segunda-feira, 5 de junho de 2017

Revisão atualizada da doença celíaca , osteoporose e osteopenia

A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica, caracterizada por massa óssea reduzida e deterioração microarquitetural
do tecido ósseo, determinando a fragilidade óssea e o aumento do risco de fraturas. A osteoporose secundária, que ocorre
devido a desordens inflamatórias crônicas do trato gastrointestinal, tem sido cada vez mais identificada. Dentre as patologias
que determinam a osteoporose secundária, enfatiza-se a doença celíaca, enteropatia inflamatória crônica do intestino delgado,
imunomediada, que predispõe à redução da massa óssea e a alterações no metabolismo do cálcio, resultando em osteomalácia,
osteoporose e raquitismo. O objetivo deste estudo é fazer uma revisão atualizada dos dados já publicados sobre a associação
de osteoporose e doença celíaca. Foi realizada revisão bibliográfica com as palavras-chave: doença celíaca, densidade mineral
óssea e osteoporose, na base de dados Pub Med e Medline, referentes ao período de 1975 a 2009, e foram selecionados artigos
relevantes. Foi observado pelos autores que atualmente ainda não há consenso sobre quando realizar a pesquisa de osteoporose
em indivíduos com diagnóstico de doença celíaca.


Durante a última década, a osteoporose, secundária às desordens inflamatórias crônicas do trato gastrointestinal, tem sido cada vez mais reconhecida. Dentre essas desordens patológicas, chama atenção a doença celíaca, que predispõe à redução da massa óssea e a alterações no metabolismo do cálcio, resultando em osteomalácia, osteoporose e raquitismo. A osteopenia e a osteoporose são achados comuns em pacientes com doença celíaca, sendo, por vezes, as únicas manifestações da doença em indivíduos acometidos por esta patologia.17 Recentes estudos demonstraram que entre 40 e 70% dos pacientes com doença celíaca tem osteopenia e que a osteoporose ocorre em mais da metade.18,19,20 A prevalência de doença celíaca é também muito mais alta em pacientes com osteoporose (3,4%) do que nos indivíduos não osteoporóticos (0,2%)...
Vejam a literatura completa aqui