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Mulheres com doença celíaca são mais vulneráveis à depressão e transtornos alimentares, indica estudo

17/01/2012 |

Mulheres com doença celíaca – uma doença auto-imune associada a uma reação ao glúten – estão mais vulneráveis aos sintomas da depressão e transtornos alimentares, mesmo em uma dieta livre de glúten.
A conclusão é fruto de um estudo realizado por pesquisadores americanos. Eles avaliaram uma série de experiências físicas, comportamentais e emocionais em 177 mulheres com idade superior a 18 e que apresentavam diagnóstico de doença celíaca.
De acordo com os resultados, publicados no periódico Chronic Illness, a maioria das participantes aderiu a uma dieta livre de glúten e esta adesão à dieta foi relacionada a aumento da vitalidade, menor estresse, diminuição dos sintomas depressivos e saúde emocional. No entanto, quando comparadas à população não celíaca, mesmo aquelas mulheres que estavam controlando a doença muito bem relataram altos índices de estresse, depressão, sintomas de transtornos alimentares, insatisfação com peso e aparência corporal.
Para os autores, o próximo passo é estudar a ordem de aparecimento dos sintomas. “O que não sabemos é o que leva ao que e sob quais circunstâncias”, explica Josh Smyth, da Universidade Estadual da Pensilvânea. “É provável que o estresse, excesso de peso, problemas alimentares e depressão estejam interligados. Mas não sabemos se as mulheres com índices mais elevados de estresse e tem a doença celíaca são mais propensas a desenvolver sintomas de transtornos alimentares e, em seguida, tornam-se depressivas, ou se as mulheres com doença celíaca apresentam sintomas de depressão e, em seguida, ficam estressadas – o que leva aos transtornos alimentares. No futuro, pretendemos investigar a seqüência temporal desses sintomas”, finaliza.
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