Doença Celíaca quadriplica na Grã-Bretanha

Em 20 anos, diagnóstico de doença celíaca quadriplica na Grã-Bretanha

Segundo nova pesquisa, mais pessoas estão recebendo o diagnóstico correto do problema. Hoje, três quartos dos britânicos com a condição não sabem que são celíacos

Doença celíaca: o glúten, presente no trigo, na cevada e no centeio, é responsável por desencadear a patologia
Doença celíaca: o glúten, presente no trigo, na cevada e no centeio, é responsável por desencadear a patologia(Thinkstock)
Um novo estudo mostrou que a taxa de pessoas diagnosticadas com doença celíaca na Grã-Bretanha atualmente é quase quatro vezes maior do que há duas décadas. Porém, isso não necessariamente significa que a condição está se tornando mais frequente, mas sim que cada vez mais celíacos estão recebendo o diagnóstico correto.
De acordo com a pesquisa, divulgada nesta terça-feira, estimativas anteriores indicavam que entre 85% e 90% dos britânicos com doença celíaca não sabiam que tinham a condição. No entanto, dados de 2011 mostram que essa taxa diminuiu para 75% - um número, entretanto, ainda elevado.
Os dados, que fazem parte de um estudo da Universidade de Nottingham, foram publicados no periódico The American Journal of Gastroenterology. Eles mostram que, em 1990, 5,2 em cada 100 000 britânicos viviam com o diagnóstico de doença celíaca. Em 2011, essa taxa aumentou para 19,1 em cada 100 000 pessoas.
Prevalência — O número de pessoas que têm a condição – diagnosticadas ou não – porém, é bem maior. Segundo a nova pesquisa, 1 em cada 100 britânicos tem a doença. A Organização Mundial de Gastroenterologia estima que, no mundo, essa prevalência seja de 1 em 200 pessoas.
A doença celíaca é uma condição autoimune que se caracteriza pela intolerância ao glúten, proteína presente no trigo, centeio e cevada. Quando um celíaco consome glúten, seu sistema imunológico reage contra a proteína, e a sua ação atinge o intestino delgado, prejudicando a absorção de nutrientes. 
Se não tratado corretamente – ou seja, se o celíaco não deixar de consumir glúten —, o problema pode levar a problemas como osteoporose e câncer de intestino. Os sintomas da doença celíaca incluem problemas intestinais, como inchaço, dor abdominal, constipação ou diarreia, além de dores de cabeça, anemia e perda de peso. 

Seis perguntas sobre o glúten
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Quem deve manter distância do glúten?

Qualquer pessoa com algum tipo de sensibilidade ao glúten deve evitar a proteína, especialmente se sofrer de doença celíaca. O organismo de celíacos reconhece o glúten como uma ameaça. Ao entrar em contato com a proteína, o sistema imunológico desses indivíduos ataca estruturas do intestino, o que prejudica a absorção de nutrientes. Por isso, são proibitivos para celíacos alimentos que contenham ou que tenham entrado em contato com o glúten – uma fatia de queijo que tenha encostado em uma de pão, por exemplo. Além disso, existem pessoas que não sofrem de doença celíaca, mas se tornam intolerantes ao glúten. Nesses casos, o consumo da proteína causa sintomas como diarreia aguda e gases. Embora esse quadro seja menos grave do que a doença celíaca, também exige que o indivíduo diminua ou evite completamente o consumo de alimentos com glúten.