Os sintomas não clássicos da doença celíaca estão em ascensão

Há mais indicadores para a doença celíaca do que apenas os sintomas típicos dos relatados em “livros”, de acordo com um estudo italiano, publicado em novembro de 2014.

Fonte. Allergic Living
Os sintomas mais comumente relacionados com a doença celíaca são diarréia e perda de peso, mas a pesquisa publicada no jornal médico BMC Gastroenterology confirma o que os gastroenterologistas têm dito informalmente: que há agora uma gama diversificada de sinais da doença auto-imune.
Os investigadores examinaram tendências entre os 770 pacientes diagnosticados com a doença celíaca no St. Orsola-Malpighi University Hospital, em Bolonha, Itália a partir de janeiro de 1998 a dezembro de 2012. Houve um aumento significativo no número de casos de diagnóstico de celíacos durante o estudo, e os pesquisadores descobriram que a maioria dos pacientes diagnosticados tiveram o que tem sido considerado sintomas “atípicos”. Estes são sintomas não-gastrointestinais, tais como a anemia, a erupção da pele (dermatite herpetiforme), osteoporose e doença de Hashimoto (um distúrbio da tiróide).
Diarreia, considerada um sintoma clássico, só foi visto em 27 por cento dos pacientes, mas também houve sintomas gastrointestinais não-clássicos, como constipação, alternação de distúrbios intestinais, refluxo e vômitos.
Dr. Umberto Volta, um dos co-autores do estudo, disse que o resultado mais surpreendente do estudo foi a indicação de que os principais indicadores da doença estão mudando.
Outras descobertas notáveis incluem:
  • A maioria dos pacientes foram diagnosticados na faixa etária entre 30 e 40.
  • Quase 8 em cada 10 pacientes apresentaram algum tipo de sintoma de doença celíaca.
  • A doença celíaca foi mais frequentemente diagnosticada em mulheres do que homens em uma proporção de 3,5 para 1.
  • Ao longo do estudo, os sintomas clássicos tornaram-se menos comum, passando de 47% durante a primeira década de pesquisas a 13% dos casos nos últimos cinco anos do estudo.
“Uma alta proporção de pacientes com doença celíaca não apresentou qualquer sintoma gastrointestinal, mas eles exibiram manifestações extra-intestinais, como a anemia por deficiência de ferro, osteoporose inexplicável e abortos recorrentes”, disse Volta para a agência Reuters. Assim, 2 dos 10 pacientes diagnosticados não mostraram sinais detectáveis da doença.
Dada a variedade de sintomas, os especialistas aconselham as pessoas com sintomas persistentes consultarem um médico e fazerem o teste, em vez de simplesmente tentar uma dieta livre de glúten.
“Neste momento, estamos testando muito mais pacientes do que tínhamos no passado.”, disse Dr. Joseph Murray, especialista em doença celíaca da Mayo Clinic “Se eu ver um paciente com anemia, eu digo, ‘vá fazer o teste’. Eu digo o mesmo para aqueles que têm diarreia ou para todos os membros de uma família que tiveram pacientes diagnosticados.”
Quase 1 por cento da população mundial está vivendo com a doença celíaca, e essas taxas estão em ascensão. Mas Volta e sua equipe notaram que esta condição muitas vezes não é diagnosticada, deixando a doença celíaca como um “iceberg ainda submerso”.
Estima-se que a maioria dos americanos não sabem ou são erroneamente diagnosticados com outra doença, segundo a National Foundation for Celiac Awareness.
“Nós ainda perdemos cerca de 80 por cento das pessoas com a doença e, francamente, não sabemos o impacto disto”, disse Murray, autor de Mayo Clinic Going Gluten-Free: The Essential Guide to Managing Celiac Disease and Other Related Conditions.
“Em última análise, para encontrar todas as pessoas com doença celíaca, é preciso rastrear todos os riscos. Isso significa que precisamos testar todas as pessoas? Não tenho certeza, mas creio que precisamos testar muito mais gente do que já testamos até agora”.

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