quarta-feira, 28 de maio de 2014

Artrite , Artrose e Doença Celíaca


Glúten e Osteoartrite

| Por Dana Severson


Glúten e Osteoartrite
Glúten pode piorar os sintomas associados à osteoartrite. Photo CreditJupiterimages / Photos.com / Getty Images

A osteoartrite é uma doença articular degenerativa que provoca uma deterioração gradual da cartilagem nas articulações. É na maioria das muitas vezes afeta os quadris, joelhos, parte inferior das costas, pescoço e as mãos, mudando a maneira como os ossos deslizar sobre um ao outro.Embora não haja cura para esta doença, o tratamento pode muitas vezes melhorar os seus sintomas. A maioria dos tratamentos envolve algum nível de intervenção médica, mas algumas pessoas estão se voltando para formas mais alternativas e complementares de medicamentos para melhor controlar a dor. Uma opção potencial envolve a dieta, especialmente quando se trata de glúten.

Glúten

O glúten é uma proteína encontrada em cereais, nomeadamente trigo, cevada, centeio e aveia. A maioria das questões que envolvem o glúten envolvem a doença celíaca, uma condição que danifica as paredes intestinais, como resultado de uma resposta imunológica anormal a comer glúten. Toda vez que você comer alimentos que contenham essas proteínas, o sistema imunológico reage ao danificar o revestimento do seu intestino delgado. Ao longo do tempo, este dano pode prevenir a absorção de nutrientes.

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Genética

Dr. Mark Hyman, editor-chefe de Terapias Alternativas em Saúde e Medicina, explica que cerca de 30 por cento das pessoas têm um gene que predispõe ao glúten sensibilidade. Isto é diferente do que a doença celíaca, que afecta cerca de 1 por cento da população. A sensibilidade ao glúten pode causar inflamação generalizada no organismo. Para as pessoas com osteoartrite, a reação inflamatória pode ser problemática, levando a um flare-up dos sintomas associados a esta condição. No entanto, mais estudos são necessários para determinar se ou não uma intolerância ao glúten é um mecanismo efetivo para a osteoartrose. As alergias alimentares, como o glúten, são mais de modo ligado para artrite reumatóide, em oposição a outras formas de doença.

Os sintomas

O sintoma mais comum associada com a osteoartrite é a dor. Esta dor é muitas vezes sentida no seu pior quando se deslocam a articulação afetada, mas pode demorar até mesmo depois que você está em repouso.Junto com a dor, você também pode sofrer rigidez, perda de flexibilidade, sensibilidade e uma sensação de ralar cada vez que você usar a articulação.

Tratamento

Ao usar a dieta para controlar a osteoartrite, a maioria dos profissionais médicos recomendam uma sequência que promove o controle de peso, em vez de uma que é livre de glúten. O excesso de peso pode aumentar o estresse e tensão colocada sobre as articulações que suportam peso, podendo agravar a condição. Limitar o tamanho das porções e incorporando alimentos mais saudáveis ​​em sua dieta, como frutas, legumes, carnes magras e laticínios de baixo teor de gordura, pode ajudar.
http://www.livestrong.com/article/475306-gluten-osteoarthritis/
Leia mais em http://www.chiro.org/nutrition/FULL/Celiac_Disease_and_Neurological_
http://www.diabetesnet.com/about-diabetes/diabetes-complications/celiac-disease

terça-feira, 27 de maio de 2014

Sinovite e doença celíaca

O que é Sinovite?

Sinovite é uma doença articular caracterizada pela inflamação da membrana sinovial, tecido que reveste as articulações. Quando associada a inflamação dotendão passa a se chamar tenossinovite.

Causa

A inflamação da membrana sinovial costuma estar associada com artrite reumatoideartrite juvenil, [[lúpus] e na psoríase. Também pode ser associada afebre reumáticatuberculosetrauma físico ou gota.1

Sintomas

Assim como outras inflamações é caracterizada por dor, vermelhidão, calor e inchaço no local. É um sintoma de artrite reumatoidegota ou lupus2
Sinovite sub-clínica pode ser detectada por ressonância magnética (MRI). Sinovites crônicas podem resultar em degeneração da articulação.

Tratamento

É tratada com anti-inflamatórios e analgésicos em forma de pomada ou comprimido.1 Também pode ser tratada com injeção corticosteroide no local da inflamação.

Referências


Tradução google:
Por Ester Benati

Clin Exp Rheumatol. 2.014 Jan-Feb; 32 (1) :137-42. Epub 2014 20 de janeiro.

Sinovite subclínica detectada por ultra-som em crianças afetadas pela doença celíaca: uma manifestação freqüente melhorado por uma dieta livre de glúten.

Informações sobre o autor

  • 1 Unidade de Reumatologia, Dipartimento di Medicina Interna e Specialità Mediche, Sapienza Università di Roma, Roma, Itália. annamaria.iagnocco @ uniroma1.it.

Abstrato

OBJETIVOS:

A doença celíaca (CD) é uma doença auto-imune crónica do intestino delgado causada pela ingestão de glúten, em que podem ocorrer manifestações musculoesqueléticas. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência ea severidade de envolvimento articular em pacientes pediátricos com CD usando o ultra-som músculo-esquelético (EUA).

MÉTODOS:

Pacientes pediátricos CD consecutivos foram registrados e foram submetidos à avaliação dos EUA a nível de joelhos, quadris e tornozelos. A presença de derrame articular (JE), hipertrofia sinovial, sinal Doppler e lesões danos estruturais (irregularidades ósseas e erosões) foi registrado. Anormalidades inflamatórias foram pontuados em uma escala semi-quantitativa (0-3), e lesões estruturais danos em uma escala dicotômica (0-1).

RESULTADOS:

Setenta e quatro crianças de CD (idade média: 7,6 anos; intervalo: 1-14,2; M / F 24/50) foram registrados.Trinta e oito estavam em uma dieta contendo glúten (GCD) e 36 em uma dieta livre de glúten (GFD). EUA mostrou a presença de anormalidades em 23 pacientes em geral (31,1%); JE foi a mudança mais freqüentemente observada (23/23).Anormalidades nos EUA foram observadas em 19 pacientes (50,0%) do grupo em MDC e 4 do grupo de GFD (11,1%, p = 0,007). Curiosamente, 12/23 (52,2%) pacientes com alterações US-detectados eram assintomáticos.

CONCLUSÕES:

Este é o primeiro estudo realizado nos EUA demonstrando envolvimento articular em crianças com CD. JE, a manifestação mais freqüente, esteve presente também em pacientes assintomáticos e foi reduzida naqueles em GFD. Estes resultados podem indicar que, também a nível articular, uma resposta inflamatória representada pela aparência de JE pode ser induzido por exposição ao glúten.
PMID: 
24447910 
[PubMed - no processo]

LinkOut - mais recursos

Fontes de texto completo

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Proteção Jurídica do celíaco

SER RECONHECIDO É... CONHECER A NECESSIDADE DE POLÍTICAS PÚBLICAS EM PROL DO CONSUMIDOR CELÍACO.
A proteção jurídica do celíaco remete às normas que regulam a produção e a circulação de bens, serviços e consumo, assim a ação do Estado, na função de produtor de normas para promoção da defesa do consumidor e agente fiscalizador e regulador da atividade econômica
Cartilha produzida pela Dra. Cléa Mara Coutinho

Veja abaixo o link direto para visualizar a cartilha.

http://www.fenacelbra.com.br/arquivos/cartilha_celiaco_protecao_juridica.pdf


sábado, 17 de maio de 2014

Como lidar com as crianças celíacas!

Doença celíaca: entenda o que é e como lidar com as crianças que têm o problema

Intolerância permanente ao glúten exige restrições alimentares

Por Luiza Tenente | com Flávia Helena - atualizada em 16/05/2014 14h52

Criança; comer; vegetais (Foto: Thinkstock)
Pipoca, pão, macarrão, bolacha... Em geral, as crianças costumam gostar de comer esses alimentos, certo? No entanto, um estudo da Universidade Federal de São Paulo, de 2007, mostrou que 1 a cada 214 brasileiros não reagem bem a esse cardápio. Eles têm a chamada doença celíaca - uma intolerância definitiva ao glúten, proteína presente no trigo, centeio e cevada.
Para entender o que ocorre no organismo dessa parcela da população, é importante saber como funciona o intestino delgado. As paredes do órgão possuem vilosidades – como se fosse uma fileira de dedos de luva. Quando o alimento passa por ali, esses relevos se encarregam de absorver os nutrientes. Pois então: se o organismo é intolerante ao glúten, as vilosidades do intestino diminuem de tamanho com a ingestão da proteína. E o que ocorre? O corpo não conseguirá absorver os nutrientes como antes.
Por isso, a criança que possui os sintomas clássicos da doença celíaca pode apresentarbaixa estatura para a idade, reduzido ganho de peso, além de reações como diarreia, barriga distendida, anemia e vômito. Alguns quadros, chamados de não-clássicos, são monossintomáticos: o paciente apresenta um desses sinais, isoladamente. Pode só ficar com o intestino preso ou só apresentar baixo ganho de peso, por exemplo. Em geral, o celíaco apresenta os primeiros sinais de intolerância ao glúten assim que começa a ingerir alimentos sólidos com a proteína – o que acontece entre 1 e 3 anos de idade.

Como os sintomas da doença não são exclusivos a ela, é necessário investigar mais a fundo para fechar o diagnóstico. A dona de casa Erivane Moreno, mãe de Amanda, consultou mais de 40 pediatras até descobrir que a menina, hoje com 7 anos, tinha intolerância permanente ao glúten. Desde bebê, ela ficava com a barriga inchada e chorava durante a noite inteira com dor na região. A mãe, preocupada, procurou especialistas quando Amanda completou 1 ano e 3 meses. Somente aos 2 anos e meio é que o diagnóstico foi confirmado. Na época, ela pesava o equivalente a uma criança de 1 ano.
Diagnóstico


O que fazer se o seu filho se encaixar nesse quadro? O primeiro passo é consultar o pediatra, que avaliará o estado geral da criança. É importante que ele levante a hipótese da doença celíaca e inicie uma investigação. Primeiramente, é pedido um exame de sangue para detectar a presença de determinados anticorpos -  mas também não é suficiente para detectar a doença. Caso dê positivo, o especialista pedirá uma biópsia do intestino delgado: por meio de colonoscopia ou endoscopia, uma pequena parte do órgão é coletada para que se descubra se as vilosidades estão com tamanho reduzido. Foi o resultado desse exame que confirmou o diagnóstico de Amanda. No caso dela, esses relevos do intestino delgado já estavam atrofiados – não absorviam mais nenhum nutriente proveniente da alimentação.
Para que o teste seja eficaz na confirmação da doença celíaca, preste atenção às orientações do médico. “Alguns pais, diante da possibilidade de o filho ser celíaco, cortam o glúten da dieta da criança antes de fazer os exames. Mas isso não deve ser feito: os resultados dos testes serão comprometidos”, explica Jocemara Gurmini, gastroenterologista pediátrica e nutróloga do Hospital Pequeno Príncipe (PR).  Um dos fatores que causam a doença é genético. Se os parentes diretos da criança (pai e mãe) são celíacos, é importante informar o pediatra já nas primeiras consultas.
Adaptações


Caso os exames confirmem o diagnóstico, a criança precisará seguir uma dieta totalmente livre de glúten. A lei federal 10.674, de 2003, obriga que a indústria alimentícia informe, no rótulo dos produtos, se eles “contêm glúten” ou “não contêm glúten”. Mas fique atento: pães caseiros, por exemplo, exigem que você se certifique dos ingredientes que foram usados. “Há quem acredite que o glúten desaparece quando o alimento é assado. Isso não é verdade. Se há a proteína, não importa o processo de feitura do prato – ele não pode ser consumido pelos celíacos”, alerta Felipe Lora, pediatra e endocrinologista do Hospital Infantil Sabará (SP). Também é importante saber que os talheres podem estar contaminados. Se a família inteira usou a faca para passar manteiga no pão, algumas migalhas ficam grudadas na louça. Por isso, separe peças, como garfos e colheres, para o uso exclusivo da criança que tem a doença.

Erivane conta que parou de trabalhar para dedicar-se à filha e preparar um cardápio especial. “Cozinho tudo em casa. Até existem lojas que vendem produtos sem glúten, mas um pacote de bolacha custa de R$ 10 a R$ 20”, conta. Mesmo quando o rótulo tem a notificação de que não contém a proteína, ela prefere ligar para a empresa alimentícia e confirmar se usam o mesmo maquinário para preparar comida com e sem glúten – se for usada uma só esteira no momento de embalar os produtos, pode haver contaminação. Para driblar as dificuldades, Erivane elaborou receitas com fécula de batata, farinha de arroz e polvilho azedo e doce. Quando Amanda fica com vontade de alguma guloseima “proibida”, a mãe já corre para a cozinha e adapta os ingredientes. Para divulgar essas receitas sem glúten e ajudar outras famílias, Erivane criou o blog O Universo da Criança Celíaca . Lá, ela ensina receitas para fazer nuggets, pão de hambúrguer e enroladinho de chocolate, por exemplo.

E se a criança for a uma festa de aniversário sem os pais? Explique que determinados alimentos fazem mal a ela e não podem ser ingeridos. Contar a verdade faz com que ela compreenda a situação e entenda que precisa prestar atenção ao que come. Erivane dá uma dica: prepara minibolos, que ficam congelados no freezer, coxinha, risoles, pizza e todo o cardápio de festa com massa de mandioca, que não contém glúten. No próximo fim de semana, Amanda irá a uma comemoração com todos esses lanchinhos em uma mala térmica. “Faço tudo isso para ela não ter perda social”, diz Erivane. Na hora de viajar, é sempre bom verificar se o hotel oferece opções sem a proteína.

É claro que essas restrições alimentares podem frustrar a criança. “Algumas vezes , a Amanda chorou, dizendo que não queria ser celíaca. Acabou ficando adulta muito rápido”, conta Erivane. Mas, aos poucos, a criança se adaptará à doença. “Ela mesma olha no rótulo das balas que ganha das amiguinhas, para saber se têm glúten.” Apesar de não ser fácil, o apoio da família fará toda a diferença.

Abaixo, confira uma receita salgada e outra doce sem a proteína, da chef funcional Lidiane Barbosa:
Bisnaguinhas sem glúten (Foto: Divulgação)
Bisnaguinhas
Ingredientes :
180 g de farinha de arroz
80 g de fécula de batata
40 g de polvilho doce
5 g de fermento em pó biológico
40 g de mel ou melado
5 g de sal marinho moído
190 ml de leite de inhame com coco e gergelim
35 g de manteiga ghee ou óleo de coco
 
Como preparar o leite de inhame, coco e gergelim
1- Coloque ½ coco e ½ inhame de molho por 4 horas em uma vasilha com água suficiente para cobrir.
2- Dispense a água do molho e coloque o inhame e o coco no liquidificador, com 4 colheres de sopa de gergelim.
3- Acrescente 3 xícaras de água filtrada. Bata bem e depois coe com uma peneira.
4- Separe a parte sólida da líquida.
A parte líquida será o leite que utilizaremos na receita.
Agora é para valer. Como preparar as bisnaguinhas:
1- Em uma vasilha, misture as farinhas e o fermento.
2- Acrescente todos os demais ingredientes, deixando por último o sal.
3- Misture-os  delicadamente e depois sove a massa com carinho, até que ela fique homogênea e desgrude das mãos.
4- Se quiser, coloque ervas secas no meio da massa.
5- Com a massa, faça bolinhas em formato de bisnaguinha.
6- Deixe-a crescer por 30 minutos no forno microondas, desligado.
7- Após o descanso da massa, faça um x na parte de cima, pincele uma gema ou o óleo de coco.
8- Leve ao forno pré- aquecido a 180°C,  por 25 minutos.

Muffins de chocolate sem glúten
Muffins sem glúten (Foto: Divulgação)
Ingredientes:
4 ovos
1/2 xícara de açúcar mascavo ou de coco
1 xícara de cacau em pó
½ xícara de óleo de coco
1 xícara de chá de água quente
2 xícaras de farinha de arroz ou farinha de trigo sarraceno
2 colheres de sopa de semente de linhaça
1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de preparo:

1- Em uma batedeira, bata os ovos e o açúcar, até que dobrem de volume.
2- Acrescente o cacau e o óleo de coco.
3- Desligue a batedeira e acrescente a farinha e a água (aos poucos). Quando estiver bem homogêneo, volte a bater em velocidade baixa.
4- Desligue a batedeira. Acrescente a semente de linhaça e o fermento.
5- Unte a forma com óleo de coco e a enfarinhe com cacau ou canela em pó.
Coloque em forno médio pré-aquecido a 180° C, por 25 a 30 minutos.

Rendimento : 12 muffins
http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Alimentacao/noticia/2014/05/doenca-celiaca-entenda-o-que-e-e-como-lidar-com-criancas-que-tem-o-problema.html