Novas terapias e tratamentos para a doença celíaca


tratamentos.jpgPesquisas recentes poderão permitir à comunidade de celíacos vislumbrar um futuro mais fácil, já que vários tratamentos para a doença vem sendo estudados, com resultados promissores em alguns casos.
A doença celíaca é uma condição auto-imune que afeta indivíduos geneticamente suscetíveis, e que se caracteriza pela ocorrência de uma reação inflamatória a qual afeta a superfície interna (vilosidades) do intestino delgado após a ingestão de alimentos contendo ‘glúten' (ou seja, trigo, cevada e centeio). Atualmente, o único tratamento possível é a adoção rígida de uma dieta completamente isenta de glúten. Não é difícil imaginar, portanto, que tal restrição limite a vida pessoal e social dos portadores, uma vez que o glúten está presente em grande parte dos produtos industrializados, cosméticos e fármacos.
Pesquisas recentes, no entanto, poderão mudar este cenário, já que várias terapias e tratamentos vem sendo estudados. Um artigo recém publicado na revista científica "Autoimmunity Reviews", pelo Dr. Aaron Lerner (Unidade de Gastroenterologia e Nutrição do Technion-Israel Institute of Technology), faz uma revisão abrangente destas possibilidades. Resumimos algumas das terapias sendo estudadas aqui.
Manipulação e ‘desintoxicação' do glúten
Uma das linhas de pesquisa é centralizada na possibilidade de se alterar geneticamente algumas linhagens de trigo de forma a remover as frações tóxicas do glúten, ou seja, aquelas responsáveis pela reação inflamatória presente nos portadores da doença celíaca. Embora os primeiros resultados neste sentido tenham sido positivos, esta abordagem ainda é relativamente problemática: tal modificação poderia alterar as propriedades estruturais e viscosas do glúten, responsáveis por exemplo por dar ‘liga' às massas (pães, massas). Tal dificuldade, aliada à oposição de alguns governos e opinião pública ao desenvolvimento de linhagens geneticamente modificadas, levaram ao relativo freamento de tais pesquisas.
SorgoPor outro lado, diversos esforços tem sido feitos na seleção de grãos que naturalmente não contenham frações protéicas ‘tóxicas', mas que ao mesmo tempo retenham as propriedades elásticas necessárias à fabricação de massas. Diversas estratégias foram adotadas neste sentido. Verificou-se, por exemplo, que um grão conhecido como Sorghum (ou ‘Sorgo'), o qual detém várias das características necessárias à preparação de massas,  não desencadeou reações prejudiciais nos grupos de celíacos estudadose (possivelmente por se assemelhar mais ao milho do que ao trigo, centeio ou cevada). De fato, embora na Europa, Oceania e Américas o consumo de Sorgo não seja tradicional, em vários países da África e Ásia o sorgo já é usado frequentemente na forma de pães, bolos e outros produtos.
‘Digestão' do glúten através do uso de enzimas
Outra linha de pesquisa estuda a possibilidade de ‘degradação' do glúten (ou seja, a sua ‘quebra' em partículas menores que não desancadeariam a reação inflamatória) através do uso de enzimas. Um destes casos é o de uma enzima denominada prolyl endopeptidase: alguns estudos tem testado se a adição desta enzima em produtos que contém glúten de fato diminuiria a reação inflamatória quando do consumo destes produtos por celíacos. Os resultados parecem promissores, uma vez que em alguns estudos a maioria dos pacientes testados não desenvolveram problemas de má-absorção ou reações adversas num prazo de 2 semanas após o consumo dos produtos tratados com a enzima. Entretanto, mais estudos ainda são necessários para que se possa garantir a eficiência e segurança destas técnicas.
Inibição da ‘permeabilidade' intestinal
Uma das hipóteses sobre as causas da doença celíaca e outras doenças auto-imunes postula que estas doenças estariam relacionadas à disfunções na permeabilidade na barreiras do tecido intestinal (estas ‘barreiras' formadas por células são responsáveis por impedir, por exemplo, a passagem de macromoléculas e microorganismos). Isto ocorreria da seguinte forma: a digestão do glúten não é tão completa como a de outras proteínas, tendo como produto final moléculas relativamente grandes, as gliadinas. Postula-se que, no caso de celíacos, a presença de gliadina no intestino aumentaria a permeabilidade desta barreira através da ativação de uma proteína denominada ‘zonulina', permitindo a passagem da gliadina e outras resíduos da
digestão do glúten, os quais causariam uma reação imunológica inflamatória. A compania Alba Therapeutics estuda e desenvolve a utilização de um fármaco, o AT-1001, que bloquearia os efeitos da zonulina, mantendo assim a permeabilidade da barreira intestinal intacta na presença do glúten (e, portanto, permitindo sua ingestão). Os efeitos do AT-1001 também seriam benéficos para a melhoria de outras condições, como a diabete tipo I. A fase de testes 2b já foi concluída, tendo envolvido 184 celíacos de diversas regiões. Segundo o Diretor da empresa, os resultados serão anunciados em breve, mas ele já adianta que foram promissores.
Vacinas com ‘frações' (peptídeos) de glúten
Assim como comentamos em uma outra notícia, estuda-se atualmente a possibilidade de desenvolvimento de uma vacina que permitiria aos portadores da doença celíaca ingerir produtos com glúten . A idéia da vacina seria a de gradualmente desensibilizar o portador à presença de glúten no organismo, de forma que este seja tolerado (ou seja, seria uma ‘imunoterapia de desensibilização', na qual doses crescentes dos componentes tóxicos do glúten seriam administrados através de vacinas). Esta possibilidade atualmente encontra-se em fase de investigação, e aguarda testes clínicos para que se investigue a sua segurança e eficácia.
Indução da tolerância ao glúten
Um estudo Europeu sendo conduzido em larga escala está testando os efeitos da introdução do glúten na dieta de bebês com alto risco de desenvolver a doença (por exemplo por histórico familiar). O estudo - denominado "Prevenir a Doença Celíaca" (Prevent CD) - envolve 10 países europeus e um total de 1000 crianças que serão acompanhadas dos 12 meses aos 3 anos de idade, e irá testar a influência do histórico alimentar da criança na probabilidadde de desenvolver a doença. A idéia é investigar se com a ingestão gradual de pequenas quantidades de glúten o sistema imunológico pode "aprender" a não reagir à esta substância. Os primeiros resultados deverão estar disponíveis em 2010. 
Outras possibilidades além das mencionadas continuam sendo estudadas, como a possibilidade de se bloquear componentes críticos responsáveis pela reação inflamatória vista em celíacos, e o desenvolvimento de fármacos que permitam a regeneração acelerada da mucosa intestinal.
A doença celíaca afeta quase 1% da população dos países onde foi estudada, e a adoção de uma dieta completamente livre de glúten não é fácil para muitos. Além disso, em alguns casos a adoção da dieta não ocorre concomitantemente à melhoria dos sintomas ou das deficiências nutricionais muitas vezes presentes. Em um futuro próximo é possível assim que alguma destas terapias e tratatamentos, ou uma combinação destes, sejam decisivos na melhoria da qualidade de vida da população celíaca.
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Citar fonte como: Revista Vida sem Glúten e sem Alergias, 2009 (www.vidasemglutenealergias.com)

Moda de retirar glúten da dieta deve ser vista com cautela

Pesquisadora que demonstrou o efeito da retirada do glúten na alimentação de camundongos pondera que a dieta restritiva só pode ser feita sob indicação médica. Mas atenção: quem tem a doença celíaca, sim, deve passar bem longe dos alimentos com glúten.

Letícia Orlandi - Saúde Plena

Publicação:24/06/2013 09:00Atualização:24/06/2013 10:03
O glúten pode ser encontrado em diversos tipos de cereais, mas principalmente no trigo, centeio, cevada e aveia (Banco de Imagens / sxc.hu)
O glúten pode ser encontrado em diversos tipos de cereais, mas principalmente no trigo, centeio, cevada e aveia
Será que vale a pena levar uma vida de restrição alimentar em função da regulação do peso? Para os mais de um milhão e meio de americanos que decidiram retirar o glúten da dieta, a resposta é sim. A moda chegou ao Brasil, elevando os produtos que trazem a inscrição “não contém glúten” ao status de “mais saudáveis”.

O problema é que nem todos podem se beneficiar dessa medida, e essa decisão só pode ser tomada sob indicação médica. De acordo com estudo feita pela Mayo Clinic – instituição norte-america que é respeitada pela pesquisa e indicação em dietas restritivas, inclusive sem glúten - com a população americana, apenas 20% excluíram a substância da alimentação com orientação adequada.

Fabíola Soares: embora os resultados das pesquisas sejam promissores, por enquanto a indicação de exclusão do glúten deve ser realizada somente para pessoas com a doença celíaca (Arquivo Pessoal)
Fabíola Soares: embora os resultados das pesquisas sejam promissores, por enquanto a indicação de exclusão do glúten deve ser realizada somente para pessoas com a doença celíaca
A pesquisadora brasileira Fabíola Soares demonstrou – em laboratório, com camundongos – que o glúten diminui a utilização das reservas de gordura no organismo, estimula a inflamação no intestino e age de forma a diminuir a tolerância à glicose, favorecendo a hiperglicemia (glicose elevada no sangue). “Embora os resultados das pesquisas sejam promissores, por enquanto a indicação de exclusão do glúten deve ser realizada somente para pessoas com a doença celíaca. Como nutricionista e pesquisadora, defendo que qualquer recomendação deve ser pautada somente naquilo que está comprovado pela ciência”, afirma Fabíola, professora doutora da Universidade Federal da Grande Dourados (MS).

Pessoas com a doença celíaca têm intolerância permamente ao glúten, por não possuírem a enzima responsável pela quebra dessa proteína. Em consequência disso, a ingestão de alimentos com glúten pode danificar as paredes do intestino delgado dos celíacos, causando diarreia, anemia e outras reações agressivas.

A gestora cultura Flávia Leão sabe bem o que é isso. Portadora da doença desde os 2 anos de idade, ela só recebeu o diagnóstico aos 24. Agora, com 28, tem uma nova rotina e muito mais qualidade de vida. “Quando criança, desde que a glúten passou a fazer parte da minha alimentação, tive várias infecções urinárias e feridas na pele. Os primeiro diagnóstico foi de que seria alergia a chocolate”, conta Flávia.

Ela passou a infância andando de calças e roupas de mangas compridas, para esconder as feridas. Algumas acusações de “você está comendo chocolate escondido” depois, a menina chegou à adolescência e o problema foi se agravando. “Vieram a diarreia crônica e as dores abdominais. Eu precisava ir ao hospital três, quatro vezes por anos, com desidratação e perda de potássio; e ouvi dos próprios médicos que estava tentando chamar a atenção”, lamenta Flávia.

Nesse meio tempo, ela tinha que conviver com interrupções constantes das tarefas simples e complexas – seja de uma prova de vestibular ou de uma viagem – para ir ao banheiro. “Era chamada de mimada. Como a doença ficava pior quando eu estava com sistema imunológico baixo, diziam que eu era fresca, passava mal por qualquer coisa. Houve um dia em que fui ao banheiro 17 vezes e conheço várias instalações sanitárias pelo Brasil e pelo mundo”, brinca ela, bem humorada.

A gestora cultural Flávia Leão: 24 anos para chegar ao diagnóstico de doença celíaca (Arquivo Pessoal)
A gestora cultural Flávia Leão: 24 anos para chegar ao diagnóstico de doença celíaca
Finalmente, um gastroenterologista solicitou o exame de sangue e a biópsia do duodeno, que comprovaram a doença celíaca. “Duas semanas depois, a diarreia parou. Hoje, me considero saudável e deixei de achar que eu sou diferente das outras pessoas”, comemora a gestora. Flávia desenvolveu algumas estratégias para adaptar-se. Quando vai fazer uma viagem mais longa, avisa a companhia aérea de sua condição. Se o hotel não oferece opções de café da manhã sem glúten, ela carrega o lanche. “Como não tenho intolerância à lactose, aqui em Minas Gerais é muito fácil me virar. Posso comer pão de queijo e outras comidas típicas do estado. O problema é quando estou fora daqui. A alimentação sem glúten é considerada uma das mais caras do mundo”, exemplifica ela.

Fabíola explica que o que há de mais concreto em termos científicos é a relação do glúten com a doença celíaca. "No entanto, pesquisas já em estágios avançados relacionam a ingestão dessa proteína com outras doenças autoimunes, tais como o diabetes tipo 1 e a artrite reumatoide. Em relação à obesidade, existe somente o meu trabalho publicado, que é com animais”, informa a especialista. “Acredito que quando houver pesquisas concretas em relação às outras doenças essa exclusão também possa ser indicada na prevenção e tratamento de outras doenças, mas tal possibilidade ainda está em estudo”, conclui Fabíola.

Evidências
Na dissertação “Efeitos de dieta isenta de glúten em modelo experimental de obesidade”, realizada em 2010 na Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fabíola observou durante oito semanas as alterações físicas  de dois grupos de camundongos: um com alimentação rica em glúten de trigo e outro cuja dieta não continha a proteína. O grupo que não ingeriu glúten teve ganho de peso corporal 11% menor, ganho de adiposidade (gordura abdominal) 32% menor, índice de glicose no sangue 24% menor e menor inflamação no tecido adiposo, o que ajuda a diminuir a concentração de glicose no sangue.

O objetivo foi avaliar se a exclusão do glúten da dieta poderia ter algum papel na prevenção da obesidade e de suas complicações metabólicas. “O estudo clínico, ou seja, com humanos, já está em andamento. Além disso, alguns estudos complementares com animais estão sendo realizados”, explica Fabíola. Ela lembra que a dieta, isoladamente, não impede a obesidade: a alimentação equilibrada e a atividade física são os principais fatores de prevenção do excesso de peso. “Os estudos ainda estão apenas na fase inicial. As pessoas precisam ter em mente que não existe milagre, mas sim uma série de mudanças alimentares e de estilo de vida que podem contribuir para um peso corporal adequado e para uma vida mais saudável. Uma dessas mudanças pode ser a retirada do glúten, mas ainda há um longo caminho a trilhar nesse sentido”, resume a pesquisadora.


A 'famosa' pizza sem glúten de Flávia: adaptação à nova dieta foi fácil após as semanas iniciais (Arquivo Pessoal)
A 'famosa' pizza sem glúten de Flávia: adaptação à nova dieta foi fácil após as semanas iniciais
Não contém glúten
“Quando descobri que essa frase – não contém glúten – presente em vários produtos do supermercado era feita para mim, fiquei muito feliz e aliviada, me senti amparada”, conta Flávia Leão. Desde 1992, a lei federal nº 8543 (complementada pela lei 10.674, de 2003) obriga indústrias alimentícias a indicar em suas embalagens a presença ou não da substância. O objetivo é permitir que os celíacos retirem o glúten de trigo de sua alimentação diária.

Embora a doença não tenha cura, ela pode ser controlada. Para substituir o trigo, o celíaco pode optar pelas farinhas de milho e mandioca, fubá, polvilho, quinoa, fécula de batata, amido de arroz e diversos outros produtos, que estão se aperfeiçoando com o tempo e oferecendo opções mais saborosas a quem tem a restrição alimentar.

“Na primeira vez em que fui ao supermercado depois do diagnóstico, até chorei. Só podia comprar arroz, feijão e frutas. Só depois que fui descobrindo outras opções, lojas no Mercado Central de Belo Horizonte, estabelecimentos especializados... A adaptação foi bem rápida depois disso”, explica Flávia.

Ela buscou apoio também na Associação dos Celíacos do Brasil (Acelbra). “No começo, fiquei preocupada. Será que sou tão diferente do resto da humanidade assim? Mas fui muito bem recebida pela associação e vi que era só uma questão de adaptação. E as outras pessoas ainda desconhecem a doença, daí essa ideia errada de que é frescura”, afirma. “Às vezes, eu pergunto nos restaurantes se um peixe, por exemplo, é feito com farinha de trigo. O atendente diz que não é, mas quando vou verificar, é farinha de pão, que dá no mesmo”, aponta Flávia.

A gestora cultural mora com o irmão e desenvolveu maneiras de driblar a contaminação dos alimentos – que acontece inclusive pelo ar. “Cada um tem uma misteira para fazer sanduíches e os armários também são separados. Os alimentos com e sem glúten não podem ir ao forno juntos. Mas eu faço uma pizza sem glúten que é até melhor do que a original. Aprendi temperos diferentes e novas receitas”, garante ela.

Celíacos precisam aprender a resistir às tentações: uma pequena quantidade de glúten já é suficiente para provocar reações (Banco de Imagens / sxc.hu)
Celíacos precisam aprender a resistir às tentações: uma pequena quantidade de glúten já é suficiente para provocar reações
Flávia acha que, se a pessoa tiver uma relação saudável com a comida, o diagnóstico não atrapalha tanto. “Não pode ser compulsivo. Quem é celíaco não tem essa de 'vou comer só um pouquinho'. Se tiver glúten, não pode. No início, eu sentia falta de ir à padaria, mas a melhora foi tão grande na minha vida após o diagnóstico que isso passou. Mas eu conheço celíacos que bebem cerveja e preferem pagar o preço. E esse preço pode ser alto, obrigando a retirar parte do intestino, inclusive”, alerta Flávia.

Contém glúten
Mas para que serve o glúten? Fabíola explica que a substância pode ser encontrada em diversos tipos de cereais, mas principalmente no trigo, centeio, cevada e aveia. “Por enquanto, as pesquisas abrangem mais o glúten de trigo, já que ele tem o maior potencial para causar alterações no organismo. Além disso, ele é, dentre os cereais que possuem glúten, o mais consumido”, explica a pesquisadora.

O glúten de trigo é o grande responsável pela capacidade de fermentação que dá liga à massa, sendo essencial para fazer o alimento crescer e manter seu formato depois de pronto. Por outro lado, é uma proteína de baixo valor biológico, ou seja, não tem todos os aminoácidos que precisamos. “Portanto, em princípio, sua retirada da dieta não apresenta risco para a saúde. No entanto, uma avaliação criteriosa deve ser realizada em indivíduos vegetarianos, por exemplo, que usam o trigo como uma de suas fontes de proteína”, ressalta Fabíola.

Aos apressadinhos e obcecados pela perda de peso, ela lembra: “a exclusão da substância com o propósito de prevenir o ganho de peso só deverá ser recomendada quando os estudos com humanos comprovarem seu benefício”, conclui a pesquisadora.

Novo conhecimento genético sobre a doença celíaca


Novo conhecimento genético sobre a doença celíaca poderá abrir as portas para novos tratamentos

Doença Celíaca, Novos ExamesUma pesquisa publicada no final de fevereiro deste ano na revista científica Nature Genetics identifica novos genes associados à doença celíaca. Os cientistas acreditam que seus resultados possam acelerar o desenvolvimento de novos métodos diagnósticos para a doença, bem como de tratamento.
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A doença celíaca – uma condição auto-imune desencadeada pela ingestão glúten em pessoas geneticamente predispostas – é comum nos países ocidentais, afetando quase 1% da população e causando problemas de absorção de nutrientes, bem como outros problemas de saúde (anemia, fadiga, sintomas gastrointestinais, osteoporose, enxaquecas, dentre outros) quando não tratada.
Agora um novo estudo, envolvendo mais de 60 pesquisadores de diversas instituições internacionais, hospitais e universidades e apoiado pela organização britânica Coeliac UK, foi capaz de identificar novos genes associados ao desenvolvimento da doença celíaca, o que lhes permitiu verificar também que os genes relacionados à doença celíaca também estão associados à várias outras doenças crônicas auto-imunes, como a diabete tipo 1 e a artrite reumatóide.
Além disso, o novo conhecimento genético também possibilitou determinar o envolvimento do timo no desenvolvimento da doença celíaca. O timo é um orgão do sistema imunológico que produz leucócitos (glóbulos brancos presentes no sangue) chamados células T e células B. Tais células tem o papel de defender o organismo contra invasores, como por exemplo bactérias. A pesquisa em questão mostra, a partir do estudo dos genes, que o timo é responsável pela seleção das células T envolvidas na reação auto-imune, em que a mucosa intestinal do celíaco é ‘atacada’.
O estudo mapeou os genes de mais de 4500 portadores da doença celíaca no Reino Unido. Segundo David van Heel, professor de genética gastrointestinal da London School of Medicine and Dentistry e chefe da equipe de pesquisadores que conduziu a pesquisa, os resultados encontrados poderão esclarecer de forma precisa os distúrbios imunológicos que levam ao desenvolvimento da doença celíaca. Segunda a Dra. Wijmenga, também envolvida no estudo, a informação gerada na pesquisa poderá permitir a construção de modelos para estudar a predisposição genética e riscos de uma pessoa desenvolver a doença, bem como o papel de fatores não genéticos, como hábitos alimentares, tempo de amamentação, influência de infecções virais, dentre outros.
Citar fonte como: Revista Vida sem Glúten e sem Alergias, 2010 (www.vidasemglutenealergias.com)

Reação cruzada

O enigma de sensibilidade ao glúten: a reação cruzada


Por: Dr. Tom O'Bryan

Tradução: Google / Adaptação: Raquel Benati

"Por que ainda  não me sinto bem e com energia em uma dieta sem glúten - 
É uma sensibilidade ou uma reação cruzada com outros alimentos?"

Responda a esta pergunta honestamente para si mesmo. Não  para mim, ou para qualquer outra pessoa, responda a esta pergunta honestamente para a sua alma. Numa escala de 1 a 10 - 10, se é a quantidade de energia que se deve ter em vida, e 5 é a metade ... Qual é o número onde você se encaixa ?

Agora, espere um minuto, mais uma coisa, deixe a sua força de vontade fora dessa equação - qual é a energia do seu corpo? Se você não estivesse empurrando a si mesmo, motivando- se para continuar, qual é o nível de energia que seu corpo estaria operando? Em uma escala de 1 a 10?

A maioria de nós tem um número que vem de  imediato com a primeira parte da pergunta: "oh, eu sou um 8 ou um 9". Mas quando eu pergunto aos pacientes e peço para deixar sua força de vontade fora da equação, muitos vão ter um olhar diferente em seu rosto, quase como um balão sendo esvaziado aos pouco, e eles vão dizer "3" ou "5". Raramente eu tenho alguém que responde  8 ou superior. De onde está vindo a fadiga? Muitos médicos irão dizer-lhe que um dos sintomas mais comuns das alergias alimentares e sensibilidades alimentares é a fadiga.

Embora a maioria dos indivíduos com sensibilidade ao glúten e / ou doença celíaca têm melhoria substancial nas primeiras semanas após a suspensão do glúten, entre 7% e 30% continuam a ter sintomas ou manifestações clínicas sugestivas de doença celíaca (DC), apesar de estarem em uma rigorosa dieta sem glúten. Isso é chamado de Doeça Celíaca não-responsiva - o corpo não está respondendo da maneira que deveria.

Por que isso? E por que é que muitos de nós não têm a quantidade de energia que deveria ter tendo em conta que estamos sendo muito cuidadosos para evitar a exposição a um alimento que é tóxico para nós (glúten)? Vamos dar uma olhada neste artigo de uma fonte oculta comum dessa falta de vitalidade e falta de resposta a uma dieta isenta de  glúten ( DIG).

A doença celíaca não-responsiva (DCNR) foi definida como:

• encaminhamento para um médico especialista em DC para a avaliação de uma falta de resposta a uma
dieta livre de glúten;

• falha de sintomas clínicos ou alterações laboratoriais típicas da DC para melhorar dentro de 6 meses da retirada do glúten,

• recorrência de sintomas e / ou alterações laboratoriais típicas de DC, mesmo em uma dieta sem glúten.

E das 12 causas identificadas de DCNR, a causa mais comum era exposição acidental ao glúten, sendo responsável por 36% dos pacientes. OK, isso é compreensível.

Mas o que acontece com os outros 64% que não têm uma exposição involuntária ao trigo? Qual é a causa de sua DCNR? Um colaborador por demais comum da NRDC é a sensibilidade a outros alimentoscomumente consumidos em uma dieta livre de glúten, causando uma cascata inflamatória muito semelhante no intestino. Outro contribuinte é reação cruzada com outros alimentos.

Em uma DIG, substituímos com outros cereais em quantidades muito maiores do que nós estávamos acostumados a comer quando faziamos uma  dieta contendo glúten. Em alguns casos, isto pode iniciar uma resposta imune muito semelhante a comer glúten.

A reação cruzada é a capacidade de um anticorpo se ligar com peças parecidas em diferentes proteínas chamadas epítopos. Este fenômeno também é conhecido como mimetismo molecular. Em tal caso o sistema imunitário confunde um alimento com outro. Por isso, certos alimentos semelhante o suficiente a um alimento reativo podem iniciar uma resposta imune.

Os pacientes com sensibilidade ao glúten e doença celíaca podem ser sensibilizados para uma ampla gama de proteínas a partir de diferentes alimentos, devido a reatividade cruzada.

Abaixo encontra-se um desenho do que acontece quando a molécula de proteína gliadina de trigo (rotulado como 1) se encaixa no "docking station" (estações de encaixe) de um anticorpo de trigo. Ele se encaixa em todas as três fechaduras da "docking station". Este é denominado um anticorpo reativo. E em indivíduos sensíveis ao glúten, o sistema imunitário é ativado para produzir mais anticorpos para combater esse invasor. 



E como todos nós sabemos, não é um problema a menos - comemos o alimento agressor tantas vezes que isso oprime o corpo e começa a causar uma grande quantidade de danos aos intestinos e outros tecidos (panquecas para o pequeno-almoço, sanduíche para o almoço, macarrão para o jantar, brinde para o lanche da manhã, sanduíche para o almoço, croutons sobre a salada em um jantar, e talvez um biscoito ou pedaço de bolo, ...). 

Em seguida, vemos como alguns alimentos (como a caseína do leite) pode se ligar a um anticorpo antigliadina. Ele se encaixa em duas das três estações de encaixe, o que é suficiente para desencadear uma resposta imune, como se você estivesse comendo glúten. Esse alimento produz uma reação cruzada .



E no terceiro desenho vemos como outros alimentos (como o arroz) podem esbarrar em um anticorpo   antigliadina, mas só se encaixa em uma estação de encaixe, ou nenhuma estação de acoplamento e, portanto, não vai se ligar  e ele. Isto é semelhante a colocar um prego redondo em um buraco quadrado - não posso fazê-lo. Ele é ignorado pela anticorpo antigliadina. Com o trigo, a prevalência estimada de uma reação cruzada com centeio e cevada é uma das principais reações (20%). Reação cruzada com leite em diferentes estudos varia entre 50 e 91%. Até 82% dos pacientes com doença celíaca têm anticorpos para outros alimentos, incluindo farinha de arroz, leite, carne bovina, ovina e ovos. Outros estudos identificaram reação cruzada com chocolate, gergelim, linhaça, centeio, kamut, sorgo, millet, espelta, amaranto, quinoa, levedura (fermento biológico), tapioca, aveia, café,milho,arroz, batata.




A resposta a alguns destes alergênicos alimentares é paralela a resposta à proteína do glúten de trigo, com o aumento de anticorpos IgA e pode ser relevante para a resposta imune em curso na Sensibilidade ao glúten e doença celíaca, sem comer glúten.  Talvez seja por isso que até 40% das crianças em uma dieta livre de glúten bem gerida por pelo menos 1 ano ainda têm anticorpos elevados para glúten.

Do ponto de vista de diagnóstico e terapêutica, faz sentido definir grupos de alérgenos (reação cruzada). Determinação dos níveis séricos de IgA e atividades de anticorpos IgG para proteínas parece ser um valioso complemento para o diagnóstico e seguimento de doença celíaca, tanto em crianças e adultos. Atividades de IgA aumentadas para outros antígenos alimentares são também relativamente características na doença celíaca não tratada. O monitoramento de tais anticorpos pode ser particularmente útil para avaliar a resposta dos pacientes em uma dieta livre de glúten. 

Os alimentos que podem criar uma reatividade cruzada com glúten incluem leite de vaca, a caseína, Casomorfina, Queijo americano, Chocolate, centeio, cevada, Kamut, espelta, fermento, aveia, café. Alimentos comuns, muitas vezes incluídos numa dieta isenta de glúten, que um pode ser sensível à que poderia causar a inflamação contínua incluem gergelim, arroz, milho, batata, linhaça, trigo mourisco, sorgo, milheto, amaranto, quinoa, e Tapioca (polvilhos).

Esse conjunto de 24 alimentos diferentes (algumas possíveis sensibilidades ou algumas possíveis reações cruzadas) está disponível para exames no laboratório CyrexLabs.com. 



Se você está trabalhando duro para estar no controle da qualidade e seleção dos alimentos que você come, este conceito de reação cruzada pode ser um link impotante. Ao começar a investigá-la, você estará mais  perto de se sentir ótimo e responder à pergunta inicial:
"Em uma escala de  1 a 10..." com uma resposta passando do grau 7 ou superior.

Dicas naturais contra alergias!

Dicas valiosas que achei neste blog http://sustentaveleorganico.blogspot.com.br/2012/03/alergias-e-dicas-naturais-para-combate.html

12 de março de 2012

Alergias, e dicas naturais para combate-las.


A alguns meses atras meu filho começou a ter alergias a ácaros. Fui no medico especialista que me passou pelo menos 3 remedios pra dar pra ele diariamente. Porem quando comecei a dar os remedios e li a lista de contra indicacoes me apavorei... Esses remedios iriam aliviar os problemas alergicos de meu filho, mas poderiam causar diversos outros problemas para a saude dele. Inclusive baixar a imunidade dele o que poderia aumentar as chances dele contrair infeccoes virais.

Entao la fui eu pesquisar e pesquisar e falar com medicos naturalistas, homeopatas e doutores que entendem de plantas medicinais. O que eu descobri? Varias coisas... Uma delas e que muitas pessoas que desenvolvem alergias estao com deficiencia em vitamina D e selenio! Ok, com essa descoberta fui fazer o exame de sangue no meu filho e pimba... ele estava com a vitamina D bem baixa , o motivo? Morar parte do ano em Oregon onde nao tem muito sol.  Ok, comecei a complementar de acordo com instrucao medica a vitamina D. Quanto ao selenio foi facil, comecei a dar pra ele 2 castanhas -do Para por dia e caso resolvido.
Pra complementar o tratamento natural e parar de vez com esses remedios horrorosos eu comecei a dar um cha maravilhoso tambem pra ele. Esse cha ajuda a combater varios tipos de alergia, especialmente alergia ao polen, e alergias aos acaros. Ele reforca a imunidade de qualquer pessoa pois e cheio de antioxidantes , vitaminas e minerais. Entao vamos la a receita do chá :

5 copos de agua filtrada
1 pitada generosa de cravo da india em po
1 colher de canela em po
3 ramos de alecrim
3 ramos de tomilho
1 pedaco de gengibre cortadinho do tamanho de 1 dedo
1 maca cortadinha
e se tiver como conseguir, 3 cogumelos de preferencia Shitake

Deixar ferver, desligar o fogo e tampar a chaleira. Vcs podem tomar quente ou gelado, tanto faz. O bom e tomar 2 copos por dia e em 1 semana vc comecara a sentir a diferenca :)

O resultado dessas mudancas no meu filho foram da agua pro vinho. 90% das alergias foram embora em apenas 1 semana. Parei por completo de dar os outros remedios pra ele, e comecei a dar somente o cha, complementar na vitamina D (sol , e peixes de aguas limpas) e dar as duas castanhas-do-Para diariamente. Ja ia me esquecendo, tambem tomamos iogurte natural ou kefir, varias vezes por semana.

Vejam bem, isso funcionou perfeitamente aqui em casa. Mas se suas alergias sao alergias alimentares, ou alergias severas, sempre consulte seu medico antes de seguir quaisquer dessas dicas. O que funcionou pro meu filho pode nao funcionar pra quem tem um problema mais severo. Com alergias nao se brinca, seu medico e quem conhece (ou deveria conhecer) melhor a sua saude. 

Reintrodução do glúten


Palestrante do 2º Gluten Free SP - 2011

Devo reintroduzir o glúten na minha
 alimentação pra ter certeza do diagnóstico?

Dr Tom O´bryan

Pergunta: Devo reintroduzir o glúten pra ter certeza do diagnóstico?
Resposta: Sim e não

Se uma pessoa sabe que é sensível ao glúten, tem seguido a dieta sem glúten, e quer saber se pode voltar a ingeri-lo, então volta a consumir alimentos contendo glúten. Isto é FORTEMENTE CONTRA-INDICADO. Existem vários relatos de casos de pessoas que sofreram danos (alguns permanentes) provocados pela reintrodução do glúten (segundo o artigo Even Small Amounts of Gluten Cause Relapse in Children With Celiac Disease, publicado no Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition 34:26­30), e a reintrodução do glúten não é mais um requisito para o diagnóstico de doença celíaca (Am J Clin Nut 1999;69:354-65).
De 374 crianças diagnosticadas com DC antes dos 2 anos de idade, 5% desenvolveram alguma desordem auto-imune enquanto seguiam a dieta isenta de glúten. Dentre os que mantiveram a dieta (durante anos não apresentaram sintomas) e entre os que voltaram a consumir glúten, 3,65% apresentaram uma prevalência de doenças auto-imune sistêmicas com menos de 12 meses do início da reintrodução do glúten na dieta; 9,1% entre 13-36 meses e 26,3% por mais de 36 meses desta reintrodução. Isso significa que 1 em cada 4 pessoas sensíveis ao glúten, que o excluíram da dieta, eliminaram todos os sintomas, porém, desenvolveram doenças auto-imunes num prazo de 3 anos a partir da reintrodução do glúten (Gastroenterology 1999;117:297-303).
Se você sabe que é sensível ao glúten, já fez uma dieta sem glúten, e quer saber se está melhor, então o teste vai confirmar o sucesso em acalmar a cascata inflamatória decorrente da intolerância ao glúten, e que serve de gatilho para o início de doenças auto-imunes.
E se você quiser apostar que não desenvolverá uma doença auto-imune, então você poderia primeiro verificar e certificar-se que os seus exames apresentam resultados negativos enquanto estiver em uma dieta livre de glúten. Posteriormente você poderia iniciar uma dieta com glúten e realizar exames novamente 1-2 meses mais tarde. Mais uma vez, insistimos que não é recomendado fazer isso!
Muitas pessoas não desenvolvem a doença celíaca, até mais tarde na vida. Assim, mesmo que um teste dê resultado negativo num dado momento, se eles são geneticamente mais vulneráveis, a doença celíaca pode se desenvolver em qualquer tempo, como resultado da falha do organismo em lidar com o estresse da vida. Alguma coisa será o gatilho e uma pessoa que teve teste negativo no passado começará a produzir os anticorpos e começar a destruição do tecido que acabará por se manifestar como sensibilidade ao glúten e/ou doença celíaca. Assim, neste cenário, essas pessoas querem saber se eles são geneticamente vulneráveis.
A questão é: “eu sou sensível ao trigo”? Quando um teste para detectar sensibilidade ao glúten apresenta resultado positivo, significa que o sistema imune está reagindo a uma exposição ao glúten. E se você não estiver ingerindo glúten, é provável que esteja ocorrendo um dos seguintes problemas:
• A exposição ao glúten oculto
• Reação cruzada a outro alimento
• Reação cruzada com vírus ou bactérias
• Um mau funcionamento do trato gastrointestinal (considere o teste de permeabilidade intestinal antigênica)
• Uma causa desconhecida (potencialmente Sprue refratário).
Tradução: Juliana Crucinsky, Nutricionista, Consultora do site www.semlactose.com
Revisão: Luciane Baldo de Oliveira, Editora do site www.semlactose.com


Dr. Tom O'Bryan é palestrante nacionalmente reconhecido, líder de oficinas especializadas em doença celíaca e intolerância ao glúten, e um excelente especialista na área de doenças crônicas e distúrbios metabólicos a partir de uma perspectiva de Medicina Funcional. Formado pela Universidade de Michigan e pelo Colégio Nacional de Quiropraxia, Dr. O'Bryan é diplomado pelo Conselho Nacional de Examinadores em Quiropraxia, pelo Conselho Americano de Nutrição Clínica e Nutricionista Clínico certificado pela Associação Americana de Nutrição Clínica. Possui certificação do Instituto de Biomecânica Funcional da Palpação do Movimento. Ele é membro do Instituto de Medicina Funcional e de inúmeras outras organizações profissionais. Dr. O'Bryan foi professor visitante na Northeastern Illinois University onde lecionou Nutrição Aplicada para Saúde e Desempenho e hoje é professor visitante da Universidade Nacional de Ciências da Vida. Ele também é Vice-Presidente do Capítulo Illinois da Associação Internacional e Americana de Nutricionistas Clínicos.
http://www.riosemgluten.com/tom_obryan.htm


Intolerância ao glúten e a Asma!

Intolerância ao Glúten e Asma, existe conexão ?
Veja sobre no artigo abaixo.

http://www.glutenfreesociety.org/gluten-free-society-blog/gluten-intolerance-and-asthma-is-there-a-connection/

Tradução: google
A incidência de pessoas que sofrem com asma em os EUA continua a crescer. Curiosamente, o mesmo acontece com a incidência de pessoas que estão sendo diagnosticados com intolerância ao glúten. Como a asma pode ser uma reação auto-imune, a próxima pergunta é - são os dois estão relacionados?
De acordo com um novo estudo publicado no Journal of Allergy and Clinical Immunology, há uma forte correlação.
Fonte:
Jornal de Alergia e Imunologia Clínica. 127, Issue 4, April 2011, Pages 1.071-1.073.

A asma do padeiro
A asma do padeiro remonta a uma observação de 1700. Bakers expostos a grandes quantidades de pó de farinha sofreram sintomas respiratórios que imitavam asma. Esta foi a primeira ligação histórica conhecida entre grãos induzir asma. A reacção foi mais tarde descobriu-se que uma resposta a IgE. A IgE é um anticorpo produzido por aguda sistema imunológico do corpo. O anticorpo provoca a liberação de substâncias do sistema imunológico chamadas histaminas. Estes histamínicos são responsáveis ​​pela falta de ar, chiado, tosse e outros sintomas alérgicos.
A asma é extremamente comum e em ascensão
De acordo com estatísticas EPA, aproximadamente 8% da população dos EUA tem asma. O pensamento comum é que a asma é causada pela genética, alergias respiratórias, eo mais ênfase de higiene (hipótese da higiene).
A solução médica comum é a utilização de inaladores de esteróides, e supressores imunológicos medicamentos antialérgicos. Muitos pacientes são informados de que a asma é algo que terá que medicar para o resto de suas vidas. A desvantagem para isso - o uso de esteróides crônica causa deficiência de vitaminas e minerais, a perda óssea, e contribui para a diabetes. Alergia medicamentos aumentam o risco de infecção e de reduzir a capacidade do sistema imunológico para combater os invasores patogénicos.
Teste de pele para alergias é limitada e incompleta e enganosa
Muitos médicos realizam testes cutâneos para alergias ambientais, como poeira, mofo, pólen, etc Infelizmente, alergias são raramente vistos como uma causa para a asma. Se eles são investigados, eles são geralmente limitados para o trigo, a soja, amendoim, e leite. Medindo alergia ao trigo não é a mesma coisa que a verificação de sensibilidade ao glúten. Isto leva a uma grande confusão entre os pacientes. Além disso, o teste cutâneo pode produzir resultados falso-negativos. Ainda mais lamentável é o fato de que o teste de pele mede apenas no tipo de anticorpo. Há mais de quatro anticorpos que contribuem para as reacções alérgicas. Consulte o diagrama abaixo para mais informações sobre este assunto.

Dieta sem glúten Comumente melhora a asma
Na minha prática, eu geralmente vemos pacientes que foram diagnosticadas anteriormente com a asma. Depois de identificar a sensibilidade ao glúten e / ou outras alergias alimentares com testes de laboratório avançado, esses pacientes apresentam sempre uma melhoria dramática. Por uma questão de facto, para a maioria delas, a medicação se torna desnecessário.
Sistema imunológico desses pacientes estão tão ocupados lutando contra sua comida, que eles não têm sobra de recursos do sistema imunológico para lutar contra o meio ambiente. Adicionar a isto o facto de que o glúten pode induzir a inflamação no tecido pulmonar.
Com mais de 20 milhões de casos de asma, cerca de 30 milhões de pessoas com sensibilidade ao glúten, e um número estimado de 1 milhão de pessoas com a doença celíaca, não seria prudente para investigar a possibilidade de uma sobreposição? Caso não médicos teste para a sensibilidade ao glúten como uma parte padrão de conduta para todos os pacientes com asma?