segunda-feira, 29 de abril de 2013

Saúde da Mulher e o glúten


OS MALES OCULTOS DO GLÚTEN NA SAÚDE DA MULHER

Endometriose, ovário policístico, menopausa precoce, infertilidade, aborto espontâneo, menstruação irregular. Você já imaginou que isso pode ter relação com doença celíaca não diagnosticada ou com intolerância ao glúten? Uma plateia de mulheres atentas ouviu a ginecologista e nutróloga Maria Elizabeth Ayoub, Membro da Internacional Hormone Society, contar em palestra no “Congresso Internacional Nutrição Especializada e Expo Sem Glúten”, que seus mais de 20 anos de prática clínica lhe mostraram que distúrbios ginecológicos podem ser os primeiros sintomas de uma mulher com problemas relacionados ao glúten.
Elizabeth Ayoub, ginecologista e nutróloga Maria , Membro da Internacional Hormone Society
Maria Elizabeth Ayoub, ginecologista e nutróloga Maria , Membro da Internacional Hormone Society
“Algumas pacientes, após 6 meses de dieta com restrição ao glúten, conseguiram engravidar. A doença celíaca e a intolerância ao glúten devem ser consideradas em pacientes que apresentam problemas ginecológicos”, ressaltou a médica. “Às vezes a paciente tem endometriose e toma anticoncepcional como tratamento sem nem investigar possíveis problemas com glúten, que perturbam os processos endócrinos e hormonais”, explicou.
Maria Elizabeth contou que muitas mulheres não apresentam os sintomas intestinais clássicos dos distúrbios relacionados ao glúten, apesar de sofrerem com a doença, e são muitas vezes diagnosticadas de forma errada. Como a mulher continua a consumir alimentos com glúten, as complicações podem se agravar e seu tempo de vida fértil pode diminuir.
“Menarca tardia (primeira menstruação) e menopausa precoce é um sintoma de intolerância ao glúten e doença celíaca não diagnosticada”, afirma. “Essas mulheres ficam também mais predispostas à doenças inflamatórias, porque produzem menos estrogênio”, concluiu.
A médica contou que na sua prática profissional vê cada vez mais mulheres com intolerância ao glúten, mas que não são celíacas, ou seja, não apresentam sintomas tão severos ao consumir a proteína. Isso dificulta ainda mais o diagnostico, já que as reações são mais brandas e podem ser associadas a diversos outros fatores. Apesar da intolerância não manifestar na pessoa reações fortes ao consumo do glúten, as complicações devido ao seu consumo não diminuem.

Dr. Alessio Fasano falando na Expo sem Glúten


MÁS NOTÍCIAS SOBRE O GLÚTEN

Por que o glúten faz mal? E se faz tão mal assim, por que nossos avós sempre comeram pão, macarrão e tantos outros alimentos com farinha de trigo e não apresentavam tantos problemas relacionados ao glúten como se fala hoje em dia? São mais que normais esses questionamentos. Alessio Fasano, um dos médicos mais aguardados do “Congresso Internacional Nutrição Especializada e Expo Sem Glúten”, que aconteceu no Rio entre 25 e 27 de abril, liderou um estudo pioneiro nos EUA e contou em palestra no evento como descobriu a ação do glúten no intestino dos celíacos e intolerantes à proteína por meio da chamada zonulina.
Alessio Fasano
Alessio Fasano
Durante sua pesquisa, Alessio descobriu níveis muito elevados da zonulina no intestino de portadores de doenças autoimunes, como diabetes, esclerose múltipla, artrite reumatoide e doença celíaca. O médico revelou que é a zonulina que aumenta a permeabilidade intestinal, permitindo a absorção de toxinas que deveriam ser eliminadas. Como os intolerantes ao glúten e celíacos produzem mais zonulina que o normal quando consomem a proteína, aumentam a passagem de elementos tóxicos para o organismo.
Então você deve estar comemorando: “Se o glúten agride o intestino apenas de quem é celíaco ou intolerante a ele, e eu não sou nenhum dos dois, posso continuara a consumir!”. É aí que mora o problema.
Cerca de 75% dos americanos que sofrem de doença celíaca não sabem que tem a alergia ao glúten. Esse dado foi levantado por um estudo feito nos EUA, pela Clínica Mayo, e publicado em 2012 no “The American Journal of Gastroenterology”. Segundo o gastroenterologista John Cangemi, que liderou a pesquisa, para cada pessoa diagnosticada, há outras 30 que provavelmente sofrem da doença e não sabem.
Falta ainda responder a pergunta lá do início: por que nossos avós sempre comeram pão, macarrão e tantos outros alimentos com farinha de trigo e não apresentavam tantos problemas relacionados ao glúten como se fala hoje em dia? De acordo com Noádia Lobão, nutricionista funcional especialista em dietas sem glúten e organizadora do congresso, a farinha de trigo hoje não é mais como a dos nossos avós.
“Você já percebeu que a farinha que vende no mercado atualmente vem escrito na embalagem ‘farinha de trigo especial’? Isso quer dizer que essa farinha possui adição de glúten e hoje praticamente todas as farinhas são especiais”, explicou Noádia acerca da diferença da farinha de hoje em dia para a comercializada na época dos nosso avós.
Noadia Lobão, nutricionista funcional e organizadora do congresso
Noadia Lobão, nutricionista funcional e organizadora do congresso
Noádia, que preside o congresso internacional realizado no Rio, ressaltou também que hoje uma pessoa passa o dia consumindo glúten facilmente. No café da manhã em forma de pão, no almoço nos pratos feitos com massa e no jantar com sanduíches e lanches rápidos. Esse excesso, de acordo com a nutricionista gera uma compulsão pelo glúten por meio da gluteomorfina, elemento derivado do glúten mal digerido que ativa os receptores da morfina no cérebro e provoca satisfação durante algum tempo, induzindo a pessoa ao vício por alimentos com a proteína.

4º Gluten Free São Paulo


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4º Gluten Free São Paulo cresce e incorpora a 1ª Expo Brasil Alimentos Funcionais
Evento mostra a relação da bioquímica com a nutrição em intolerâncias alimentares e como forma de prevenção e tratamento de doenças crônicas não transmissíveis
Organizado pela e4 Comunicação & Marketing, agência segmentada em nutrição, o Gluten Free São Paulo chega a sua 4ª edição no dia 13 de julho de 2013. Além do segundo Zero Lactose, a novidade para este ano é a 1ª Expo Brasil Alimentos Funcionais, que acontece juntamente com esses dois eventos já reconhecidos pelos profissionais de saúde. O objetivo é promover uma discussão sobre os caminhos que a nutrição vem seguindo em relação às alergias e intolerâncias alimentares, assim como na prevenção e tratamento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT).
O glúten é uma das proteínas mais consumidas no mundo e está em quase todos os produtos industrializados. Do mesmo modo que o sódio, os aditivos químicos e as gorduras saturadas, o glúten deve ser consumido com moderação, principalmente por aqueles que apresentam intolerância permanente (doença celíaca) ou hipersensibilidade a essa proteína.
De acordo com a nutricionista e coordenadora do evento, Natália Dourado, o glúten é uma proteína considerada de difícil digestão e a redução do seu consumo, ou exclusão do cardápio, não compromete a saúde. “Hoje já existem diversos alimentos isentos de glúten que podem suprir as necessidades nutricionais do indivíduo”, afirma.
Existem pessoas que apresentam certo grau de sensibilidade ao glúten, com sintomas comuns à doença celíaca (DC), porém os exames bioquímicos e autópsia do intestino delgado são negativos. Estudos demonstram que na hipersensibilidade ao glúten os danos intestinais são menos agressivos do que na DC e sintomas como dor de cabeça, distensão abdominal, flatulência e constipação também são comuns.
Por isso, o evento tem como proposta levar atualização científica aos profissionais da área da saúde, mostrando que o diagnóstico da DC, quando realizado precocemente, traz menos danos à saúde do paciente. Outro tema frequenta na nutrição, a hipersensibilidade ao glúten, também deve ganhar atenção especial, já que é cada vez mais evidenciada na prática clínica, apesar dos danos menos agressivos comparados à doença celíaca.
Doenças crônicas não transmissíveis
No Brasil, o diabetes, câncer, obesidade, problemas respiratórios e cardiovasculares correspondem a 72% das causas de mortes, de acordo com o Ministério da Saúde (MS). O desenvolvimento dessas doenças está ligado aos fatores genéticos e ambientais, como tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, falta de atividade física e alimentação incorreta, que podem ser prevenidos.
Segundo o MS, somente 18% dos brasileiros consomem cinco porções de frutas e hortaliças mais de cinco vezes por semana, sendo que 34% ingerem alto teor de gordura e para 28% o refrigerante está presente na dieta mais do que cinco dias por semana. São hábitos que resultam em excesso de peso, obesidade e demais doenças crônicas. “Estamos passando por uma crise de saúde com o aumento expressivo das DCNT. Os alimentos funcionais têm um papel importante tanto na redução quanto no auxílio aos tratamentos das doenças crônicas”, afirma o diretor do evento, Gustavo Negrini. Diante dessa realidade, a 1ª Expo Brasil Alimentos Funcionais passa a integrar o Gluten Free São Paulo, com uma programação exclusiva. Confira o ciclo de palestras ministradas por nutricionistas, farmacêuticos, biólogo e médico, que abordarão a importância da nutrição e do conhecimento bioquímico para uma melhor qualidade de vida:
Gluten Free e Zero Lactose
  • Denise Carreiro – nutricionista especialista em nutrição funcional: “a relação entre o glúten e as doenças crônicas não transmissíveis. Mecanismos imunológicos e não imunológicos”.
  • Gabriel de Carvalho – nutricionista e farmacêutico bioquímico, pós-graduado em medicina funcional: “terapias de desenssibilização para alergias alimentares”.
  • Gisela Savioli – nutricionista especialista em nutrição funcional e fitoterapia: “o desafio de um cardápio sem leite e sem glúten. Mitos e verdades sobre dietas isentas de alergênicos”.
  • Bruno Zylbergeld – biólogo, especialista em diagnósticos intestinais: “microbiota intestinal e seus efeitos sistêmicos”.
Alimentos Funcionais
  • Jocelem Salgado – nutricionista e professora no Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da ESALQ/USP/Piracicaba: “tendência em alimentos funcionais no Brasil e no mundo”.
  • Henry Okigami – farmacêutico especialista em homeopatia, fitoterapia e farmácia: “gota e controle do ácido úrico, dieta em sinergia a medicamentos”.
  • Roque Savioli – doutor em cardiologia e médico supervisor da Divisão Clínica do Incor: “doenças cardiovasculares em mulheres: novos paradigmas”.
  • Marcelo Carvalho – nutricionista pós-graduado em nutrição esportiva e clínica funcional: “alimentos funcionais e síndrome metabólica”.
O evento também conta com um salão de expositores com as melhores marcas de alimentos saudáveis. Entre as palestras, haverá coffe break funcional, com opções sem glúten, sem lactose, integrais e orgânicas.
Informações
4º Gluten Free, 2º Zero Lactose e 1ª Expo Brasil Alimentos Funcionais
Data: 13 de julho de 2013
Horário: das 8h às 18h
Local: Fecomercio SP – Rua Doutor Plínio Barreto, 285, Bela Vista.
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terça-feira, 23 de abril de 2013

Como saber quais os medicamentos são com glúten?



Drogas sem glútenAs drogas são uma das questões mais importantes que temos em mente celíacos após a refeição leve.Sabemos que existem diversos medicamentos que podem conter glúten, mas realmente não sei como ler os excipientes ou composição e aprendeu a fazer com a comida.
As listas de medicamentos sem glúten que existem em cada país ou região são fiáveis, mas, como é o caso com produtos alimentares de consistir apenas de laboratórios têm a boa vontade para testar os seus produtos.
Os medicamentos podem conter glúten porque é usado para se obter comprimidos de consistência e forma de sabor ou cor, em particular, muitos medicamentos geralmente indicam que os componentes que contém o amido de milho, mas não a maioria. Também é possível a contaminação cruzada , se na mesma máquina que é utilizada para estes medicamentos, também fabricados que não se tacc conter entre seus componentes, esta segunda possibilidade, infelizmente, não há maneira de descobrir isso, ao invés de entrar em contato com o laboratório, mas a vantagem podemos dizer que laboratórios que realizam as drogas sem glúten manter sua forma de produção e há possibilidade de poluição , pois, como temos marcas de alimentos, que também podem ter marcas de drogas.

O que procurar em excipientes ou composição de um medicamento?

Leia excipientes ou a composição de uma droga pode ser tão difícil como interpretar caligrafia médica ... mas existem alguns componentes que nos compõem a luz de alarme.
Então você tem que acender a luz de alarme se entre os excipientes leia-se:
  • Amido pré-gelatinizado e / ou modificado
  • Amidoglicolato de sódio
  • Dextratos
  • Dextrina
  • Maltose
  • Maltodextrina
  • Corantes (alguns contêm malte de cevada)
  • O álcool de açúcar
  • Glutamato monossódico
  • Proteína vegetal hidrogenada, hidrolisado e / ou texturizada
  • Siglas ou códigos que não sabem o que eles querem dizer
Esses componentes serão motivo da consulta se fonte natural não especificado que foram tomadas.

Durante a consulta com o médico

Aqueles que conhecem melhores medicamentos são indicados para nós, portanto, ser necessário lembrar ao médico que celíacos para a guarda de medicamentos que recomendamos .
Os médicos têm um formulário onde os nomes de drogas, os medicamentos específicos e informações mais técnicas sobre a sua composição, porque eles são escritos para profissionais. Normalmente, não é a mesma informação contida nos prospectos, por isso, se a consulta médica antes de recomendar uma droga, evitamos o problema de contato com o fabricante.
Se o médico não tem certeza dos ingredientes que nos diz, então seria sábio para pedir-lhe para recomendar droga específica ou mais de uma marca possível, então na farmácia ou entrando em contato com o fabricante, podemos escolher quais as que podem consumir .

O farmacêutico como um aliado

Não muito, como fazemos amigos nos comerciantes de bairro, fazer amigos farmacêutico para nos ajudar a comunicar com os fornecedores, especialmente se os medicamentos que consumimos são genéricos , ou seja, segundo ou terceiro marcas não são fornecer seus números de telefone em embalagens ou são complexos de encontrar na internet.
Você já conheceu um medicamento que contém glúten? Já em contato com o fabricante para ver qual foi a resposta?
Via da Imagem:  Gettyimages por Walter Zerla

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Fenacelbra lança a campanha “Reconhecer”!


Instituição quer desmistificar a doença celíaca no Brasil

Reconhecer!!
 Este é o mote da campanha lançada pela Fenacelbra - Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil. O objetivo é difundir o conhecimento sobre a celíaca - doença autoimune caracterizada pela intolerância ao glúten - para toda a comunidade científica, área de saúde, gestores públicos e sociedade em geral. 
A Fenacelbra, que foi fundada em 2006, atua como porta voz e dá suporte às associações e grupos de celíacos de todo o país junto a instituições governamentais e privadas. Trata-se de uma organização civil, sem fins econômicos, que prega uma mensagem dirigida àqueles que ainda não sabem e/ou não querem “reconhecer” a doença celíaca.
Segundo a presidente da Fenacelbra, Lucélia Costa, a meta da campanha é desmitificar a doença celíaca, enfatizando a importância do diagnóstico precoce, evidenciando que as pessoas celíacas podem viver uma vida normal com uma dieta adequada e segura. “Queremos levar dignidade e qualidade de vida aos que vivem na invisibilidade. Quando se recebe o diagnóstico, ganha-se a capacidade de auto-gerir a saúde”, assegura.
A campanha, que será realizada de maio de 2013 a maio de 2014, terá o tema “Doença Celíaca: se você não reconhecer, nós diremos o que ela é”. O projeto de sensibilização nacional contará com a mobilização das catorze Associações de Celíacos do Brasil, as Acelbras, representadas nas cinco regiões do país. O lançamento da campanha será no II Congresso Internacional de Nutrição Especializada - COINE, que acontecerá nos dias 26 e 27 de abril no Rio de Janeiro. 
Durante todo o período do projeto, haverá um conjunto de ações estratégicas tendo como base a conscientização através de folders, cartazes, faixas e bottons que serão distribuídos em espaços públicos como escolas, unidades de saúde, centros médicos, universidades, supermercados, bares e restaurantes. A Fenacelbra também colaborará com a imprensa, disponibilizando conteúdos relevantes e colocando-se à disposição para entrevistas e reportagens sobre o assunto. “Precisamos do apoio de todos para promover o reconhecimento da doença celíaca e assim, melhorar a qualidade de vida de tantas pessoas”, finaliza Lucélia.
Você “reconhece” a doença celíaca?
A doença celíaca é uma doença autoimune caracterizada pela intolerância permanente ao Glúten (proteína presente no trigo, centeio, aveia, cevada e derivados, como o malte). Esta doença é amplamente conhecida em muitos países, porém, no Brasil ainda há poucos diagnósticos, pela falta de divulgação no campo da saúde, que gera desconhecimento dos sintomas clínicos.
Pesquisas científicas apontam a alta prevalência da doença celíaca entre os povos expostos à alimentação que contenha glúten, como é o caso dos brasileiros. Devido à falta de estudos de prevalência com abrangência populacional no Brasil e considerando a etnia do brasileiro, fator de risco importante para a patologia, a aplicação de taxas internacionais torna-se pertinente para mensuração do problema no país. Assim, projetando os percentuais de prevalência sobre 1% da população mundial, teremos um número estimado de 1 milhão de brasileiros com doença celíaca em nosso país - e muitos ainda não sabem.
A doença celíaca não possui tratamento clínico medicamentoso específico. A única forma de intervenção é o controle rigoroso da ingestão alimentar, com a exclusão do glúten da dieta. No entanto, esta característica comumente exclui o celíaco do convívio social devido à restrição alimentar.
Números sobre a doença celíaca no Brasil e no mundo
• Afeta em torno de 2 milhões de pessoas no Brasil, mas a maioria delas encontra-se sem diagnóstico.  
• Na Europa a prevalência oscila entre 1:150 e 1:300.
• Os estudos amostrais realizados em São Paulo, Ribeirão Preto e Brasília permitem estimar a incidência da doença em 1:214, 1:273 e 1:681, respectivamente. Esta constatação coloca o Brasil ao nível da população européia - a mais afetada.
• A doença celíaca pode aparecer em qualquer fase da vida, e atualmente, estima-se que a cada 400 brasileiros um seja celíaco.
• De cada oito pessoas que possuem a doença, apenas uma tem o diagnóstico.
• A doença celíaca é cosmopolita e afeta pessoas de todas as classes sociais. No Brasil a miscigenação vem rompendo a barreira etno-racial sendo diagnosticada entre os afrodescendentes e os povos indígenas.
Sobre a Fenacelbra:
www.doencaceliaca.com.br
(19) 3876 2124

terça-feira, 16 de abril de 2013

O que posso comer?


Pais devem ficar atentos aos principais sintomas de sensibilidade alimentar durante a infância
Restringir determinados componentes alimentares é um dos critérios fundamentais para seguir qualquer dieta. Porém, em alguns casos, a limitação é inevitável devido a reações orgânicas desagradáveis. É o que ocorre com aqueles que têm algum tipo de alergia ou intolerância alimentar, geralmente diagnosticados nos primeiros anos de vida. Por esse motivo, os pais precisam ficar alertas aos principais sintomas no intuito de fornecer às crianças uma dieta adequada, sem prejuízos nutricionais. 

Acredita-se que cerca de 6% das crianças menores de três anos apresentam algum tipo de sensibilidade alimentar, principalmente em relação ao leite de vaca e ao glúten. 

Leite e derivados
A sensibilidade ao leite é a reação adversa alimentar mais recorrente na infância, esclarece Christiane Araújo, especialista em Gastroenterologia Pediátrica e membro do Departamento Científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). 

Tal condição é proveniente de dois fatores. O primeiro se refere à deficiência de lactase no organismo, enzima produzida no intestino delgado responsável por digerir a lactose, carboidrato presente no leite. A deficiência é crônica, quando o indivíduo possui predisposição genética que compromete o complexo de enzimas, ou transitória, no caso de infecção viral ou bacteriana. 

Nas duas situações, insistir na ingestão de leite provoca diarreia, distensão abdominal (aumento no volume do abdome, resultado do acúmulo de gases ou líquidos no intestino), assadura perianal, flatulência e perda de peso por falta de absorção de nutrientes. Porém, é natural haver uma diminuição da produção de lactase ao longo da vida, tornando crianças e adultos intolerantes a dietas com alto teor de lactose. 

Outro fator diz respeito à Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), resultado de uma reação adversa imunológica decorrente do não reconhecimento do organismo da criança a uma ou mais proteínas presentes no alimento. 

O principal risco provém da introdução precoce de alimentos que contenham a proteína do leite de vaca na dieta dos bebês, já que o intestino ainda não está suficientemente maturado. “Se a introdução ocorrer em indivíduos com histórico familiar de alergias, esse risco será ainda maior”. 

Os sintomas mais comuns são diarreia, prisão de ventre, refluxo, vômitos, vermelhidão na pele e perda de peso. Além disso, a APLV pode promover lesões no intestino delgado, diminuindo a quantidade de lactase e instaurando uma intolerância à lactose. 

“A APLV é diferente de intolerância à lactose, apesar dessa última estar presente como consequência da alergia ao leite de vaca. Ou seja, nem todos aqueles que têm intolerância à lactose são portadores de alergia”, diz. Estima-se que aproximadamente um em cada 20 bebês tenha APLV. 

Doença celíaca

Uma outra reação alimentar é a doença celíaca, enteropatia (doença do intestino) que acomete indivíduos geneticamente suscetíveis. É causada pela sensibilidade permanente ao glúten, proteína presente em alimentos derivados de trigo, aveia, cevada e centeio. Entretanto, apesar da predisposição genética, é preciso que ocorra um primeiro contato com o glúten para desencadear a doença. “Dessa forma, acontece uma reação de autoimunidade que ocasiona lesões na mucosa intestinal, provocando má absorção de nutrientes”, explica a especialista em gastroenterologia pediátrica. 

A introdução de alimentos que contenham glúten antes dos quatro meses de idade em indivíduos geneticamente predispostos é um considerável fator de risco para o surgimento da doença. “Nesses casos, continuar consumindo alimentos com glúten resulta em diarreia, perda de peso e, em longo prazo, osteoporose, anemia, retardo do desenvolvimento puberal, baixa estatura e diabetes, além de maior predisposição para alguns tipos câncer”, explica. 

No grupo das alergias, é também frequente os casos de aversão a outros alimentos, entre eles, ovo, soja, amendoim, castanha e peixe. Segundo a Dra. Christiane Araújo, há manifestações de alergias alimentares que envolvem vários mecanismos e que podem acarretar reações de pele, respiratórias e até casos graves de anafilaxia, hipersensibilidade. 

Daniara Pessoa, 30 anos, é especialista em Ciência de Alimentos e mãe de Ytrio, de 4 anos, portador de alergia alimentar. Ela conta que descobriu a APLV no filho, com pouco tempo que o pequeno havia completado dois meses de vida. "A mãe que amamenta precisa controlar sua dieta. Eu tive que retirar todos os derivados do leite da minha alimentação", comenta. 

Daniara Pessoa, especialista em Ciência de Alimentos, tem preocupação dobrada com a dieta do filho Ytrio, alérgico à proteína do leite de vaca. Foto: KID JUNIOR

Dieta em família
Toda a família precisou se adaptar à restrição alimentar do bebê, além de adotar alguns cuidados como, por exemplo, estar atento à limpeza dos utensílios domésticos, já que, mesmo limpos, podem conter fragmentos de substâncias nocivas à saúde da criança alérgica.

Sandra Vieira dos Santos, 33, é mãe de Pedro Henrique, de 2 anos, alérgico às proteínas do leite e do ovo. O diagnóstico foi feito com apenas um mês de vida. 

Devido ao surgimento de uma icterícia associada à amamentação, a alimentação do bebê precisou ser complementada com a inclusão de leite de vaca. Tal mudança resultou no aparecimento dos primeiros sintomas, quando a APLV foi detectada. "Ele começou a ficar com a barriga inchada, a ter muita cólica e a não dormir direito. Por meio de exames de fezes, foi possível comprovar que meu filho tinha essa alergia", relembra. Já a alergia ao ovo foi identificada por meio de um exame de sangue que indica diferentes tipos de alergia. 

Sandra diz que, a princípio, não havia muita informação acerca da alergia alimentar do filho e decidiu fazer uma dieta bastante restritiva pois, geralmente, quem tem alergia a leite pode reagir a outras proteínas. "Fiz uma dieta isenta de leite, carne, soja e trigo. Aos poucos, fui introduzindo outros componentes até descobrir que a alergia dele era ao leite de vaca e ao ovo". Hoje, todos os integrantes da família fazem a dieta restritiva. "Foi difícil a família se adaptar, pois os produtos disponíveis no mercado não costumam rotular a presença de componentes do leite", conta. 

A médica Christiane Araújo alerta que é necessário fazer uma substituição adequada em dietas que restrinjam um grupo de alimentos a longo período para suprir o balanceamento nutricional dos macronutrientes (carboidratos, proteínas e gorduras) e dos micronutrientes (vitaminas e minerais). Caso não seja feito um planejamento nutricional, o organismo torna-se deficiente em zinco, cálcio e vitaminas, o que leva ao desencadeamento de uma série de complicações, como anemia. 

Apoio da escola
E quando os filhos estão na escola, como fazer esse controle? Nesses casos, contar com o apoio da instituição é fundamental. Daniara Pessoa tomou todos os cuidados necessários para alertar a escola quanto às limitações alimentares de seu filho. "Tudo o que ele come tem que vir de casa; não pode comer nada feito na escola. Esclarecemos às professoras que ele só pode comer o que está dentro da lancheira", enfatiza. 

Sandra Araújo diz ter a escola como parceira. "As professoras sempre ficam atentas na hora do lanche. Puseram até uma mesa a mais na sala para ele poder lanchar junto com outro colega, também alérgico. O Pedro Henrique nunca se sentiu excluído pelo fato de ter que se alimentar de forma mais direcionada, pois eu me esforço ao máximo para que ele não se sinta assim", conta. 

Cuidados 
A conscientização dos pais deve ser preventiva, tendo em vista que o estímulo ao aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida é um fator protetor. “Uma vez instalado um quadro de intolerância ou alergia alimentar, os pais precisam estar cientes de tudo o que deve ser excluído da dieta da criança, quais os riscos da exposição voluntária ou acidental a esses alimentos e como evitar o consumo dos mesmos. A leitura dos rótulos de alimentos industrializados, bulas de remédios e cosméticos deve ser sistemática. Quanto mais informados os pais, melhor será a evolução dessa criança”, encerra Christiane Araújo. 


FIQUE POR DENTRO

Apaace auxilia pais na troca de experiências 
Pais e mães se uniram com o intuito de difundir e facilitar o conhecimento sobre alergias alimentares. Assim, surgiu a Associação dos Portadores de Alergia Alimentar do Ceará (Apaace). "O grupo orienta sobre a dieta e os locais de produtos confiáveis para o consumo. Trocamos experiências a respeito de médicos, exames e tratamentos", diz Daniara.

Para Sandra, outro objetivo é mobilizar empresas alimentícias para que os produtos contenham informações dos ingredientes. "São poucas as que rotulam. Muitas vezes, não querem se responsabilizar, apesar de nos esforçarmos para explicar o distúrbio e como isso pode prejudicar a vida da criança". A maior dificuldade é que alguns produtos ditos "limpos" podem compartilhar o maquinário dos que levam leite na composição, contaminando o alimento. A Apaace mantém um grupo no Facebook chamado "Meu Filho tem Alergia Alimentar”.
Aqui vão algumas dicas de grupos de apoio e ajuda no facebook:

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Intolerância ao Glúten? Errado!

Não se usa mais este termo Intolerância ao glúten! 
Agora o termo certo é Doença Celíaca ou Enteropatia Glúten Induzida!
Vejam o link :
http://gut.bmj.com/content/62/1/43.full.pdf+html
http://gut.bmj.com/content/62/1/43.full


sábado, 13 de abril de 2013

Cuidado com o Iodo celíacos!!

Mesmo para os celíacos sem dermatite herpetiforme tomem cuidado com o iodo para não acender o gatilho.

 O iodo é um mineral  conhecido por fazer a Dermatite Herpetiforme piorar. Por esta razão, os alimentos e suplementos ricos em iodo devem ser evitados. Sal de mesa ou dos alimentos ,apenas o não iodado deve ser usado. Isto pode ser encontrado na maioria das boas farmácias de manipulação ou diretamente com o fabricante nas salinas. Evite algas e outros produtos de algas, não use sal marinho,não coma camarões, lagostas e outros alimentos ricos em iodo. Se você tomar suplementos nutricionais, examine-os com cuidado para evitar qualquer iodo contendo nos ingredientes. Não precisa ser radical na não ingestão do iodo pois ele é necessário para a boa saúde da tireóide. Devemos então evitar os alimentos e fármacos com altos níveis quem poderão despertar reações da DH. Traduzido e versado livremente para o português do Brasil por Quei Ja Gal Lego de um texto do Dr. John J. Zone da Universidade de Utah - EUA.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Infertilidade, Aborto!! Pode ser o Glúten!


Glúten e infertilidade

Minha colega de pós-graduação, nutricionista de Brasília, Fernanda Padovani, postou um texto muito legal no Facebook semana passada. Achei tão útil que pedi para ela publicar aqui. Depois do texto tem também os contatos dela.
Beijinhos, Carol!
VOCÊ ESTÁ TENDO DIFICULDADE PARA ENGRAVIDAR? INFERTILIDADE? TEM TIDO ABORTO ESPONTÂNEO? O PROBLEMA PODE SER SENSIBILIDADE AO GLÚTEN!
A verdadeira causa da infertilidade e aborto foi identificada!
Um fator chave para certos problemas de reprodução e de fertilidade é a intolerância ao glúten. Apesar de ser bastante conhecido na literatura, ainda não se tornou um padrão avaliar a presença da doença celíaca e a sensibilidade ao glúten em pessoas que sofrem de infertilidade.
Um artigo do World Journal of Gastroenterology, intitulado “Alterações reprodutivas associadas à doença celíaca” é excelente e traz à tona algumas questões muito importantes que devem ser conhecidas por todos os médicos, e não simplesmente obstetras e especialistas em fertilidade.
A FERTILIDADE MASCULINA É TAMBÉM AFETADA
Os homens não estão excluídos deste cenário. Vinte por cento dos celíacos casados possuem casamentos inférteis e a análise do sêmen revela anormalidades na forma dos espermatozoides, bem como a motilidade em homens afetados. Mas já existem boas notícias. A exclusão do glúten na dieta melhorou a morfologia dos espermatozoides e normalizou os desequilíbrios hormonais encontrados nos celíacos do sexo masculino.
PROBLEMAS DE FERTILIDADE PODEM SER A PRIMEIRA INDICAÇÃO DA INTOLERÂNCIA AO GLÚTEN
Muitas mulheres que possuem intolerância ao glúten, aflitas com problemas de fertilidade, não apresentaram as “clássicas” queixas digestivas associadas com a doença celíaca, mas eram mais propensas a sofrer de fadiga e anemia. Muitas vezes, elas não tinham qualquer queixa digestiva. Os autores mostram que os problemas de fertilidade podem muito bem indicar as primeiras alterações autoimunes, o que seria um indício de intolerância ao glúten.
Imagine se cada mulher jovem com um atraso no aparecimento do seu ciclo menstrual ou amenorreia (sem ciclo menstrual) fosse testada para a intolerância ao glúten. Quanto mais saudáveis e felizes (lembre-se que os hormônios equilibrados ajudam a ditar um humor equilibrado) poderiam ser essas mulheres?
A DIETA SEM GLÚTEN NA VERDADE REVERTE A INFERTILIDADE
Está muito bem estabelecido que os celíacos possam sofrer de infertilidade, aumento da incidência de natimortos e perinatal (por volta da época de nascimento). Entretanto, a boa notícia é que uma vez que eles recebem o diagnóstico da doença celíaca e comecem uma dieta livre de glúten, alguns marcadores de infertilidade (por exemplo, taxas de aborto) podem ser corrigidos.
A taxa de cesariana aumentou entre os pais celíacos, de acordo com um recente estudo alemão. Se todos os centros de parto testassem as futuras mães relativamente à doença celíaca e à sensibilidade ao glúten? As mulheres grávidas certamente procurariam fazer o rastreio de outras doenças que são muito menos comuns. Considerando o resultado obtido na gravidez de uma celíaca diagnosticada contra uma não diagnosticada, pode muito bem vir a ser uma excelente mudança no protocolo.
A PRÓPRIA GRAVIDEZ PODE “DESPERTAR” A DOENÇA CELÍACA
A gravidez pode ser um fator que “se transforma em” doença celíaca em mulheres que previamente eram não celíacas.
Há aqueles que acreditam que a mudança dramática na população de probióticos no intestino de uma mulher durante a gravidez é o suficiente para provocar a indução de genes intolerantes ao glúten, levando a doença celíaca ativa.
Outros notam que a primeira gravidez pode não ser um problema e não é, até o estresse de uma gravidez subsequente, iniciando a doença celíaca.
Nota-se isso clinicamente entre os pacientes e existem programas que são concebidos para normalizar não só o trato digestivo, mas o sistema endócrino (equilíbrio hormonal), de modo a evitar que gestações subsequentes criem tensão indevida sobre o corpo da mãe.
Procure um nutricionista funcional e informe-se!

Contatos da clínica: (61)3201-3669 ou (61) 8210-0228. E-mail: fernanda.padovani@yahoo.com.br

Vejam fatores que causam a infertilidade

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Não contém Glúten ! Ufa!!

Excelente texto da Psicanalista Denise Mairesse!!
Vejam também seu blog maravilhoso!!

Não contém glúten. Ufa!

Não contém glúten. Ufa!Quem ainda não leu ou escutou sobre o mais novo vilão do século XXI: o glúten? Contém glúten ou não contém glúten é um enunciado presente na maioria das embalagens dos alimentos industrializados. Trata-se de uma proteína encontrada em alguns cereais, como o trigo, a cevada, o centeio, o malte e a aveia, e causa grandes danos a quem é alérgico. Pessoas com esse problema são portadoras da doença Celíaca, mal que, em função de inflamação no intestino delgado, compromete as vilosidades responsáveis pela absorção dos nutrientes.

Você que não tem restrições ao glúten e é um amante de gastronomia italiana, já se imaginou resistindo a uma pizza ou lasanha como a da “nona”? Você que adora viajar e frequentar lugares exóticos, experienciar outras culturas a partir dos seus sabores, já imaginou precisar perguntar a cada prato quais ingredientes foram usados, como foi preparado, se havia algum glúten passeando por perto da caçarola no momento em que seu camarão estava sendo preparado, ou mesmo saltitando no avental do chef?
Vejam mais : http://dradenisemairesse.blogspot.com.br/2010/03/nao-contem-gluten-ufa.html#comment-form_8096016856294455612