terça-feira, 22 de novembro de 2011

Glúten pode ser tóxico

Glúten pode ser tóxico para algumas pessoas, afirma nutricionista.


Caso tenha alergia, alimentos com substância devem ser retirados da dieta.
Karin Honorato ensina mistura que substitui farinha de trigo.

Do G1 MG
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A nutricionista Karin Honorato fala neste sábado (18) sobre o glúten, que segundo ela, é a parte de uma proteína solúvel em água que está presente em alguns cereais – trigo, centeio, cevada e aveia (por contaminação cruzada). Karin explica que o glúten tem duas frações: as gluteninas, que não são tóxicas para o organismo e as prolaminas, que podem ser tóxicas para algumas pessoas.
No indivíduo alérgico ao glúten, o organismo produz uma reação imunológica e cria anticorpos contra essas proteínas, de acordo com a nutricionista. “Isso acaba atacando o intestino delgado da pessoa e pode provocar a doença celíaca. Quem tem doença celíaca é alérgico ao glúten. O tratamento está na retirada de alimentos que contém a substância da dieta”, diz. Caso a pessoa suspeite que seja alérgica ao glúten, um médico deve ser procurado, recomenda a nutricionista.
Já quem tem intolerância ao glúten, muitas vezes não possui as enzimas necessárias para digerir a substância, segundo Karin. Com isso, ocorre um acúmulo de glúten no organismo. A intolerância pode se manifestar por meio de diferentes sintomas. “Para alguns, alterações gastrointestinais; para outros, alterações na epiderme, como vários tipos de dermatite; psoríase; doenças autoimunes, como lupos, doenças da tireóide ou até mesmo artrite e síndrome do intestino irritável”, diz.
Segundo ela, outros sintomas que podem se manifestar são flatulências, gases, cólicas, dores ou até doenças assintomáticas. A nutricionista ressalta que o diagnóstico da intolerância ao glúten também é confirmado por meio de exames.
Desde 2003, a lei exige que todo alimento embalado indique no rótulo se contém ao não contém glúten em sua composição. Pães, bolos, biscoitos e macarrão são alimentos que no geral possuem a substância. A nutricionista explica ainda, que mesmo alimentos que não possuem farinha de trigo podem conter o glúten, como alguns cereais, condimentos, café instantâneo, chocolate entre outros.
Se a pessoa não tem intolerância ou alergia ao glúten e não é portadora da doença celíaca, mas quer retirar o glúten da dieta para emagrecer, segundo Karin, isso pode ser interessante, “porque diminui a inflamação do organismo. E também faz o intestino absorver melhor os nutrientes”, explica. “O importante é que o organismo esteja em equilíbrio, e retirar o glúten pode trazer isso para algumas pessoas e para outras pode não fazer diferença”, afirma.
É possível encontrar alimentos que não possuem o glúten em sua composição, como biscoitos, pães, bolos, macarrão e massas variadas, em casas especializadas, lojas de produtos naturais e em supermercados.
Farinha básica sem glúten 
Karin ensina uma mistura, conhecida com farinha básica, que substitui a farinha de trigo e não contém glúten. As pessoas podem usar a para preparar várias receitas.
- 2 e ½ xícaras de farinha de arroz integral
- 1 e ½ xícara de amido de milho ou fécula de batata
- ¾ da xícara de polvilho doce
Misture tudo.
Além da mistura chamada de farinha básica. A nutricionista sugere o uso de farinha de amaranto, de quinua, farinha de chia, araruta, trigo sarraceno, todas as féculas, amido de milho isolado e polvilho. Nenhuma dessas farinhas possui glúten e podem ser usadas sempre que precisar.

 http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2011/11/gluten-pode-ser-toxico-para-algumas-pessoas-diz-nutricionista.html