MOLÉCULA ESPECÍFICA PODE LEVAR A NOVAS TERAPIAS PARA A DOENÇA CELÍACA


Cientistas da Universidade McMaster, em Hamilton, Ontário, descobriram uma molécula que tem um papel na doença celíaca.
Os resultados do estudo, publicados no "American Journal of Gastroenterology", podem levar a novas terapias para o distúrbio autoimunológico.
Os investigadores descobriram que uma molécula, a elafina, que está presente no intestino das pessoas saudáveis, está significativamente reduzida nos portadores de doença celíaca. A inflamação induzida pela sua ausência é ainda mais amplificada por uma enzima chamada transglutaminase tecidual 2.
Eles também descobriram que a elafina, ao interagir com a transglutaminase 2, diminui a reação enzimática que aumenta a toxicidade dos peptídeos derivados do glúten. Em estudos com ratinhos, os investigadores descobriram que a administração da molécula de elafina protege o revestimento intestinal do intestino delgado, que é danificado pelo glúten.
Os resultados levantam a possibilidade de administração ou reposição da elafina como nova terapia adjunta à dieta sem glúten, disse a investigadora principal, Elena Verdu. "Isso daria mais flexibilidade à dieta de restrição por toda a vida, aumentando a qualidade de vida dos pacientes e, potencialmente, acelerando a cicatrização das lesões celíacas", acrescentou."