópsia duodenal. Nós temos que dar um prazo para que desapareçam os anticorpos da circulação e para que a mucosa intestinal se recupere. Considero que seis meses é um prazo razoável para pesquisar os anticorpos. No caso da endoscopia, eu não a peço antes de dois anos. Cada paciente tem o seu tempo de reação, portanto, não adianta ter muita ansiedade para ver o resultado dos novos exames.

Consultório:  
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