quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cuidado com a diabetes!

Mais uma das doenças que podem ser causadas pela ingestão de glúten em celíacos!
Cuidado! Vamos fazer o regime alimentar ser levado mais a sério! Muita gente não dá tamanha importância ao assunto e estão correndo sério risco para a saúde!

Dieta Alimentar Para Diabéticos Este artigo foi escrito pelo blog Todaperfeita.com.br:
Diabetes é uma alteração do funcionamento do metabolismo de carboidratos (açúcares), proteínas e gorduras, que ocorre em conseqüência à diminuição da função ou da quantidade de insulina no organismo. A insulina é um hormônio fabricado pelo pâncreas, um órgão que fica dentro do abdômen, abaixo do estomago.
Mesmo assim, A dieta para pessoas que tenham diabetes é fácil, não precisa ser sem sabor nem sem tempero, ela deve ser feita sempre, mesmo quando se está tomando insulina. Nada justifica não fazê-la e ela é fundamental no tratamento de qualquer pessoa com diabete.
Conheça como deve ser feita  a dieta alimentar para diabéticos.Lembrando que é fundamental que a dieta seja seguida todos os dias, mesmo nas férias e finais de semanas.
- Coma pouca quantidade por vez e várias vezes por dia, tente manter um intervalo de 3 a 4 horas entre cada refeição.Não coma muito numa refeição, ficando depois várias horas sem comer.
- A pessoa com diabete principalmente se estiver usando insulina ,deve ter os horários de refeições o mais fixos possíveis, tentando não variar os tipos e quantidades de alimentos nos vários dias, por exemplo:
O almoço de hoje, deve ser o mais parecido possível com o de ontem e o de amanhã, etc.
Se for atrasar uma refeição principal (almoço ou jantar) coma alguma coisa mais leve, enquanto espera.
Se você não fizer isso, pode ter uma hipoglicemia. (queda dos níveis de glicose sanguineo).
- Pode-se comer qualquer tipo de fruta, não deve comer mais de uma fruta de cada vez, por isso deve-se evitar sucos de frutas concentrados (um copo de suco de laranja por exemplo contém 3 a 4 laranjas, e daí sua taxa de glicemia subirá muito, portanto não é bom tomá – lo).
- Os cereais ( arroz, feijão e mesmo massas) podem ser comidos em quantidade moderada, e devem ser sempre acompanhadas de verduras e legumes.Cereais integrais (arroz e trigo integral) são melhores, porém cereais refinados também podem ser consumidos.
- Pães e bolos salgados também podem ser consumidos, em pequenas quantidades.
- Evite gorduras! Principalmente se você estiver com excesso de peso ou tiver alterações de colesterol e triglicérides. Evite gorduras de origem animal. Queijos gordos (amarelos) devem ser evitados, é melhor comer queijo branco ou ricota e prestar atenção para não exagerar na quantidade.
- Use sempre margarina do tipo light ao invés de manteiga.
- Cozinhe e tempere alimentos com óleos vegetais ( milho, soja, girasol ou azeite.
- Prefira Carnes branca ( peixe e aves) às vermelhas, antes de preparar as aves retire a pele, para não aumentar o teor de colesterol do alimento.
Por Malanny Serejo /Fonte: walterminicucci.com.br




Uma sugestão de um livro muito bom!

A Cura do Diabetes pela Alimentação Viva

Epidemia no mundo inteiro, inclusive no Brasil, o diabetes é uma doença típica dos tempos modernos. Embora a predisposição genética seja um fator preponderante, o principal gatilho para o desenvolvimento da enfermidade é a alimentação desequilibrada, repleta de alimentos processados e junk food. "Você é o que você come", diz o ditado. Ou, como diz o doutor Gabriel Cousens, os alimentos que consumimos e a maneira como vivemos afetam diretamente a expressão de nossa carga genética, podendo "degradar nossa expressão fenotípica e desencadear o processo diabético ou melhorar nossa expressão fenotípica para prevenir e reverter a doença".

Muito importante! Osteoporose!


Osteoporose e doença celíaca - Dra Noadia Lobão
http://www.riosemgluten.com/Osteoporose_e_doencaceliaca_Noadia_Lobao.pdf
 Enviado pela acelbra do RJ.

Para os intolerantes e alérgicos as proteínas do leite!Novidade!



Leite de arroz em pó

junho 30, 2011
A novidade chega diretamente da Espanha. O leite de arroz em pó é produzido pela Amandín, fabricante especializada em bebidas funcionais e dietéticas, orgânicas, caldos e cremes vegetais.
O leite de arroz em pó é de alta digestibilidade e hipoalergênico, por isso é recomendado para pessoas com distúrbios gástricos, intolerantes à lactose, alérgicos às proteínas do leite de vaca assim como para pessoas com alergia à soja.
A bebida é rica em fibras e contém adição de cálcio, vitaminas A e D. “Acho que o leite de arroz em pó é muito prático para uso com crianças, pessoas que consomem como únicos usuários na familia e pessoas que viajam, pois evita desperdícios e perdas. Além disso, é possível levar seu leite sem preocupação de conservação”, comenta Andrea Rieck, proprietária da Diet Empório.
Você pode preparar o leite de arroz em pó com café, chocolate, batido com frutas ou utilizá-lo na preparação de molhos, cremes e sobremesas. Segundo a Diet Emporio, o produto tem sabor agradável, excelente solubilidade em água quente ou fria e tem boa textura após o preparo. Em preparações culinárias, é recomendado seu uso somente em receitas que pedem leite em pó, nunca no lugar do leite já preparado. Ele pode ser aquecido, porém não deve ser fervido.
sim o produto tem sabor agradável, excelente solubilidade em agua quente ou fria tem boa textura após o preparo.
Participe! Colabore com o conteúdo do Semlactose. Envie sugestões de temas para serem abordados, dicas sobre novos produtos sem lactose, etc. Para enviar a sua mensagem acesse nossa página de Contato.
Redação Semlactose
info@semlactose.com

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Benefícios da vitamina B


Alimentos Ricos em Vitamina B Este artigo foi escrito pelo blog Todaperfeita.com.br:
A vitamina B é um complexo de oito vitaminas. Elas são hidrossolúveis e possuem importante ação no metabolismo celular.As vitaminas do complexo B são responsáveis pela manutenção da saúde emocional e mental do ser humano. Ajudam a manter a saúde dos nervos, pele, olhos, cabelos, fígado e boca, assim como a tonicidade muscular do aparelho gastrintestinal.
As vitaminas do complexo B, dentre tantos benefícios, facilitam a digestão e absorção dos carboidratos, das proteínas e da gordura. No estômago, as vitaminas B estimularão a liberação e controlarão a ação do suco gástrico, ajudando na absorção e digestão dos nutrientes e, dessa forma, aumentarão a eficácia de sua dieta.
Anteriormente, pensavam-se que as vitaminas do complexo B eram um único tipo de vitamina. Posteriormente, pesquisas mostraram que, na verdade, são vitaminas quimicamente distintas, mas que coexistem nos mesmos alimentos. Onde, por exemplo, suplementos alimentares que contêm todas as oito vitaminas são habitualmente referidos como complexo B. O complexo B, são constituídos pelas seguintes vitaminas: B1, B2, B3, B5, B6, B7, B9, B12.
Conheça a lista dos principais alimentos ricos em vitaminas do complexo B:

B1: carne, fígado, sementes e farinha;
B2: carne, visceras, legumes e leite;´
B3: peixe, amendoim, tomate, carne, leite;
B5: batata doce, melaço, abacate, lentilha;
B6: carnes em geral, ovos e leguminosas;
B7: banana, carnes, rim, fígado;
B8: clara do ovo, fígado e levedura;
B9 (ácido fólico): germen de trigo, levedura, fígado, vegetais de folha escura;
B12: carne, fígado, leite e ovos.
Por Malanny Serejo / Fonte: belezaesaude.dae.com.br

Sensibilidade ao Glúten Vs. Doença Celíaca

Achei esta matéria muito importante !

Retirada do blog vidas sem gluten

Vidas Sem Glúten: Sensibilidade ao Glúten Vs. Doença Celíaca: "Quando comecei a pesquisar em 2008 sobre a Doença Celíaca em busca de um diagnóstico, encontrei num fórum americano para doentes celíacos i..."

Benefícios do Selênio



Benefícios do Selênio no Organismo Este artigo foi escrito pelo blog Todaperfeita.com.br:
Mineral com importante ação antioxidante, o Selênio ativa as defesas do nosso organismo, que auxiliam na prevenção de várias doenças, entre elas o câncer, diabete e tireóide. O selênio é essencial em muitos processos do corpo humano, estando presente em praticamente todas as células, especialmente nos rins, fígado e pâncreas.
O selênio está presente em muitos alimentos, como: nozes,mariscos, carnes, arroz integral, grãos, alho, castanha do pará, camarão, caranguejo, salmão, frango, carne suína, carne bovina, farinha de trigo integral e leite.
Um dos principais motivos para a deficiência de selênio é uma dieta pobre, baseada em alimentos industrializados e refinados. O refinamento dos alimentos causa perda significativa de selênio. Por exemplo, no pão integral a quantidade de selênio e duas vezes maior que no pão branco.
Quando a dieta é pobre e deficiente em selênio os sintomas percebidos são dores musculares, fadiga e fraqueza muscular, também podem ser observadas manchas brancas nas unhas.
Grãos são boas fontes de selênio, dependendo da concentração de selênio no solo e água onde crescem. A castanha do Pará, por exemplo, é considerada como uma das melhores fontes e o consumo diário de uma a duas unidades fornece todo o selênio necessário para o dia.
O selênio é um mineral que participa da formação de enzimas de ação antioxidante. Também melhora a utilização da vitamina E, importante na neutralização dos radicais livres. Assim atua retardando o processo de envelhecimento e prevenindo doenças cardiovasculares. Na deficiência de selênio é observada maior produção de substancias pró-inflamatórias por nosso corpo. Assim o sistema imunológico fica sobrecarregado e mais fraco. O uso de selênio tem papel no bom funcionamento do sistema imunológico, evitando gripes, infecções e viroses.
O consumo adequado de selênio, zinco e iodo está relacionado ao bom funcionamento da tireóide. Estudos mostram que a deficiência de selênio pode reduzir a conversão dos hormônios da tireóide, de T4 em T3, que é a forma mais ativa do hormônio. Além de pesquisas indicarem que a deficiência de selênio aumenta o risco do desenvolvimento de câncer de pulmão, próstata e ovários. Já o consumo adequado está relacionado à menor risco de câncer de intestino, próstata, ovário e leucemia.
O selênio também melhora o trabalho do fígado na eliminação de toxinas; ajudando na eliminação de metais pesados como mercúrio e cádmio que estão relacionados a doenças neurodegenerativas como Alzheimer.
Por Malanny Serejo /Fonte: Flávia Morais – Nutricionista da rede Mundo Verde

Benefícios da vitamina C


Alimentos Ricos em Vitamina C Este artigo foi escrito pelo blog Todaperfeita.com.br:
A vitamina C (também conhecida como ácido ascórbico) é uma das 13 principais vitaminas que fazem parte de um grupo de substâncias químicas complexas necessárias para o funcionamento adequado do organismo. É uma das vitaminas hidrossolúveis, o que significa que seu organismo usa o que necessita e elimina o excesso.
A vitamina C é encontrada em alimentos como frutas cítricas, tomates, morangos, pimentão-doce e brócolis. A melhor maneira de se obter a quantidade necessária é por meio de uma alimentação saudável e rica em vitamina C. Uma dieta rica em frutas e vegetais também pode ajudar a prevenir alguns tipos de câncer. Ela se tornou popular devido ao seu alto poder antioxidante, e grande potencial de oferecer proteção contra algumas doenças e contra os aspectos degenerativos do envelhecimento.

Conheça as Funções da vitamina c:
Fortalece os capilares sanguíneos.
É extremamente importante em tratamentos antialérgicos.
Ajuda a fortalecer o sistema imunológico.
É excelente na prevenção de gripes e infecções.
Atua no organismo como um poderoso antioxidante
Dá resistência aos ossos e dentes
Facilita a absorção de ferro pelo organismo
Atua no metabolismo de alguns aminoácidos, etc.
A carência da vitamina c, pode causar sérios problemas de saúde, dentre os quais estão o Escorbuto;Sangramento das gengivas; Anemia; Depressão e Hemorragias.
Principais alimentos fontes de vitamina c:
Abacaxi
Acerola
Agrião
Alface
Goiaba
Laranja
Limão
Kiwi
Pimentão
Rúcula
Alho
Cebola
Repolho
Espinafre
Caju
Morango

Por Malanny Serejo

terça-feira, 28 de junho de 2011

Prof. Fernando Lo Iacono: Azeite de Oliva

Prof. Fernando Lo Iacono: Azeite de Oliva: "Azeite de Oliva: A última notícia sobre o óleo extraído da oliva merece comemoração: ele evita o acúmulo da gordura visceral, passaporte..."

Benefícios da vitamina D


Alimentos Ricos em Vitamina D Este artigo foi escrito pelo blog Todaperfeita.com.br:
A vitamina D (ou calciferol) é uma vitamina que promove a absorção de cálcio (após a exposição à luz solar), essencial para o desenvolvimento normal dos ossos e dentes, atua também, como recentemente descoberto, no sistema imune, no coração, no cérebro e na secreção de insulina pelo pâncreas. É uma vitamina lipossolúvel obtida a partir do colesterol como precursor metabólico através da luz do sol, e de fontes dietéticas.
A vitamina D atua como um hormônio que mantém as concentrações de cálcio e fósforo no sangue através do aumento ou diminuição da absorção desses minerais no intestino delgado. A vitamina D também regula o metabolismo ósseo e a deposição de cálcio nos ossos.
A vitamina D também é muito importante para crianças, gestantes e mães que amamentam, por favorecer o crescimento e permitir a fixação de cálcio nos ossos e dentes. Além de ser importante na manutenção dos níveis do cálcio no sangue e na saúde dos ossos, a vitamina D tem um papel muito importante na maioria das funções metabólicas e também nas funções musculares, cardíacas e neurológicas. A deficiência da vitamina D pode ocasionar e aumentar a osteoporose em adultos e causar raquitismo, uma avitaminose, em crianças.

A vitamina D não é obtida apenas através dos alimentos, a exposição ao sol também desencadeia a produção de vitamina D na pele. Alguns alimentos também representam uma fonte desta vitamina. O óleo de fígado de bacalhau foi utilizado também como suplemento alimentar para evitar o raquitismo, sendo hoje em dia facilmente substituível por medicamentos contendo vitamina D, mas a vitamina D da luz solar continua a ser a mais recomendada.
Poucos alimentos são naturalmente concentradores de vitamina D, as fontes naturais mais ricas em vitamina D estão contidas principalmente nos óleos de fígado de peixe e nos peixes de água salgada, como as sardinhas, o arenque, o atum, o bagre, o salmão, a sarda e a cavalinha. Os ovos, a carne, o cogumelo, o leite e a manteiga também contêm vitamina D, mas em pequenas quantidades.

Por Malanny Serejo / foto : reprodução

Cuidado com a Asma!!


Estudo associa asma com maior risco de doença celíaca

Publicado por: brunam2 em: 28/02/2011
Pessoas com doença celíaca (que não podem comer alimentos com glúten) têm um risco 60% maior de ter asma. As duas doenças envolvem o sistema imunológico.
Quem tem asma também tem mais risco de receber um diagnóstico dedoença celíaca, segundo pesquisa publicada no “Journal of Allergy and Clinical Immunology”.
doença celíaca é causada por uma resposta imunológica anormal ao glúten, proteína encontrada no trigo e em outros cereais.
Para investigar a relação entre doença celíaca e asma, o médico Jonas Ludvigsson, do Instituto Karolinska, na Suécia, comparou mais de 28.000 suecos diagnosticados com o problema e mais 140 mil pessoas saudáveis.
Ele lembra que o estudo só mostra uma associação entre as duas doenças, e não uma relação de causa e efeito.

Fonte: Folha de S.Paulo

Notícia importante para autistas!!


Novo método de identificar o autismo tem 94% de precisão

Novo método de identificar o autismo tem 94% de precisão

Ainda que descrito pela medicina há mais de meio século, o autismo continua um grande enigma para a ciência, para os especialistas que lidam com a desordem e para as famílias que convivem com as vítimas do problema. O diagnóstico, baseado nas observações médicas e no relato de cuidadores, pode levar meses para ser confirmado. Invariavelmente, ele assusta. “A maioria esmagadora dos pais leva tempo para aceitar”, afirma a professora Adriana Alves. Ela conta que, depois de um ano peregrinando de consultório em consultório com o filho, a primeira sensação foi de desespero quando soube que o menino era autista. Até os 2 anos, o garoto era absolutamente indistinguível de outras crianças da mesma idade. Falava, brincava e se movimentava muito bem.

“De um dia para o outro, notamos os movimentos repetitivos. Fernandinho parou de falar, não se envolvia mais em brincadeiras e parecia não ouvir e entender ninguém. O diagnóstico foi feito quando ele já tinha 3 aninhos”, relata a mãe. De lá para cá, Adriana e o marido passaram a esmiuçar o assunto. Nem todas as respostas foram encontradas. “Imaginamos que a culpa era nossa, perguntávamos onde havíamos errado. Foi e continua sendo um enorme desafio”, diz o inspetor da Polícia Rodoviária Federal Fernando Cotta.

O autismo não é uma disfunção única, mas um espectro de problemas que variam em intensidade e tipos. O único consenso até o momento é que, quanto antes o diagnóstico for feito, melhor. Não existem ainda exames específicos que detectem o distúrbio. Pesquisadores da Universidade de Harvard, porém, deram um passo importante nesse sentido. Com colegas da Universidade de Utah, também nos Estados Unidos, estão desenvolvendo um teste de base biológica que lança mão da ressonância magnética para detectar o autismo de alta funcionalidade. Batizado de DTI6, o exame monitora o fluxo de água ao longo das fibras nervosas do cérebro para produzir um mapa detalhado dos circuitos cerebrais.

O professor de psiquiatria da Faculdade de Medicina de Harvard Nicholas Lange explica que a fiação do cérebro dos autistas é menos organizada nas áreas relacionadas a alguns aspectos do transtorno, incluindo deficit de linguagem, comportamento social e emoções. “Há também uma inversão da organização hemisférica. Estamos aprimorando o teste, mas ele poderá fornecer aspectos biológicos do cérebro que a ciência ainda não conseguiu detectar e que seriam importantíssimos para fechar o diagnóstico com objetividade e certeza”, avalia Lange, o principal pesquisador envolvido no estudo. Por enquanto, 30 pacientes autistas e 30 voluntários com desenvolvimento normal foram estudados. Todos do sexo masculino. “O teste identificou corretamente os autistas com precisão de 94%. Acredito que levaremos três anos para aprimorá-lo. Nossa intenção é combinar o DTI6 com as informações genéticas do paciente. Acredito que esse seja o caminho para fazê-lo promissor”, conclui.

Genoma
Um artigo publicado recentemente na revista científica Neuron também traz novidades. Pesquisadores do Cold Spring Harbor Laboratory, em Nova York, constataram que centenas de pequenas variações genéticas raras e espontâneas desempenham papel importante nos casos de autismo. A pesquisa confirma a hipótese de que muitas mutações não seriam hereditárias, mas se manifestariam apenas nos indivíduos afetados.

“Estudamos mais de mil famílias nas quais uma criança tem autismo e outra não. Conseguimos mostrar que os autistas nascem com uma predisposição quatro vezes maior de sofrer tais mutações em relação ao irmão que não desenvolveu o transtorno”, detalha o cientista Michael Ronemus, um dos autores do estudo. De acordo com ele, o trabalho mostra pela primeira vez que existem de 250 a 300 regiões do genoma humano nas quais variantes podem provocar uma das formas de autismo. “A identificação exata desses genes ajudará a direcionar melhor o tratamento”, avalia.

A psiquiatra infantil Rosa Horita explica que o diagnóstico clínico é possível no terceiro ano de vida. Antes disso, o cérebro da criança ainda está em uma fase intensa de desenvolvimento. No entanto, é comum que o veredicto médico venha somente na adolescência. Para a médica, a falta de conhecimento sobre as reais e diversas manifestações do espectro e a pouca informação posterga a diagnose.

Segundo a especialista, o autismo nem sequer é contemplado na grade curricular da maioria das faculdades de medicina no Brasil. “Muitos médicos ignoram o distúrbio. A sociedade continua encarando o autismo com preconceito ou simplesmente o entende da forma restrita com que é reproduzido no cinema, em livros ou em seriados de TV”, lamenta. O atraso no diagnóstico retarda também o início de terapias importantes para amenizar o transtorno. “O diagnóstico é subjetivo, mas há sinais claros. Crianças que não interagem, não compartilham emoções e descobertas, ligam-se mais a objetos do que a pessoas e que têm dificuldade no desenvolvimento da linguagem devem ser avaliadas”, afirma.

Amplo espectro
De maneira geral, as desordens do espectro autista englobam a incapacidade de se relacionar socialmente, problemas com a linguagem, com o comportamento e com o aprendizado em níveis muito variados. “Quanto mais cedo se identificam os sinais, maiores as chances de se intervir”, pondera a psiquiatra Rafaella Oliveira de Almeida. “O tratamento psiquiátrico, assim como o acompanhamento com fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos e psicólogos, é fundamental para proporcionar o mínimo de qualidade de vida ao autista e a sua família”, avalia.

O problema é que a atenção especializada é dispendiosa. Em Brasília, a única unidade pública voltada a esses pacientes perdeu espaço ao longo dos anos. Hoje, leva-se pelo menos seis meses para conseguir atendimento médico ou com terapeutas e fonoaudiólogos. “Perder tempo para uma criança autista significa abrir mão de se amenizar os danos causados pelo distúrbio”, observa Adriana Alves, presidente do Movimento Orgulho Autista do Brasil.

A aposentada Juarina Sales Bastos reforça as palavras da colega. Ela lembra que o filho foi diagnosticado quando já tinha 14 anos. “Eduardo fez 27 e tem síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo”, revela. A capacidade cognitiva e a linguagem do rapaz foram preservadas, mas ele apresenta diversas outras características de um autista severo. “Meu filho passou em dois vestibulares, mas não consegue acompanhar as aulas. Nenhuma instituição atende suas necessidades especiais. Ele foi vítima de preconceito várias vezes. Poderia ter sido pior se eu não tivesse bancado psicopedagogas, psicólogas e fonoaudiólogas”, acrescenta.


Fonte: Correio Braziliense

Retirado do blog O diário do jâo

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Doença Celíaca no Dr.House!!Adoro esta série!!



A série de televisão House mostra uma doença complexa e de difícil diagnóstico 


Em um dos capítulos da série House, que passa no canal Universal Channel, a equipe de diagnóstico médico recebe uma paciente grávida que apresenta delírios e alucinações causados pela pelagra (falta de vitamina B ou vitamina PP), além de outros sintomas. Como essa paciente foi alcoolista no passado, a suspeita é que o seu quadro possa estar ligado a essa patologia. Por fim, ela ganha o bebê e, em um dos seus quadros de alucinação, tenta asfixiá-lo, o que causa danos pulmonares ao recém nascido, que é tratado sem sucesso e vem a falecer. Na biopsia, descobre-se que o bebê tinha a doença de celíaca, o que o levou a não responder às medicações. Com essa descoberta, a equipe médica pôde diagnosticar a mãe, que também apresentava a doença de celíaca. Tal patologia, segundo a equipe, foi desencadeada pelo possível estresse que a mãe passou durante a gravidez.
Esse capítulo da série House revela uma patologia complexa e de difícil diagnóstico – a doença de celíaca (também conhecida como enteropatia glúten-induzida). Esta é caracterizada por uma susceptibilidade genética que causa uma inflamação das mucosas do intestino delgado pela ingestão do glúten (VIDAL et al., 2009). O glúten é uma proteína encontrada em muitos cereais (trigo, cevada, centeio, etc.).
A pessoa pode nascer com os sintomas da doença de celíaca, e o que muitas pessoas desconhecem, é que os sintomas dessa patologia podem aparecer em qualquer época da vida. A pessoa possui uma susceptibilidade genética à doença que é desencadeada por algum fator ambiental, ou seja, um “evento gatilho” (ANDERSON, 2008). Como no capítulo da série House, a paciente veio a desenvolver a patologia na gravidez, pelo possível estresse que tenha passado.
No entanto, vários outros fatores ambientais podem estar associados ao desencadeamento da doença de celíaca em adultos, tais como: o excesso de álcool, o fumo, a obesidade (HAINES et al., 2008) e infecções virais (PLOT e AMITAL, 2009), entre outros. Em crianças, o risco de nascer com essa patologia aumenta se um dos pais tem a doença de celíaca ou se a mãe é fumante (ROBERTS et al., 2009).
Sintomas
Os sintomas clássicos podem incluir (ANDERSON, 2008; ALEHAN et al., 2008; DE LIMA et al., 2008):
- diarréia crônica e/ou constipação intestinal;
- vômitos;
- perda de peso;
- falta de crescimento em crianças;
- falta de rendimento acadêmico;
- má-absorção de alimentos;
- distensão abdominal (barriga inchada);
- fadiga;
- dores de cabeça periódicas;
- diabetes;
- infertilidade;
- anemia e outras deficiências de vitaminas e minerais;
- infecções de repetição, como vulvovaginites em mulheres.
No entanto, em cada pessoa, os sintomas podem ser variados e, inclusive, podem não estar presentes os sintomas gastrintestinais. Aspectos que podem tornar o diagnóstico dessa patologia mais difícil.
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado a partir da história familiar e alimentar, do exame clínico e do exame sorológico do sangue. No entanto, é necessária a endoscopia digestiva para a biopsia do intestino delgado para um diagnóstico definitivo.
Segundo Anderson (2008), o exame sorológico pode dar negativo para aproximadamente 10% das pessoas com a doença de celíaca, vários fatores podem influenciar nos resultados, como as medicações utilizadas e uma dieta com baixa ingestão de glúten. O exame sorológico pode também dar falsos positivos. Tal exame deve ser realizado apenas como um complemento ao diagnóstico para evitar que pessoas sejam encaminhadas inutilmente para uma biópsia, que é um exame invasivo.
Portanto, apenas a biopsia do intestino delgado poderá comprovar o diagnóstico, evitando complicações futuras. Por exemplo, uma história familiar com pessoas com a doença de celíaca invalida um exame sorológico negativo, sendo necessária a realização da endoscopia com biópsia. O esquema a seguir exemplifica os procedimentos necessários para o diagnóstico dessa patologia.
Esquema de diagnóstico da doença de celíaca
   
Os danos a mucosa do intestino delgado desenvolvem-se paulatinamente, chegando a um ponto de completa atrofia das vilosidades (estruturas microscópicas que aumentam a absorção dos nutrientes) e danos às criptas (evaginações e invaginações que aumentam a absorção total dos nutrientes) intestinais conforme demonstrada na classificação a seguir de Marsh (1992).
Tabela 1
Classificação de Marsh para a doença de celíaca
Classificação
Histologia
IEL/100
Criptas
Vilosidades
Endoscopia
Mucosa normal
Marsh 0 normal
<25/100 EC
Normal
Normal
Normal
Enterite microscópica
Marsh 0 submicroscópico (Microenteropatia)
<25/100 EC
Normal
Normal
Normal
Marsh I
(Enterite linfócita)
>25/100 EC
Normal
Normal
Normal
Marsh II
(Estágio hiperplástico)
>25/100 EC
Hiperplástica
Normal
Normal
Enterite macroscópica
Marsh IIIa
>25/100 EC
Hiperplástica
Atrofia parcial
Anormal
Marsh IIIb
>25/100 EC
Hiperplástica
Atrofia subtotal
Anormal
Marsh IIIc
>25/100 EC
Hiperplástica
Atrofia total
Anormal
Marsh IV
<25/100 EC
Profundidade normal, com hipoplástica
Atrofia total
Anormal
Fonte: Rostami e Villanacci, 2009.
A classificação histológica da doença de celíaca foi revolucionada pela classificação de Marsh (1992), que passou a permitir que um diagnóstico mais preciso da biópsia intestinal.
Tratamento
O tratamento apropriado para a doença de celíaca é uma dieta livre de glúten. No Brasil, observa-se um avanço nas rotulagens dos alimentos que são obrigados a colocarem se o produto possui glúten.
Caso haja uma aderência adequada a uma dieta livre de glúten, parte dos sintomas da doença de celíaca pode ser revertida (ROSTAMI e VILLANACCI, 2009). No entanto, segundo Anderson (2008), a síndrome do intestino irritável pode não ser solucionada simplesmente pela supressão do glúten da dieta. Pois, essas pessoas passam a ingerir mais frutas e alimentos a base de leite e uma parcela delas apresentam também intolerância à frutose e/ou lactose.
Estudo de Lanzini et al. (no prelo), realizado com 465 adultos que aderiram a uma dieta livre de glúten, revelou que, após 16 meses de tratamento, 8% das pessoas apresentavam normalização histológica da mucosa intestinal; 70%, remissão parcial; 22%, não houve mudança; e 1%, tiveram deterioração dessa mucosa. Ademais, 83% com das pessoas com lesões permanentes apresentaram resultados negativos no teste sorológico. Os autores concluíram que a completa normalização do intestino delgado é rara em adultos.
Mesmo que uma completa normalização do intestino delgado possa não ser possível, o que dependerá também do nível de lesão das mucosas intestinais ao início do tratamento, uma dieta livre de glúten é importante para que boa parte dos sintomas possa ser revertida e que complicações futuras venham a ocorrer, como a osteoporose, a pelagra, a anemia profunda e até o óbito por desnutrição.
Referências
ALEHAN, F. et al. Increased risk for coeliac disease in paediatric patients with migraine. Cephalalgia, v. 28, n. 9, p. 945-949, set. 2008.
ANDERSON, R. P. Coeliac disease: current approach and future prospects. Internal Medicine Journal, v. 38, n. 10, p. 790-799, out. 2008.
DE LIMA, A. S. et al. Vulvovaginal gingival syndrome and coeliac disease. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, v. 22, n. 9, p. 1122-1123, set. 2008.
HAINES, M. L.; ANDERSON, R. P.; GIBSON, P. R. Systematic review: the evidence base for long-term management of coeliac disease. Alimentary Pharmacology & Therapeutics, v, 28, n. 9, p. 1042-1066, nov. 2008.
LANZINI, A. et al. Complete recovery of intestinal mucosa occurs very rarely in adult coeliac patients despite adherence to gluten free diet. Alimentary Pharmacology & Therapeutics, no prelo.
MARSH, M. N. Gluten, major histocompatibility complex, and the small intestine. A molecular and immunobiologic approach to the spectrum of gluten sensitivity (‘celiac sprue’). Gastroenterology, v.102, p. 330-354, 1992.
PLOT, L.; AMITAL, H. Infectious associations of Celiac disease. Autoimmunity Reviews, v. 8, n. 4, p. 316-319, fev. 2009.
ROBERTS, S. E. et al. Perinatal risk factors and coeliac disease in children and young adults: a record linkage study. Alimentary Pharmacology & Therapeutics, v. 29, n. 2, p. 222-231, jan. 2009.
ROSTAMI, K.; VILLANACCI, V. Microscopic enteritis: Novel prospect in coeliac disease clinical and immuno-histogenesis. Evolution in diagnostic and treatment strategies. Digestive and Liver Disease, v. 41, n. 4, p. 245-252, abr. 2009.
VIDAL, C. et al. Variants within protectin (CD59) and CD44 genes linked to an inherited haplotype in the family with coeliac disease. Tissue Antigens, v. 73, n. 3, p. 225-235, mar. 2009.  


Autor: Marli Appel - Equipe Sis.Saúde 
Fonte: Vide referências 

Benefícios da vitamina E



Como nós celíacos temos que ter uma alimentação mais reforçada e balanceada devido a esta intolerância,vou aos poucos postando os benefícios das vitaminas mais importantes ao nosso organismo.
Começamos pela vitamina E:


Alimentos Ricos em Vitamina E Este artigo foi escrito pelo blog Todaperfeita.com.br:
A vitamina E compreende oito compostos encontrados na natureza. Quatro deles são chamados tocoferóis e quatro são tocotrienóis, sendo identificados pelos prefixos a-, b-, g- e d. O alfa-tocoferol é o mais comum e o mais ativo, biologicamente falando, destas formas de ocorrência natural de vitamina E.
O papel principal da vitamina E é a proteção dos tecidos do corpo de reações que os danifiquem; as quais surgem a partir de muitos processos metabólicos normais e agentes tóxicos a que estamos expostos.
Especificamente, a vitamina E protege as membranas biológicas, a exemplo das encontradas nos nervos, músculos e sistema cardiovascular, alem de ajudar a prolongar a vida dos eritrócitos (glóbulos vermelhos) e ajuda o organismo a utilizar a vitamina A de forma otimizada.
A vitamina E tem sido utilizada com sucesso na terapia de doenças neuromusculares progressivas nas crianças com disfunções hepáticas ou biliares e em várias de doenças que afetam os bebês prematuros, tais como a anemia hemolítica, hemorragia intraventricular e fibroplasia retrolenticular, a qual pode provocar a cegueira.
Baixos níveis plasmáticos de vitamina E têm sido associados com diversos tipos de doenças sanguíneas genéticas, incluindo a anemia falciforme, talassemia e deficiência G6PD (uma enzima envolvida no desdobramento dos açúcares).
A vitamina E, mesmo se consumida em altas doses, não é considerada maléfica ao organismo humano, contudo, se ingerida em excesso, pode competir na absorção e reduzir a disponibilidade das outras vitaminas lipossolúveis, além da absorção do ferro dos alimentos, e, assim, colaborar para o desencadeamento de anemias.
Dentre os alimentos ricos em vitamina E, estão os óleos vegetais (amendoim, soja, palma, milho, cártamo, girassol, etc.) e o gérmen de trigo, que são as fontes mais importante de vitamina E. Fontes secundárias são as nozes, a sementes, grãos inteiros, e os vegetais de folhas verdes. Alguns alimentos básicos, como o leite e os ovos, também contêm pequenas quantidades da vitamina.

Por Malanny Serejo / foto: reprodução

A história de uma atleta Celíaca!!


A Vida sem Glúten de uma Atleta Olímpica: a história de Amy Begley, celíaca

amy_begley_celebridade_celiaca_glutenA Amy Begley é uma das melhores maratonistas dos Estados Unidos, e em 2008 participou das Olimpíadas em Beijing, na China. Uma fonte de inspiração para muitos, a Amy foi diagnosticada com a doença celíaca em 2006, e conversou conosco sobre sua vida sem glúten, e sobre como a doença, seus sintomas e demora no diagnóstico (10 anos) influenciaram sua vida como atleta. Nas linhas que seguem, a Amy nos mostra que com tenacidade e determinação, tudo é possível!
VidaSemGlutenESemAlergiasQue idade você tinha quando recebeu o diagnóstico da doença celíaca?
Amy. Eu tinha 28 anos quando me diagnosticaram.
VidaSemGlutenESemAlergiasQuais os sintomas que levaram ao diagnóstico?
Amy. Eu comecei a ter sintomas quando eu tinha 18 anos. Eu tinha muito dor de estômago, gases, inchaço e dores quando eu corria. Os médicos primeiro acharam que era intolerância a lactose, e eu removi o leite da dieta. Os sintomas então se tornaram um pouco menos severos, mas continuaram. Eu cheguei a um ponto em que eu não podia comer durante umas 6 horas antes de correr. Daí então surgiram outros problemas, nesta ordem: hipotireoidismo, anemia, desidratação durante as corridas, amenorréia, fraturas e osteopenia. Eu também tinha diarréia diversas vezes durante o dia, não podia correr por mais do que 30 minutos sem ter que parar para ir ao banheiro.
VidaSemGlutenESemAlergias. Então foram 10 anos até o diagnóstico, não?
Amy. Isso mesmo, eu tive sintomas por 10 anos antes de saber que era celíaca. Em parte foi culpa minha, porque que eu me mudei muitas vezes e não tive um médico fixo. Cada vez que ia aos médicos com uma nova queixa eles tratavam aquele sintoma específico sem ter uma visão geral da causa, mesmo eu levando o meu histórico médico em todas as consultas. Mas o diagnóstico da osteopenia foi o que realmente me fez buscar uma resposta para os meus problemas. Eu não deveria ter osteopenia aos 26 anos! No final, eu já não aguentava mais. Se já era difícil viver com todos aqueles sintomas, correr então nem se fala.
VidaSemGlutenESemAlergias. Como a adoção da dieta sem gluten, após o diagnóstico, afetou o teu treinamento e performance?
Amy. O inchaço e a dor desaparecem em três semanas. E eu já não estava mais desidratando durante as corridas. Meus níveis de ferro também começaram a melhorar. Eu podia correr por mais tempo sem ter que parar para ir ao banheiro e sem as diarréias constantes.
VidaSemGlutenESemAlergias. Você conhece outros atletas celíacos?
Amy. Sim, conheço tanto outros atletas que tem intolerância ao glúten como atletas que são celíacos diagnosticados.
Vida sem Gluten Amy BegleyVidaSemGlutenESemAlergias. Como você fez para seguir a dieta sem glúten nas Olimpíadas, em Beijing?
Amy. Eu pesquisei bastante as opções que ia ter em Beijing antes de viajar, e contatei os responsáveis pela alimentação na Vila Olímpica para saber quais seriam as alternativas sem glúten. Eu também levei comida pronta sem glúten, que podia ser feita sem muito trabalho. Os chefs do acampamento americano também levaram algumas comidas sem glúten para mim. Já lá em Beijing, o que eu fazia era ligar para os chefs do acampamento americano cerca de uma hora antes da hora de comer, assim eles podiam preparar um prato especial sem glúten para mim. O acampamento americano ficava a cerca de 20 minutos de ônibus da Vila Olímpica, onde eu estava, mas a viagem valia a pena, porque me disseram que a comida na Vila Olímpica que supostamente não deveria conter glúten na verdade não era segura, pois não era preparada separadamente. Então eu não quis arriscar.
Quando eu viajo e não tenho muita certeza se terei opções sem glúten para comer o que eu faço é levar a minha própria comida. Geralmente levo alguns pacotes de cereais sem gluten, arroz de saquinho, frango ou salmão enlatado, biscoitos de arroz e barrinhas de soja. O leite de soja, frutas e iogurte eu geralmente consigo nos cafés das cidades para onde vou. Já os aeroportos são os piores lugares para eu comer, e as viagens longas de avião são terríveis. Eles não conseguem deixar de colocar croutons em todas as saladas e granola nos iogurtes. E nas viagens realmente longas, como para Europa, eu levo coisas do tipo macarrão de arroz e sopas que podem ser esquentadas no avião.
VidaSemGlutenESemAlergias. O que você geralmente come durante os períodos de treinamento intensivo?
Amy. Em um dia típico de treinamento intenso:
  • Café da manhã: banana, barrinha de soja, barrinha de cereais sem glúten e Gatorade
  • Após o treino: Endurox R4
  • Almoço: maçã, macarrão de arroz ao molho curry, ou vegetais, ou tacos/tamales mexicanos
  • Lanche: iogurte
  • Jantar: salada, macarrão sem gluten com alguma carne, molho e vegetais
  • Lanche da Noite: uma fruta ou pedaço de chocolate
Já em um dia típico quando não estou treinando:
  • Café da manhã: (1) algum cereal sem glúten (cinnamon chex, mesa sunrise, ou koala crisp), leite de soja, e banana com manteiga de amêndoas OU: (2) aveia sem glúten com leite de soja, manteiga de amêndoas, bananas ou frutas.
  • Lanche: iogurte
  • Almoço: alguma fruta, sopa e restos do dia anterior
  • Jantar: uma carne grelhada (salmão, bisão, frango), batata doce com canela, salada ou vegetais
Amy Begley, Vida sem GlutenVidaSemGlutenESemAlergias. A sua família e amigos te ajudam a seguir a dieta?
Amy. Meu marido também segue a dieta sem glúten para que nossa cozinha não seja contaminada. Mas eu levo alguns petiscos para ele de vez em quando, e ele também pede coisas do tipo pão e massas quando a gente come fora. Já meus amigos estão sempre experimentando novos restaurantes com opções sem glúten junto comigo. E minha família me ajuda demais. Sempre me contam sobre novos produtos que encontram. Minha mãe é minha porta-voz nos restaurantes quando a gente come fora.
VidaSemGlutenESemAlergias. Qual a comida (com glúten) que você sente mais falta?
Amy. Pão macio para fazer sanduíches, o pão sem gluten ainda é muito pesado e se desfaz com facilidade. Eu também sentia saudade de alguns biscoitos, mas as versões sem glúten agora já estão muito boas.
VidaSemGlutenESemAlergias. Qual conselho você daria a atletas (ou aqueles que querem se tornar atletas) que acabaram de ser diagnosticados como celíacos?
Amy. O diagnóstico é realmente uma benção, porque ele permite que você passe a se alimentar com a comida que faz bem ao seu corpo. Você pode atingir qualquer objetivo atlético ao qual você se propõe se você o fizer com dedicação. Você precisa se certificar que está comendo a quantidade suficiente de frutas, vegetais, proteínas e carboidratos. Boas opções magras de proteína incluem frango, nozes, feijões e peixe. E ótimas opções de carboidratos incluem batata doce, batatas no geral, milho, arroz integral, mandioquinha e as massas sem glúten disponíveis. Tudo é possível!
Agradecemos à Amy pela gentileza na concessão da entrevista e pelo envio das fotos. Para mais informações sobre a Amy, visite o website dela (em inglês):
--www.vidasemglutenealergias.com